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Viagens low cost: as companhias aéreas

 

Na semana passada, listamos prós e contras das viagens low cost em geral. Agora vamos contar alguns casos vividos por nós em algumas das companhias mais conhecidas da Europa. Ressaltamos que nossas opiniões abaixo são baseadas no que vivemos. Não são regra absoluta nem devem ser levadas estritamente ao pé da letra. Possivelmente, quem for lê-las terá algo a acrescentar ou discordar. E a ideia é essa. Se você tiver uma experiência semelhante ou diferente nestas e em outras aerolinhas, conte aqui! Queremos o máximo de exemplos para ajudar quem está na dúvida. (P.S. Não estranhe alguns nomes em caixa baixa. Companhias low cost gostam de simplificar tudo, até nomes próprios. Fica mais cool).

Air Asia – Escolhida pela grande maioria dos viajantes para transitar pela Ásia (especialmente no Sudeste Asiático) e Oceania, a Air Asia realmente conta com preços que valem a pena, com passagens por 20, 30 dólares. Claro que sempre vale pesquisar em low costs locais, como a Orient ThaiBangkok Airways e Nokair (Tailândia); Kingfisher (Índia); Vietnam Airlines (Vietnã); Cambodia Angkor (Camboja) ou até a australiana Jet Star, que cobre bem a região. Porém, a malha da Air Asia é a mais ampla. O que é ruim:  eles são bem rigorosos com bagagem. Só deixam entrar no avião com malas de pequenas dimensões (praticamente bolsas) com até sete quilos. Ou seja, sem chance botar seu mochilão no bagageiro acima de você, como algumas low costs permitem. E para despachar, é preciso pagar, claro, e de acordo com o preço (até 15 quilos é a taxa mais barata). Sem contar que, em alta temporada, seus preços disparam (porém, ainda é bem mais barata que as majors). O que é bom: Moderninha, com aviões novos, ela normalmente é pontual. No entanto, atrasou quase duas horas justamente em meu primeiro voo nela, que era às 23h, quebrando minha noite. Felizmente, era de volta a Bangkok, onde os aeroportos ficam cheios sempre. Serve lanchinho simples (como nuts). Nota: 8.

airberlinProvada e aprovada pela Isa, que a considera “a melhor low cost já experimentada”. Alemã, cobre muito bem seu país de origem, mas não se limita à Europa. O que é ruim: aviões pequenos (“porém confortáveis”, segundo a Isa) e tarifas não tão baixas. Inclusive, há poucas semanas, as passagens dela sofreram um belo de um aumento (já normalizado). A medida gerou protestos e um dos diretores da Airberlin chegou a dizer que “as companhias aéreas não são ONGs”. Desnecessário, né? O que é bom: O mais bacana é que ela cobre quase dez cidades no Oriente Médio e vai até para Pequim. É pontual. É moderna. Tem serviço de bordo gratuito (simples, porém) e staff amável. Além de mimos como protetor de mochilão (indicando que é bagagem frágil) e serviço especial para famílias, com marcação de assentos (raridade no mundo low cost) e maior limite de bagagem para elas. Nota: 8,5.

“Se você está na Alemanha, é a melhor opção pois há voos para os destinos menos comerciais. Porém, se isso é um grande ponto positivo para os alemães (ela foi a única companhia que conseguiu me levar de Munique para Barcelona, por exemplo), por outro lado, os voos entre cidades mais óbvias acabam saindo mais caro”, pondera Isa.

Não se deixe enganar pelo simpaticão acima. Amabilidade não é o forte da easyJet. (Foto: 4wmagazine)

easyJet Paga de moderninha, com anúncios bacanas e layout caprichado no material de divulgação e site (compare com a Ryanair para entender do que estou falando). O que é ruim: às vezes tenho a impressão de que se gasta mais com a embalagem do que com o serviço. A queixa principal que temos dela é o atraso e má vontade da equipe. Meu marido já amargou três horas de espera, por exemplo. Não era culpa dos controladores. Não havia greve nem nenhum problema climático. A Easyjet realmente se supera. O que é bom: as tarifas são bem baratas, principalmente se você circular pelas ilhas britânicas – ela sai de quatro dos cinco aeroportos de Londres. É mais confortável (mas não muito) e tem uma cara mais arrumadinha. Vai para muitos destinos de praia, como as ilhas gregas, já que os ingleses debandam pro sul a qualquer oportunidade. Nota: 6,5.

A Reba, que hoje em dia prefere viajar de trem quando a distância permite, não tem boas lembranças:

“Pesadelo é a palavra mais apropriada pra definir minhas viagens pela easyJet. De Londres, as passagens mais baratas saem de Stansted, para onde a viagem de ônibus demora pouco mais de uma hora e custa entre 8 e 15 pounds. Por isso, vale fazer as contas se não sai mais barato embarcar num aeroporto mais central. Depois da ‘viagem’ até o aeroporto vem a fila do embarque – onde não há qualquer tipo de prioridade pra idosos, deficientes ou pessoas com criança. Uma vez autorizada a entrada no avião, começa a correria em que frequentemente passageiros se atropelam porque não há lugar marcado. E os comissários assistem a tudo com uma tranquilidade assustadora. Já dentro do avião começa outra batalha: conseguir espaço no bagageiro. Como despachar bagagem é uma fortuna, praticamente todo mundo viaja com mala de mão. E a aeromoça é clara: é sua responsabilidade conseguir um espaço nos compartimentos. Não pode viajar com mala no colo. E se você não achar? Não embarca. Pronto, é a senha pra uma multidão se espremer, brigar e gritar enquanto, de novo, os comissários apenas assistem. Ainda sobre a bagagem, é preciso ficar atento porque não se pode embarcar com mais de uma peça. Isso quer dizer que você não pode ter a mala de mão e a sua bolsa do dia a dia. Uma precisa estar dentro da outra.”

