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O que ver e fazer em Viena, a cidade da música

Vista das escadarias do monumental Parlamento de Viena

Vista das escadarias do monumental Parlamento de Viena

Eu nutria mil fantasias por Viena, graças ao filme “Antes do amanhecer”. Imaginei uma cidade romântica, clássica, com um quê de jovial e um pouco decadente. Tudo bem que se passaram 15 anos desde que o filme foi lançado, mas a capital da Áustria me pareceu moderna, arrumada, rica e aristocrática. Viena foi a cidade mais destoante em minhas andanças pela Europa Central. Bem diferente das capitais vizinhas, como Praga, Budapeste e Bratislava. O centro da cidade, com prédios monumentais clássicos preservados, me fez lembrar Paris. Mas os arranha-céus da entrada da cidade me sugerem algo de Suíça, embora eu nunca tenha estado por lá.

Hofburgtheater: palco de prestígio foi restaurado depois da Segunda Guerra Mundial

Hofburgtheater: palco de prestígio foi restaurado depois da Segunda Guerra Mundial

O custo de vida, com certeza, se equipara aos mais altos da Europa. Os hotéis são caros, as ruas salpicadas de lojas de grife e os cafés parecem frequentados por vizinhos abastados que vão ao país atrás de cultura e qualidade de vida. Quem sabe vão a algum concerto de música erudita, uma de suas vocações mais fortes e marcantes.

MOEDA Na Áustria, a moeda é euro. É bom que reserve trocados para as máquinas de bilhetes de metrô, bonde ou estacionamento. Mas tenha um cartão de crédito sempre a mão. Caso notas e moedas não deem jeito, mesmo que precise debitar apenas uma quantia pequena, as máquinas aceitam cartão. É tudo automático. Só você, a caixa eletrônica e as opções em alemão (língua oficial do país) e, felizmente, inglês e francês.

Rosas encasacadas: proteção contra o frio

Rosas encasacadas: proteção contra o frio

CLIMA Viena é um bocado fria e cinza no inverno. Famosa por seus bem cuidados jardins, com certeza fica deslumbrante na primavera. O cuidado com a vegetação é tanto que eles chegam a embrulhar os arbustos dos jardins públicos nos meses frios, para que fiquem protegidos do mau tempo. Achei curiosa essa demonstração de zelo.

TRANSPORTE Viena tem um bom serviço de metrô e bonde, com algumas estações interligadas. No Centro, as estações de metrô são próximas umas das outras, sendo a melhor opção fazer uma bela caminhada. Mas, como muitas vezes é preciso se hospedar um pouco mais longe, vale a pena pegar o metrô até a estação de bonde que sirva melhor.

Na MariaTheresianPlatz, entre os museus Kunsthistorisches e Naturhistorisches.

Na MariaTheresianPlatz, entre os museus Kunsthistorisches e Naturhistorisches.

Os bilhetes, tanto de bondes quanto de metrô, podem ser adquiridos em máquinas, sendo possível comprar um bilhete único, com validade de um dia (é bom conferir, mas acho que vale apenas até a madrugada do dia em que você comprou). Paguei 5,70 euros por um desses. A exemplo da Alemanha, é tudo automatizado. Você compra o bilhete na máquina e valida em outra máquina (imprimindo a data nele) nas estações de metrô ou no próprio bonde. Mas nem pensem em dar calote, porque fiscais rigorosos passeiam pelos trens cobrando as passagens pagas e multando espertinhos.

PARA QUEM VIAJA DE CARRO Atente que há uma grande área no Centro e nos arredores em que o estacionamente não é permitido. Ao chegar à cidade de carro, peça um mapa no hotel e descubra o estacionamento privativo mais próximo de onde está hospedado. As diárias custam, em média, 12 euros. Viena não foi feita para circular de carro. Mesmo que fique distante das atrações, a falta de estacionamento pode ser uns transtorno. Melhor optar por deixar o carro na garagem e se locomover de transporte público.

Detalhe de Hofburg: arredores são lugar mais valorizado.

Detalhe de Hofburg: arredores são lugar mais valorizado.

