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Um dia na Grécia

a ilha de chios

A ilha de Chios vista do mar Egeu

A Grécia é um dos lugares que eu sempre soube que visitaria um dia. Casinhas brancas, aquele mar de um azul indefinível, uma cozinha deliciosa… E com uma distância que pode chegar a míseros 4km da Turquia, aparentemente visitar os dois países numa só viagem seria ótima ideia.

placa de rua na grécia

Alfabeto ocidental ajuda na orientação com placas na estrada

‘Seria’ porque a viagem entre certas regiões da Turquia e da Grécia não é tão simples. A limitação de opções de voos e partidas de barco – especialmente na média temporada – acabou sendo determinante para alterarmos o roteiro. Assim, em vez de dias na Grécia, esticamos do litoral da Turquia até Çesme, cidade que fica só a 4km da ilha de Chios. E lá passamos nosso dia em território grego.

Viagem de barco – De Çesme saem barcos para Chios às terças, quintas e sábados pela manhã, voltando no fim do dia. Na alta temporada a frequência aumenta e pode chegar a saídas diárias na altíssima temporada. A passagem em setembro de 2010 custava 30 euros ida e volta e você pode comprar sem problemas na rua principal da cidade. Saímos de Çesme às 10h para voltar no barco das 17h. Parecia tempo suficiente, mas Chios certamente merece no mínimo dois dias de visita.

fachadas em pyrgi

Grafismos nas fachadas de Pyrgi (clique e amplie a foto)

Chios tem como principais atrações pequenos vilarejos típicos, praias de tirar o fôlego e sítios arqueológicos. Como havíamos passado fazia poucos dias por Éfesus – a cidade clássica mais bem conservada do Mediterrâneo – decidimos nos concentrar nas outras atrações.

Pyrgi e Mavra Voglia – Nosso foco eram o vilarejo de Pyrgi e a praia de Mavra Voglia – escolhas baseadas no Lonely Planet, em comentários de fóruns na internet e no Google Images. Pyrgi é um verdadeiro labirinto de casas antigas com fachadas encantadoramente desenhadas com grafismos. O efeito é fantástico, ainda mais se você nunca viu nada parecido (nós não tínhamos visto).

Pyrgi fica a uns 30km de distância de Chios Town, o principal porto da ilha e onde chegam os barcos com turistas. A estrada até lá tem trechos com oliveiras à beira mas não é um caminho exatamente bonito. Já quando se chega a Pyrgi (pronuncia-se ‘pirguí’) é preciso estar atento à largura das ruas, quanto mais na periferia do vilarejo, menos estreitas. Carro estacionado, hora de explorar o vilarejo a pé.

Tomates secando sob varanda em Pyrgi (clique e amplie a foto)

Por dentro do vilarejo – Pyrgi tem uma praça fofíssima coberta de árvores, que é o lugar perfeito para se sentar e admirar os grafismos das casas ao redor e a igrejinha em frente. Ah, e para tomar uma cerveja e provar um pouco da cozinha grega, tudo fornecido pelos bares no entorno da praça.

Mas é andando e se perdendo que você vai ver uma Grécia bem diferente da dos cartões postais. Sabia que os gregos secam tomates ao vento? Pois em setembro você vê cachos e mais cachos de tomates pendurados em varandas e janelas. Também vai ver sentados na porta de casa senhores e senhoras cuja visão é um convite ao clique. Mas vai mesmo é se admirar com a variedade de composições gráficas em preto e branco nas fachadas. Em Pyrgi a vida corre sem pressa, a sugestão é que você faça o mesmo.

Próxima parada: praia – Mas nós só tínhamos algumas horas em Chios, então partimos em pouco tempo para Mavra Voglia (pronuncia-se ‘mavra vólia’). A promessa é de uma praia reservada coberta de pedra vulcânica. O caminho de Pyrgi até lá é bem mais bonito que o trecho que tínhamos feito anteriormente, já que passa mais próximo do mar. Ao chegar com o carro, porém, você não verá a praia. Vai ter que estacionar e ir na direção da orla, fechada só para pedestres. É aí que vem o deslumbramento – o primeiro.

