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Uma aula de História em Colônia do Sacramento

Centro histórico de Colônia

Centro histórico de Colônia

Duas coisas me passaram pela cabeça depois que visitei Colônia do Sacramento, no Uruguai: a primeira é que eu havia conhecido uma das cidades mais bonitas na minha vida, e a segunda, que os brasileiros sabem muito pouco sobre a história dos outros países da América Latina. Fundada pelos D. Manuel Lobo em 1680, Colônia nasceu com o objetivo de ser entreposto comercial, permitindo a expansão dos negócios portugueses (e brasileiros por consequência) na região do Rio da Prata. No entando, quase 100 anos (e muitas brigas) depois, ela passaria para as mãos dos espanhois, que já dominavam a colonização naquela área. Essa história de lutas e tomadas de poder parece viva no centro histórico de Colônia até hoje. E passear por ele é conhecer mais sobre o passado da região do Rio da Prata e do Brasil também.

Casa pedra Colônia do Sacramento

Casas tombadas: as arquiteturas espanhola e portuguesa se diferenciam. A vermelha foi construída pelos espanhois

Colônia é a cidade mais antiga do Uruguai e vive basicamente do turismo – fora do centro histórico quase não há pessoas na rua! Se você tiver tempo, fora dos limites da cidade também há praias e campos para a prática de esportes ao ar livre. Mas, sim, o centro histórico é o grande charme da cidade e o que atrai os turistas de fora do Uruguai.

Passeando pelo centro histórico

Um dia é suficiente para conhecer Colônia. Estive lá em setembro, fim do inverno, mas ainda estava bem frio. Eu e minha mãe chegamos lá por volta das 11h, saindo de Buenos Aires de buquebus (em outro post eu contarei sobre a travessia). A viagem é ótima, vale a pena!

Leia mais sobre Buenos Aires clicando aqui.

Patrimônio da Humanidade, Colônia preserva até hoje as ruas de pedras, ruínas de antigas construções, o casario e as influências portuguesa e espanhola dos tempos em que a cidade era disputada pelas duas metrópoles europeias. A ponte elevadiça que era a única entrada da cidade continua lá, assim como o farol e muitos prédios públicos (que hoje são museus e cafés).

farol colônia do sacramento

O farol

O legal é se juntar a um dos grupos guiados oferecidos pelos centros de informação turística (não me lembro quanto custou, mas foi bem barato) para conhecer detalhes da história que sobrevive aos séculos por trás das muralhas de pedra. Nosso grupo foi guiado por um senhor de cabelos brancos orgulhosíssimo de suas raízes e de ajudar a tornar pública a história de disputas territoriais da sua cidade. Uma fofura!

Visitamos a Calle de los Suspiros, a fachada do Museo Portugués e do Museo Español, a Capilla Jesuítica, as ruínas do Convento de San Francisco… Sempre ouvindo informações interessantes contadas pelo nosso guia. Após o passeio guiado, decidimos explorar as ruelas sozinhas, nos perder a cada esquina, sentar para um lanche num dos charmosos cafés que funcionam em algumas das casas tombadas para depois admirar o Rio da Prata e o lindo pôr-do-sol do farol. Um passeio inesquecível!

Day trip?

Minha ideia inicial era que a gente passasse apenas o dia em Colônia e seguir de ônibus até Montevidéu no fim do dia. Porém, carregando mochila e mala e depois de uma semana em Buenos Aires, preferimos pernoitar na cidade. Boa decisão! Escolhi um albergue próximo ao centro histórico com quarto duplo e banheiro incluído para minha mãe e eu.

Clique aqui para ler mais sobre Montevidéu.

O El Viajero foi uma grata surpresa. Ele era bem simples, mas acolhedor. No dia em que dormimos lá, o dono organizou um ‘asado’ (um tipo de churrasco) e fizemos amizade com um casal de argentinos supersimpáticos! E pudemos aproveitar um pouco mais do clima de cidade pequena que Colônia exala. Depois de uma noite relaxante, partimos rumo a Montevidéu com a certeza de ter aprendido um pouco mais sobre a História do nosso continente…

rio da prata colônia do sacramento

À beira do Rio da Prata

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Personal Trip

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Pelo Brasil ou exterior. Sozinha ou acompanhada. O negócio é botar o pé na estrada. Tem coisa melhor?

7 Respostas para “ Uma aula de História em Colônia do Sacramento ”

  1. Oi Luciele,

    Que bom que gostou do post! Volte sempre ao blog. 🙂

    Abraços,
    Isabella

  2. Olá! Adorei seu post! Fiz exatamente o mesmo passeio que você e amei. A cidade é encantadora e o Hostel El Viajero, muito acolhedor.
    PS: Acredito que o “asado” é feito todos os dias, pois a noite que estava lá também tinha…

  3. Oi Juliana, obrigada por ter voltado ao blog para contribuir com novas dicas e aprovar as nossas.

    Abraços

    As Viajantes

  4. Acabo de voltar de uma viagem de cinco dias ao Uruguai, e aproveitei bastante os roteiros d’As Viajantes. Sobre Colônia, duas dicas:

    1 – Foi inagurada há poucas semanas uma “Vinería”. Fica na Calle De San Jose 170, uma ruazinha perto do deck e do aquário. Participei de uma noite de degustação, e foi ótimo. Os donos são um casal de argentinos super simpáticos. Fora a degustação em si, é um bom lugar para comprar vinhos.

    2 – Apesar de ser uma cidade turística, a estrutura gastronômica de Colonia não é lá essas coisas. Digo, há restaurantes e bares super charmosos… Mas a comida são outros quinhentos. Porém, fomos muito felizes no Marlo, um restaurante na Calle del Comercio, onde experimentamos um ojo de bife maravilhoso.

  5. Oi, Isabella. Tudo bem?

    Concordo contigo: Colonia del Sacramento, uma das mais belas cidades do mundo, é uma aula de história obrigatória e deliciosa!

    Fiquei dois dias em Colonia com minha namorada e me encantei de tal forma com a cidade, que não demorou muito para surgir o Mapa de Colonia del Sacramento, um site para reunir informações sobre o lugar e ajudar os visitantes a desbravar esse lugar lindo às margens do Rio da Prata.

    Dá uma passada lá: http://coloniasacramento.org

    Grande abraço!

  6. Ótimo post! Já está na minha lista de cidades a visitar!!!

  7. Colonia é um lugar muito charmoso mesmo. Estive lá uma vez, há uns três anos e me encantei com o lugar. Sem dúvidas, um dia é suficiente. O visual, o pôr do sol e as construções antigas rendem ótimas fotos. Lembro de ter conhecido uma boate por lá – acho que era a única da cidade – e me surpreendi por estar cheia em uma noite fria de inverno.

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