germanwingsOutra alemã bem avaliada, de novo pela Reba. O que é ruim: Não tem super promoções de 10 euros. Dificilmente você encontrará trechos por menos de 50 euros. Mas tá bom, né? Pense nas low cost do Brasil e fica tudo certo. O que é bom: É uma LC verdadeiramente intercontinental. Tem destinos na África, Ásia e até América do Norte, além de cobrir muito bem a Europa. Site de fácil navegação, equipe simpática (“uma raridade em se tratando de low cost”, lembra a Reba). Serviço e qualidade do avião são superiores às outras. Nota: 9,0.

Ryanair Talvez a mais famosa de todas as LC. Nunca sofri com atrasos, até porque ultimamente ela persegue a meta de ser conhecida pela pontualidade. Tanto que, quando aterrissa na hora marcada, uma gravação ecoa pela aeronave com cornetas e tambores (ou algo assim). Farofa, a gente vê por aqui. O que é ruim: banheiros e espaços minúsculos. Poltronas que não reclinam nada, zero. Poluição sonora full time. Durante todo o voo, as comissárias vendem comida, perfume, eletrônicos e até loteria. Acho que nunca consegui dormir nem cinco minutos na Ryanair. O que é bom: ela tem tarifas realmente baixas, faz promoções com frequência e, pelo menos comigo, foi pontual em todas as vezes. Está presente em mais de 120 cidades da Europa e Norte da África, inclusive em capitais e cidades menos badaladas e aeroportos grandes, como Barajas (Madri). Nota: 7,0.

A vueling visa o passageiro jovem e para isso busca parcerias com marcas que atraem esse público, como a MTV. (Foto: jaunted.com)

vueling O que a Easyjet queria ser: cool. A Vueling é jovem. Na aparência e no tratamento. Tem uma revista de bordo que é impossível não roubar, pois as dicas são ótimas. O que é ruim: não tem tanta oferta de destinos (são menos de 100) e muitos deles são na Espanha (pois a companhia é de lá). Não é tão barata quanto as outras (se achar caro, mentalize a Gol e tudo lhe parecerá barato, acredite). O que é bom: É mais confortável (no nível da Easyjet). Não se atrasou significativamente nas nossas experiências. Vai um pouco mais além da Europa e Marrocos. Tem um voo para Tel Aviv, por exemplo. Nota: 7,5.

Dani Amorim resume a ópera: “Nenhuma tem lugar marcado, eles maltratam a bagagem, não reembolsam nem quando eles mesmo cancelam o voo. Mas já usei milhares de vezes, nos mais diferentes destinos. Vale muito a pena. Porém, também  vale dar uma olhada nas tarifas das companhias tradicionais, pois, dependendo da época, a diferença de preço não é muita.”

Para ver detalhes sobre vantagens, desvantagens e informações importantes a se levar em conta (como bagagens e translados) nas low cost, confira o post anterior.

Os sites Last Minute, Atrapalo, Sky ScannerAttitude TravelOpodo são bons buscadores de voos low cost.

A gente deseja boa viagem e boa sorte!

Personal Trip

About the Author

Depois de três anos morando na Europa, Clarissa foi multada ao voltar ao Brasil. Motivo: excesso de bagagem. Mas não se arrepende. Afinal, eram muitas histórias e dicas para trazer na mala e ela não queria deixar nenhuma para trás.

3 Respostas para “ Viagens low cost: as companhias aéreas ”

  1. Olá pessoal boa tarde,
    eu sei que este comentário não é sobre companhias”LOW COST”mas vi algumas matérias sobre o Lastminute no Brasil e achei tão interessante que procurei,antes de viajar para o litoral norte de sampa,algum site de ofertas de último minuto em Hotéis e Pousadas e encontrei o http://www.hoteispousadaslastminute.com.br. Achei varias promoções baratas de Pousadas em Ilhabela e Maresias agora na temporada.Gostei e o recomendo a todos os viajantes de plantão que estão pensando em viajar neste verão.Estas dicas devem ser compartilhadas.
    Abraço
    Pier

  2. Valeu pelas dicas, Fabrício!

  3. A AirBerlin tem um raro talento: perder malas. Perderam as minhas duas vezes, dois anos seguidos. Uma apareceu meses depois na Bulgária(eu mandei emails para todos os aeroportos da Europa com foto da mesma). A segunda vez, a bichinha apareceu em Barajas. Os voos são meio confusos, as escalas, meio zoneadas. Enfim, eu não recomendo não.
    Gosto muito da AirBaltic. Pra mim, é uma das melhores atualmente. Recomendo também a S7, a Olympic e a Aegean. Voei algumas vezes com essas e foram ótimos.

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