Mavra Voglia é uma pequena baía com um mar azul que muda de cor conforme a profundidade. O contraste desse azul com o cinza das pedras vulcânicas forma uma paisagem impressionante. Mas é quando você faz o caminho sobre as pedras e chega na outra baía que descobre que dá para o cenário ficar ainda mais bonito.

a praia de mavra voglia

Mavra Voglia em dois ângulos: à esquerda e à direita do caminho de pedras (clique e amplie a foto)

Mar de cartão postal – Do alto desse caminho você vê uma praia igualzinha à anterior, mas com um plus: logo abaixo de um penhasco. O visual de Mavra Voglia do lado das falésias é bem mais impactante. E foi ali que resolvemos ficar para curtir as horas que nos restavam na Grécia.

oliveiras

Oliveira na beira da estrada

A água em Mavra Voglia é geladinha na medida certa e o mar é muito calmo, mas há uma coisa a se ponderar: pedras vulcânicas esquentam muito e podem fazer você desistir de se deitar ao sol e te obrigar a ir até a água de chinelo. É por isso que muita gente acaba pegando sol ali na beirinha do mar mesmo. Não que isso seja um problema.

Veja também: Croácia, uma joia na região do Mediterrâneo

Pouco tempo, muito pra ver – Problema mesmo foi termos achado que apenas um dia em Chios bastaria. Não basta: leva-se quase uma hora para cruzar de ferry boat os 4km que separam Çesme e Chios; é preciso passar pela aduana na ida e na volta (diferentemente da Grécia, a Turquia não faz parte da União Europeia) e ainda perde-se um tempo precioso para alugar o veículo com o qual você vai circular pela ilha.

Aliás, o transporte vale um adendo. Pelas pesquisas prévias que eu fiz parecia muito fácil chegar em Chios, alugar uma vespa e viver cenas de filme em cenários de cartão postal. Não foi nem possível. Todas as lojas que alugavam vespas se negaram a alugar a motinho para um casal sem habilitação específica nem experiência. Pode parecer óbvio, mas vários amigos na mesma situação já alugaram em outros países. O jeito foi alugar um carro mesmo, que pelo menos custava só um pouco mais (60 euros, contra 40 da vespa).

Sabe as 7 horas compreendidas entre 10h e 17h? Acabaram virando umas 4, por conta do contratempo com o aluguel do transporte. Ainda assim valeu a pena. E valeu para ter certeza de que eu vou mesmo voltar à Grécia. Mas da próxima vez, com toda a calma do mundo.

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Personal Trip

About the Author

Flávia tem viagens planejadas para os próximos cinco anos, pelo menos. Só tem um porém: todas precisam de uma parada em Paris.

4 Respostas para “ Um dia na Grécia ”

  1. Oi Laura, tudo bem?

    Eu não me lembro o nome da cia, porque comprei o bilhete lá mesmo, no próprio dia da viagem, numa agência credenciada. Mas você deve fazer a sua busca pela rota que está procurando porque, de modo geral, elas são administradas por empresas diferentes. No site greekferries.gr você encontra as rotas marítimas gregas e as empresas que fazem.

    Espero ter ajudado.
    Boa viagem.
    Abraços
    Flávia

  2. Oi Flávia, tudo bom?

    Gostaria de saber qual cia de ferry boat vc usou. Estarei no sul da Itália daqui a duas semanas e quero dar uma esticada para alguma ilha da Grécia – Corfu talvez – mas não sei como chegar lá. Estarei em Puglia (Bari – Brindisi).

    Obrigada
    beijos

  3. Oi Wylliams, que bom que gostou do post!
    Nós estivemos lá em setembro de 2010. Logo no primeiro dia em Çesme nós fomos verificar na agência se era necessário comprar com antecedência e nos informaram que podíamos comprar essa passagem na hora mesmo. Foi o que fizemos. Se minha memória não me engana, as agências ficam perto da marina da cidade.
    Boa viagem!
    Abraços
    Flávia

  4. OI Flávia! parabéns pela viagem e relato!! ficarei alguns dias em Çesme no próximo mês (Setembro). Acredito q no mesmo período que vcs estiveram por lá!! Vcs realizaram algum agendamento prévio para cruzar de ferry boat p Chios?!

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