HOSPEDAGEM Hospedar-se em Viena pode sair incrivelmente caro. Dentro do anel do Centro (Ringstrasse), estão hotéis de luxo e de médio padrão, com preços elevadíssimos. Pensões e hospedarias estão disponíveis nos arredores, mais distantes, mas não são nenhuma pechincha e ainda possuem acomodações desconfortáveis, carentes de remodelação. Optei pelo Pension Stadthalle, que não ficava tão distante do Centro e tinha quarto recém-reformado, embora a falta de privacidade do banheiro possa causar desconforto a casais que não tenham tanta intimidade. O lugar não tinha recepção, nem serviços. Check in e check out eram feitos em outro hotel da rede, a uma quadra de lá. Mas o bairro era razoável, com serviços e transporte por perto. Para ver mais opções, clique aqui.

Prestes a atacar a tortinha de morango do Café Sluka

Prestes a atacar a tortinha de morango do Café Sluka

GASTRONOMIA O que mais me marcou em Viena foram os cafés. As fórmulas são sempre tentadoras, os produtos caprichados e o serviço de primeira linha, como no Mokador Coffee Shop, Neubaugürtel 27. Há também as sobremesas, sempre especialíssimas. As vitrines têm tantas cores e rorocós que fica difícil escolher que doce experimentar. Aliás, para quem gosta de comer com os olhos, sentar para um chá e uma tartelete é programa obrigatório. Gostamos muito do tradicional café Sluka, de 1891, em Rathausplatz 8, onde uma xícara de chá saiu a 2,60 euros e uma tartelete gigante de morango custou 4,20 euros.  Estava tudo delicioso, mas nem precisava, porque só o edifício já era um charme. Os vinhos vienenses brancos nos pareceram populares e bastante razoáveis. Embora não tenha tomado nenhum sensacional, no geral, são confiáveis. E custam o mesmo que uma caneca de cerveja. Em dias frios, descem perfeitos se acompanhados de uma boa conversa. Foi uma acertada escolha no jantar no Reinthaler’s Beisl, em Dorotheergasse 4, no centro, onde comemos cogumelos empanados, queijo empanado e bife empanado, em porções avantajadas e acompanhadas de molhos e salada (pratos de 7 a 9 euros, em média). Excelente comida e custo-benefício.

Comida à milanesa e vinho branco no Reinthalers Beisl

Comida à milanesa e vinho branco no Reinthalers Beisl

Foi nesse simpático restaurante que descobrimos um  curioso hábito local. Se há uma mesa de quatro lugares ocupada por um casal, outro casal senta-se com eles sem a menor cerimônia, podendo até fazer amizade. Cadeira vazia é sinal de lugar vazio, não importando quantos desconhecidos estejam à mesa. Soa grosseiro por escrito, mas na realidade é tudo muito amigável. Imagine fazer novos amigos a cada saída pra jantar. E mesmo quem está sentado convida quem acaba de chegar à procura de lugar. Dica rápida: se na volta pra casa bater uma fome e for tarde demais para encarar um restaurante, há mercadinhos no subsolo de algumas estações do metrô.

ATRAÇÕES A maioria das atrações fica no Centro da cidade, que pode e deve ser percorrido a pé. Caso esteja muito frio, o metrô é uma opção.

Ringstrasse – Uma grande avenida circular, a Ringstrasse, delimita a região de maior interesse, o distrito Innere Stadt, que é o Centro. Um passeio por esta avenida é agradável, até porque concentra construções importantes em suas margens.

Entrada do complexo Hofburg. Museu Sissi é meu favorito.

Entrada do complexo Hofburg. Museu Sissi é meu favorito.

Palácio Hofburg– O complexo de edifícios e jardins é o coração de Viena e sua atração mais importante. Ali estão os Aposentos Reais, a Escola Espanhola de Equitação, a Biblioteca Nacional, o portão Burgtor, a capela Burgkapelle, a igreja gótica Augustinerkirche, o jardim Volksgarten e o jardim Burggarten. O tíquete que dá direito a entrada nos Aposentos Imperiais, Prataria da Corte e Museu Sissi custa 9,90 euros por pessoa. Na minha opinião, é o museu que mais vale a pena naS cidade, por preservar parte importante da história do lugar. Nos aposentos reais, salas de reis e rainhas parecem ter parado no tempo. Já a exposição da prataria revela o luxo (desnecessário) com que vivia a realeza. Mas é o Museu Sissi, dedicado à idolatrada imperatriz Elisabeth, que parece despertar mais fascínio. O lugar atrai hordas de turistas, que, por sua vez, atraem os gatunos. Cuidado com batedores de carteira. Os corredores estreitos do palácio são percorridos em meio a uma multidão, mesmo em baixa temporada.

