Visconde de Mauá: nós voltamos
Dividida entre Maringá do Rio, Maringá de Minas, Maromba e Mauá, a Visconde de Mauá que encontrei durante a folga de réveillon no fim do ano passado está bem diferente da que vi na última visita, uns oito anos atrás. Ou melhor Maringá – do Rio e de Minas – estão bem diferentes.
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Para começar, há pouco mais de um ano, segundo comerciantes, asfaltaram a ruazinha da ponte que liga a cidade partida em dois estados. Do lado do Rio instalaram-se lojas, num clima que lembra a Itaipava dos anos 90. Já o lado de Minas se consolidou em anos recentes como polo gastronômico.
ONDE FICAR – Além disso, Mauá ganhou uma série de hotéis mais arrumadinhos cujas diárias não chegam aos preços altos de um hotel do Roteiro de Charme, por exemplo. Nesta temporada de quatro dias nós ficamos na Pousada do Mirante. São chalés bem instalados no alto de um morro, todos com hidromassagem, lareira e uma vista linda para o vale da Santa Clara. Na semana do réveillon cada diária custou R$ 200 com um café da manhã farto que tinha pães caseiros deliciosos.
É como se hoje houvesse uma divisão clara na região para cada tipo de turista: Maromba continua a mesma, com suas pensões e botecos; Maringá do Rio traz pousadas mais simples e restaurantes idem, e Maringá de Minas se destaca pela série de restaurantes indicados no Guia Quatro Rodas. Quem procura hospedagem mais luxuosa vai encontrar hotéis e pousadas sofisticadas pontuados pelo caminho, quase sempre em áreas mais reservadas e de acesso mais difícil. No fim das contas, Mauá continua ideal para todo tipo de turista e de budget.
ONDE COMER – Em Maringá do Rio descobrimos a Cantina Massa Verde, um restaurante pequenininho de massas – sugiro a lasanha bolonhesa – com pratos tradicionais em porções fartas e bem na beira do rio. No mesmo lado da cidade à noite comemos um fondue de queijo no Paladar da Montanha, uma casa suuuper simples, mas onde o prato em meia porção serviu a dois. Mas reconheço que não estávamos com fome.
Também passamos no que já virou um clássico da região, o Casebre Pub, um bar rústico que funciona o dia inteiro num clima de bar/mercearia e à noite nos fins de semana tem música ao vivo. É o tipo do lugar onde se pode comprar um vinho para beber no quarto ou provar ali mesmo uma pinga com mel ou a cerveja artesanal de Mauá, a Serra Gelada. Fãs de pizza que somos, também visitamos a Zorba Buddha, que apesar do nome estranho tem ótimas pedidas – recomendo a de camembert.
Já em Maringá de Minas seguimos a trilha do Quatro Rodas. Provamos da truta gratinada do Borbulha, uma casa onde as paredes são cobertas por LP’s e a música sai de uma vitrola. Comi um bom risoto de funghi com incrível chutney de cebola no Mauro Jr. E nos acabamos nas cervejas do recém-inaugurado Bier Garten, com uma excelente carta de artesanais e importadas, além de um cardápio alemão bem variado.
E as compras? – Como Mauá não perde a alma hippie, não são poucos os lugares que vendem camisetas com estampas de duendes ou ícones da música, como Bob Marley; há muitos lugares que vendem sinos de vento e outros penduricalhos do gênero e ainda muito mel, pinga com mel e doces mineiros em pontos diversos.
Mas a grande descoberta para nós desta vez foi a Casa das Velas, láááá no fim da estrada de Maringá de Minas. É uma casa no meio do mato, tomada por velas de todas as cores, formas e tamanhos que você puder imaginar. É tudo de muito bom gosto e a preços bem razoáveis, mas só dá para chegar de carro.
As cachoeiras de Mauá – Grande atração da região, as cachoeiras levaram uma espécie de ‘choque de ordem’ e agora têm lixeiras e trilhas bem sinalizadas. A do Escorrega, de mais fácil acesso, continua sendo a mais popular e a vida do visitante ali ficou bem mais fácil: há um bar de cada lado da rua e bem próximo da entrada, bancos e mesas como de piquenique, de onde se tem boa vista da queda.
Na Santa Clara e na Toca da Raposa, as placas facilitaram um bocado o acesso e a certeza do turista de que não está perdido. Mas talvez o Alcantilado tenha sido o maior beneficiado com a organização do seu pedaço. Afastado da cidade e com uma sequência de nove quedas d’água – algumas para banho, outras não – o Vale do Alcantilado agora em entrada cobrada (R$ 5) e uma manutenção adequada, com vestiários, banheiros, trilhas bem mantidas e um bar com um pastel delicioso para recuperar a energia gasta na subida.
E a serrinha? - Como a gente já contou em outro post aqui no blog sobre Mauá, a serrinha que liga Penedo a Mauá está sendo asfaltada. Nem metade do caminho já foi coberto e há muitos trechos com máquinas e material das obras. Além disso, nos pedaços de asfalto ainda não há sinalização de chão. Ou seja: respeitar placas e limites de velocidade é fundamental para evitar acidentes, especialmente porque as obras ainda em curso deixaram trechos de pista bem estreitos. No mais, boa viagem.











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