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Viajar com ou sem guia? Eis a questão

Kit de viagem: passaporte, mapa e guia

Existem lugares para os quais você pode viajar apenas com dicas de amigos e informações mais genéricas buscadas na internet. Existem outros em que ter um guia na mão é praticamente uma questão de sobrevivência. E foi esse o grande engano que cometi em minha primeira viagem sozinha, pela América do Sul.

Depois de uma ótima experiência pela Europa com uma amiga porém sem guia, em nenhum momento cogitei que ficaria mais segura e tranquila se tivesse investido em guias do Peru e do Chile antes de embarcar para os dois países. A economia me custou caro: uma profunda antipatia (especialmente pelo Peru) que só há pouco tempo consegui superar. E foi tudo culpa da minha inexperiência.

Embora hoje me pareça óbvio que um bom guia não é despesa, mas um investimento, em 2003 eu achei que poderia muito bem me virar com dicas de outros internautas e minha esperteza de carioca. Na falta de um guia, tracei um itinerário de viagem mal planejado, supercansativo e mal distribuído no tempo. Também calculei mal o dinheiro que deveria levar e tomei decisões sem ponderar que algo poderia dar errado – coisa que, hoje sei, um guia me alertaria.

Acredito, por exemplo, que teria ficado mais bem informada sobre a estranha travessia (ou teria sido um golpe?) entre o Chile e o Peru; teria me preparado melhor para a péssima infra-estrutura de Águas Calientes; teria organizado o itinerário de forma a aproveitar mais Cuzco e, no fim, não teria tido metade dos aborrecimentos que me fizeram preferir voltar ao Brasil antes da hora a seguir viagem por Santiago do Chile. Dividida a roubada e trauma superado, escrevo em breve sobre erros e acertos mais detalhados em cada parada.

Em Marrakesh, com o guia na mão

Esta é minha traumática experiência de uma viagem sem guia. Há outras Viajantes que acham que o acessório e um peso extra e preferem seguir viagem com dicas impressas da internet depois de muita pesquisa. Abaixo, elas defendem seus pontos de vista. E para você: viagem é com guia ou sem guia?

ALÍCIA – “Apesar do peso, adoro abrir o guia mil vezes durante uma viagem e saber que naquela praça bucólica foi travada uma batalha há 400 anos ou saber que programas fazem mais o meu tipo e quanto tempo devo desperdiçar em cada um. Eu sou do tipo que, apesar de mudar ao longo da viagem, gosto de já ter um dia a dia pelo menos planejado de programação. Nem que ela seja passar o dia de coça na praia tal ou separar um dia inteiro para compras.”

Em Portugal, Clarissa com seu guia

CLARISSA – “Concordo com a Flávia, vários perrengues podem ser evitados com um guia e acho que quanto mais pobre o país, melhor tem que ser seu ‘tijolo’. Adoro pesquisar, pegar aquela dica única de um blog de alguém mora lá e tal, mas um guia confiável dá uma segurança, principalmente se o hotel/albergue que você reservou seis meses antes esqueceu de confirmar sua reserva ou se aquele restaurante familiar incrível fecha no verão (coisa comum na Europa). Alguns guias também explicam a História e a cultura do país, o que pode ser fundamental para aproveitar melhor sua viagem. Sou fã do Lonely Planet, acho o melhor atualmente.”

DANIELA – “Adoro guias de viagem, mas raramente viajo com eles na mochila, por conta do peso. Na maioria dos destinos, faço uma boa pesquisa na internet mesmo antes de definir o itinerário e depois um pré-roteiro com as atrações. Imprimo o que interessa e vou deixando as páginas pelos locais de passagem. Mas nunca abro mão de mapas, que podem ser conseguidos em pontos de informação turística. São essenciais.”

REBA – “Minha relação com os guias começa antes mesmo da viagem. É com eles que eu faço todo o roteiro e escolho as cidades que quero visitar. E quando chego aos destinos eles viram um parceiro indispensável e vão comigo a todos os lugares. Para os destinos exóticos eu acho que eles são absolutamente fundamentais mas eu confesso que mesmo nas viagens mais perto de casa eu não tenho aberto mão dos guias.”

Isa e o guia de Barcelona

ISABELLA – “Apesar de nunca ter usado um guia para viagens nacionais, sou uma fã incondicional. Quando não estou com ele durante a viagem, tenho a sensação de estar perdendo algo… Sem falar nas informações de ordem prática, como horários de funcionamento de museus, por exemplo. Costumo ler sobre a cidade antes, fazer um pré-planejamento do que quero visitar e, já no destino, gosto de me programar na noite anterior para o dia seguinte. Acho isso uma delícia!”

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Personal Trip

About the Author

Flávia tem viagens planejadas para os próximos cinco anos, pelo menos. Só tem um porém: todas precisam de uma parada em Paris.

2 Respostas para “ Viajar com ou sem guia? Eis a questão ”

  1. Com apps de guias no telefone e no iPad.

  2. Excelente ideia de post. Várias opiniões (não tão variadas, é verdade) sobre um determinado assunto.

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