A Stephansdom estava sendo restaurada

A Stephansdom estava sendo restaurada

Stephansdom ou Catedral de Saint Stephan – A catedral gótica medieval de telhado azulejado guarda uma arquitetura impressionante dos séculos XIV e XV, mas também urnas com restos mortais de membros da dinastia Habsburgo.

HofburgTheather – O prestigioso teatro foi quase todo destruído na Segunda Guerra Mundial e depois totalmente restaurado. Staatsoper – É o teatro de ópera de Viena, na Ringstrasse.

Museus – Ao redor da Praça Maria Teresa (MariaTeresienPlatz) fica um importante complexo de museus. De um lado, o Naturhistorisches Museum, o Museu de História Natural. De outro, está o Kunsthistorisches Museum, o Museu de História da Arte. Só a arquitetura espelhada de ambos já impressiona. Atravessando a rua, chega-se ao Museum Quartier Wien, o quarteirão dos museus, que reúne o Leopold Museum, de arte austríaca, o Museu de Arte Moderna Ludwig Foundation Vienna, o Zoom Kindermuseum, para crianças, e o Architekturzentrum, de arquitetura.

Rathauspark – Ao redor dos jardins bem cuidados estão prédios magníficos, como o Hofburg Theather, o Parlamento, Neues Rathaus (prefeitura e assembleia legislativa) e a Universidade de Viena.

Museu Freud– O pai da psicanálise viveu e trabalhou na casa-museu por mais de 40 anos. Hoje, o endereço (Berggasse 19) reúne obra e objetos pessoais de Sigmund Freud.

Burggarten: Viena é cheia de jardins bem cuidados

Burggarten: Viena é cheia de jardins bem cuidados

Rio Danúbio – O rio, que corta a cidade, foi canalizado em alguns trechos. Às suas margens, está a Torre do Danúbio, uma torre de metal com mais de 200 metros de altura, que abriga um restaurante giratório com vista panorâmica.

Palácio de Schönbrunn – Afastado do Centro, o palácio em estilo barroco é a residência de verão da família real. É possível visitar seu suntuoso interior, mas a grande atração são os extensos e irretocáveis jardins que o circundam.

Belvedere – O complexo construído para servir ao príncipe Eugênio de Savoia é formado por dois palácios e jardins bem cuidados. É lá que funcionam o Museu de Arte Barroca (Palácio Belvedere Superior), o Museu de Arte Medieval (Estufa) e exposições da Galeria Austríaca (Palácio Belvedere Inferior).

Prater – O parque que já foi área de caça hoje é área de lazer aberta ao público, com planetário, hipódromo, campo de golfe e parque de diversões. É lá que está a famosa roda gigante de Viena. Seria a do filme? Confesso que o tremendo frio que fazia em dezembro me desencorajou a conferir pessoalmente.

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Personal Trip

About the Author

Nada de sombra e água fresca. Daniela gosta mesmo é de explorar o mundo, os países, as cidades por onde passa. Mal acabam as andanças das últimas férias e já começam os planos para o próximo destino.

4 Respostas para “ O que ver e fazer em Viena, a cidade da música ”

  1. Oi!

    Estive em Viena em julho e antes passei por aqui.

    Adorei a cidade e aproveitei bastante as suas dicas. Não vejo a hora de voltar a essa cidade!!!

    Bj!

  2. Adorei!!!!
    Viena é linda, maravilhosa…
    e ja planejo ir até lá.

    bjss
    Mara

  3. Procurando informações sobre os arredores de Viena descobri este blog, super bem escrito e com muito conteúdo! Achei legal saber do hábito Vienense de sentarem juntos nas mesas para jantar, e fiquei “invejando” dormir numa caverna em Capadoccia , tenho muita vontade de ir para lá. Também tenho um blog de viagens, passem lá para conhecer e dividir informações! 😉
    http://www.flashesdeviagem.blogspot.com
    Até mais!

  4. Oi, Dani, depois de ler suas aventuras por Viena, só posso dizer: que legal é a Áustria!
    Sinto até saudade de lá, sem nunca ter ido.
    Isso que vc comenta de, num resataurante, havendo lugar vago, as pessoas podem se sentar – o que causa grande contrariedade nestas terras tropicais – já tinha visto em Londres, algumas vezes.
    Acho muito mais civilizado.
    Visitarei as viajantes outras vezes.
    Bjs
    Claufe

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