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Viagens low cost: prós e contras

Aproveite, as poltronas e banheiros ainda estão incluídos na tarifa. (charge: Leif Parsons/NY Times)

Se você já foi à Europa, muito provavelmente já fez alguma. Se não, certamente vai experimentá-las mais cedo ou mais tarde. Porque o conceito de viagens low cost, que ficou famoso pelos bilhetes de avião baratos, se estendeu a outros elementos das férias, como hospedagem e alimentação. Mas neste post vamos focar no que mais interessa em geral: passagens aéreas.

No Brasil, existem companhias mais baratas que se dizem low cost, como a Gol, a Azul e a Webjet. Porém, quem experimentou voos low cost em outros países, principalmente no Hemisfério Norte, não costuma considerar essas aerolinhas como low cost de verdade – exceto durante as promoções. Talvez seja isso que falte às low cost brasileiras, em comparação com as gringas: promoções mais frequentes.

Neste quesito, as aerolinhas europeias low cost estão horas e horas de voo à nossa frente. Porém, não há bônus sem ônus, certo? O barateamento dos serviços e produtos às vezes sai “caro” – e o que costuma pegar mesmo é a qualidade.

Topa tudo por dinheiro?

Motivadas pela opinião do leitor Maurício Aragão sobre as low cost na nossa página do Facebook, nasceu a ideia de relatarmos algumas de nossas experiências. E chegamos à conclusão que o fator sorte é fundamental. Ou seja, viagens low cost são uma roleta russa. Mas, afinal, valem a pena?

A maioria de nós acha que sim. Principalmente se a viagem for curta. Mas alguns fatores devem ser levados em consideração.

SOBREVIVE ÀS COMPANHIAS LOW COST QUEM:

1) Está acostumado a viajar. Já passou por percalços o suficiente para não se estressar com imprevistos. Exemplo: numa das baforadas do vulcão islandês, eu estava viajando. Todas as companhias acharam seguro voar de volta, menos a minha, a Ryanair. Na época, disseram que era devido à altura em que ela voava (mais baixa que as outras). Mas nada foi confirmado. No fim das contas, só o meu voo não saiu. Vai explicar isso pro seu chefe…

2) Não tem pressa. Atrasos são relativamente comuns em algumas dela.

3) Não se importa com falta de conforto. Não é à toa que as low cost também são conhecidas como no frills (sem frescuras). Se você é frequentador de albergues, talvez tenha mais facilidade em aceitá-las.

4) É organizado e sintético. Malas grandes? Esqueça. Qualquer bagagem despachada é cobrada à parte. E nem adianta dar uma de malandro e entulhar uma mala pequena, porque elas são pesadas antes do embarque. Leia com atenção sobre os limites de peso e tamanho nos sites das companhias para não ter surpresas. Além disso, algumas companhias, como a Ryanair, nos obrigam a fazer o check in on line. Se você esquecer, no mínimo vai ter que pagar para fazê-lo no aeroporto (já entendeu que tudo nas low cost é à parte, né?). Se é que vai conseguir embarcar.

Mantenha a coluna ereta. Com as poltronas não reclináveis da Ryanair, é fácil. (Foto: Maitravelsite.com)

TAMBÉM LEVE EM CONTA:

– Muitas low cost partem e aterrissam em aeroportos menores (e mais distantes do centro) que os oficiais. Alguns são até em outras cidades – caso do aeroporto de Girona, vendido como próximo à Barcelona. Na prática, isso significa que o que você economizou no bilhete pode ser gasto em deslocamento (procure pelos ônibus especiais, que não ultrapassam os 15 euros, normalmente). Informe-se bem a respeito de onde seu voo vai parar.

Refeições a bordo são cobradas. Isso inclui bebidas e lanches. Leve o que você for comer e beber.

– Preste atenção nas taxas de aeroporto. Sim, existem passagens a 10 euros. Mas quando vem a taxa, às vezes a coisa pega. E, dependendo da bandeira do seu cartão de crédito, também pode haver mais taxas. Na Ryanair, por exemplo, eu sempre pagava uns trocados por usar Visa.

– Os lugares não costumam ser marcados – mesmo que apareça um 4J ou qualquer coisa que o valha no seu bilhete. Não estranhe se houver uma fila enorme uma hora antes do embarque.

– Se viajar só com bagagem de mão (única opção para quem quer gastar o mínimo possível), lembre-se de levar embalagens de cosméticos (incluindo shampoo e condicionador) de até 100 ml, pois acima disso, eles barram.

Em hipótese nenhuma se atrase. Elas se atrasam a torto e a direito, mas, se você chegar depois da hora anunciada no seu bilhete ou mesmo em cima da hora para o check in (quando não for on line), não embarcará. Simples assim. Eles não restituem atraso. É, a vida é mesmo injusta.

Vale a pena pagar o seguro oferecido? O seguro só ressarce se você tiver um problema sério (se for comprar, leia com atenção a apólice), como algum problema grave de saúde (devidamente justificado com documentação) ou falecimento na família, por exemplo. Não vale se você perder o voo, propositalmente ou não. Eu nunca comprei.

Na semana que vem, publicaremos os resultados de anos experimentando algumas das companhias mais conhecidas da Europa, descrevendo uma a uma.

Personal Trip

About the Author

Depois de três anos morando na Europa, Clarissa foi multada ao voltar ao Brasil. Motivo: excesso de bagagem. Mas não se arrepende. Afinal, eram muitas histórias e dicas para trazer na mala e ela não queria deixar nenhuma para trás.

4 Respostas para “ Viagens low cost: prós e contras ”

  1. Vamos fazer segundo um post só citando nossas experiências com as companhia, Rô, citando várias delas. Mas discordo de você com relação à pontualidade da EasyJet. Esse é minha principal reclamação dela. Já atrasou mais de uma hora comigo e TRÊS horas com o Guilherme.

  2. pensei em acrescentar que algumas low-costs, como a easyJet, fazem de-um-tudo para não atrasar os voos, porque, para elas, seria perder dinheiro – o que é, certamente um ponto a favor delas.

    o ponto contra fica para o modo como você é tratado. animais são mais considerados em alguns matadouros que as pessoas, nos assentos da easyJet.

  3. É verdade, Thiago. Depende muito dos destinos. Podem ser a furada da viagem, sem dúvida! Mas, é sempre bom considerar todas as opções, inclusive as low cost, na pesquisa. Enfim, pra viajar bem e barato, só dedicando tempo mesmo. Abraços!

  4. Clarissa, concordo em muitos pontos que você escreveu. As low cost não são para qualquer um! Para quem sai do Brasil para passar 20 dias na Europa, geralmente com malas para despachar, a low cost vai acabar saindo pelo preço de uma companhia normal. No inverno então, é praticamente impossível ir só com a mala de mão. Hoje em dia, considero a low cost e voos em geral minha última opção. Às vezes vale a pena pagar um pouco mais pelo trem e o tempo de viagem acaba sendo o mesmo. Imagina só você pegar um voo de Paris-Beuvais para algum aeroporto periférico de Londres. São praticamente 8 horas entre você sair do seu albergue em Paris e chegar no seu albergue de Londres! Já se você vai de Madrid para Praga não tem erro, só tem 1 aeroporto na cidade. A decisão é caso a caso mas no fim das contas, as low costs muitas vezes viram high costs!

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