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Três dias em Roma

Fontana di Trevi

Fontana di Trevi: concorrida e imperdível

Fazia tempo que a gente queria ir para a Itália e enfim surgiu a oportunidade nas férias de 2012. Traçamos um roteiro enxuto de 15 dias pelo país que começava em Florença, seguia pela Toscana, dava um mergulho na Sardenha e terminava em Roma. Acabamos ‘espremendo’ a capital numa estadia de três dias, em pleno verão europeu. Foi pouco? Foi. Mas para o viajante que quer mais curtir o ‘dolce far niente’ do que cumprir um roteiro turístico obrigatório, foi o suficiente.

Hospedagem

Como boa parte dos viajantes brasileiros costuma fazer, nós ficamos em Termini. É o bairro próximo da principal estação de metrôs e trens de Roma e também tem muitas paradas (fermatas) de ônibus na região. Apesar dos comentários de que a área é perigosa, nós (cariocas) achamos bem tranquila e movimentada. É cheia de lojas de imigrantes sim e se já é fácil cair na pegadinha da pizza ruim em Roma, não é em Termini que você vai achar algo autêntico. Pela facilidade de transporte, pelo movimento noturno (ao menos nos arredores do nosso hotel, na Avenida Principe Amadeo) e pela facilidade de deslocamento a pé para pontos como o Coliseu ou a igreja de Santa Maria Maggiore, eu acho que vale considerar ficar em Termini.

Coliseu

A fila do Coliseu? grande e confusa

Transporte
Por conta de ser um dos berços da civilização, Roma tem muitos tesouros escondidos em seu subsolo. Reza a lenda que é por isso que a rede de metrô tem três modestas linhas, que não levam a tantas partes da cidade. Mas ao Coliseu e ao Vaticano – por exemplo – é possível chegar de metrô. As fermatas dos ônibus trazem a identificação das linhas que param ali, por onde elas passam e qual o horário do primeiro e do último ônibus. Além disso, o site da empresa oficial de transporte (a ATAC) te diz exatamente como se locomover de um ponto a outro. Os táxis não têm preços proibitivos e sair do aeroporto de Roma para o centro é moleza, como já expliquei em outro post.

Saiba como ir do aeroporto para o centro de Roma

 

Roteiro
Numa programação enxuta de três dias fazendo o roteiro turístico básico, eu organizaria assim (não necessariamente nessa ordem de dias).

Panteão

O Panteão também vale a visita

Dia 1 – O Campo dei Fiori é uma boa maneira de começar o dia e a curtas caminhadas do mercado você chega ao Panteão (um palácio construído no século 2 que depois virou uma igreja) e à Piazza Navona e os belos prédios que a cercam (um deles é a nossa embaixada). A famosa Fontana di Trevi fica a menos de um quilômetro dali e, sem dúvida, vale a esticada. Parada obrigatória em Roma, o Coliseu merece ser visto mesmo que você não se interesse por ruínas. A arquitetura do lugar é de impressionar e o circuito de visita traz muita informação sobre a vida naquela época. No verão, recomendo apenas planejar-se para fugir dos horários de pico do sol, quando a visita pode se tornar desagradável.

Dia 2 – Aproveite o ingresso comprado no Coliseu no dia anterior e faça a visita do Fórum Romano e do Palatino, onde você vai encontrar mais ruínas que contam muito da história de Roma. Dessa vez, porém, pense em alugar um audioguia; nós resolvemos circular por ali de forma independente e em vários momentos ficamos sem saber o que víamos. O circuito é mal sinalizado para informar os visitantes o que está sendo visto e também para encontrar banheiros e a saída. Vá sem pressa. Depois de explorar a aridez das ruínas, se quiser partir às compras, um bom lugar para isso é a Via del Corso. Não muito longe dali fica a Piazza di Spagna, com uma bela fonte e cercada por lojas de grifes, onde a maioria dos turistas não vai nem entrar.

Dia 3 – A visita pelo Vaticano vai ser demorada – como eu já expliquei nesse post aqui – então eu sugiro começar cedo, emendar na Basílica de São Pedro e terminar seu dia com um passeio (ou piquenique, mais relaxado) pelos jardins da Villa Borghese.

fonte em roma

Em quase todas as fontes de Roma você pode beber a água

Em qualquer um dos dias, aproveite as dezenas de fontes que você vai encontrar pelo caminho para se refrescar e encher sua garrafinha. Poucas são as fontes romanas sem água potável e estas contêm avisos bem visíveis, para o turista não se enganar. Eu sugiro que se caminhe bastante porque Roma tem muitas belas surpresas no meio do caminho, como ruínas, prédios antigos, sacadas floridas, pequenos comércios onde você pode fazer uma boquinha, sorveterias para provar um autêntico gelato…

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O que eu faria diferente
Por conta do forte calor e altíssima concentração de turistas em qualquer lugar, numa próxima visita a Roma eu pretendo ir na meia estação (consequentemente, baixa temporada). E me hospedaria no Trastevere, o bairro boêmio da cidade, que me encantou pela grande oferta de bares para curtir a noite. Como fica distante da zona que concentra os pontos mais turísticos da cidade, o Trastevere pode não ser a melhor opção para quem curte mais o dia.

UPDATE: A querida Marcelle Justo foi a Roma, ficou no Trastevere e conta que explorou a cidade toda a pé. Pronto, agora já tenho mais um motivo para me hospedar lá quando voltar.

Personal Trip

About the Author

Flávia tem viagens planejadas para os próximos cinco anos, pelo menos. Só tem um porém: todas precisam de uma parada em Paris.

Uma resposta para “ Três dias em Roma ”

  1. Obrigada por compartilhar!!!

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