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Transporte, hospedagem e compras: dicas básicas para se virar na Cidade do México

Cidade do México Calendário Maia As ViajantesForam dez dias na Cidade do México e arredores. Principal porta de entrada mexicana, a capital tem dezenas de atrações e merece um tempo dedicado a desbravá-la. Nesse post, resumi algumas dicas gerais para você começar a planejar a sua viagem e desvendar essa megalópole sem erros. Eu fiquei dez dias lá e deu para conhecer bem a cidade, seus arredores e ainda fazer umas compritchas. Mas isso vai ser um outros post.

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A primeira dica é: leve hidratante e soro fisiológico e tenha senha uma garrafinha d’água na bolsa. Eu fui em novembro, que é outono lá, e o clima é seco demais. Meu nariz sangrou todos os dias e toda noite eu acordava para beber água ou pingar remédio tamanho era o incômodo. Ah, outra coisa importante, quando você vir na previsão do tempo que a temperatura vai de tanto a tanto naquele dia, acredite, você vai viver a mínima e a máxima ao longo do dia. Então, para passeios longos, a melhor tática é aquele esquema cebola: um monte de camadas de blusinhas e casaco. Em novembro de manhã fazia entre 10ºC e 12ºC, no meio da tarde chegava a 27ºC, às vezes com sensação de 30ºC, e de noite caía de novo.

TRANSPORTE – Lição importante já para a chegada é saber que o trânsito da cidade é caótico. Até há muitos agentes nas ruas, mas é engarrafamentos para todos os lados. Por isso, não recomendaria alugar carro. Aí minhas opções foram ônibus, metrobus (que são como os nossos BRTs), o trem e o metrô. Cada um tem sua peculiaridade e seus cuidados.

mapa metro cidade do mexico as viajantes

Mapa do metrô da Cidade do México

* Táxi – Cuidado com os taxistas. São muitos os táxis irregulares e motoristas que mexem no taxímetro na mão grande. Então, no aeroporto, para evitar imprevistos, use aquele velho esquema de táxi com preço pré-pago até o seu destino. Há também os chamados táxis de sitio, que cobram preços fechados e normalmente são chamados por hotéis e restaurantes. Mas, na prática, nem sempre eles são muito em conta. Nós demos a sorte de pegar uma cooperativa de táxi que usava o taxímetro e que atendia por telefone e era honesta. Foi a que mais usamos.

* Ônibus – Não tem roleta nem trocador e, em geral, são bem velhos. É aquele esquema de colocar as moedas direto no depósito. Por isso, é bom perguntar a alguém antes quanto tá a passagem e ter o valor certinho. Eles não dão troco.

* Metrô e Metrobus – Com 12 linhas, o metrô lá cobre boa parte da cidade e é o meio de transporte mais barato (custa menos q o equivalente a R$ 0,50). Por isso, está sempre cheio na hora do rush e você tem que conviver com inúmeros ambulantes no trajeto. O Metrobus são ônibus expressos com poucas paradas e integrado à rede do metrô. O mais importante aqui é que é preciso comprar um bilhete eletrônico e carregar um valor, que vai sendo descontado a cada passagem. O bom é que este cartão vale também para o metrô. No nosso primeiro dia, sem saber, demos um calote sem querer porque não tínhamos o cartão e o motorista não aceitava dinheiro. Rolou um constrangimento.

HOSPEDAGEM – Para escolher onde ficar, vale pensar no custo benefício entre o quanto você pretende gastar de hospedagem e deslocamento para as principais atrações.

NYT Roma Cidade do México As Viajantes

Depois do estresse, esse hotel boutique salvou nossas férias: NYT Rom

Centro e Zona Rosa – O Centro é bem próximo de muitas das atrações da cidade. Dependendo de onde tiver, você consegue ir a pé ou chegar em dez minutos de metrô ou ônibus aos pontos mais turísticos. Mas é preciso ter alguns cuidados. Perto do Zocalo, você vai fazer muita coisa durante o dia a pé, mas à noite é beeeem deserto. Saindo dessa área, você pode escolher uma área do Centro (que tem alguns sub-bairros com outros nomes), perto das avenidas Reforma ou Insurgientes (que são gigantes e cortam boa parte da cidade, atravessando vários bairros), ou ainda perto da Zona Rosa, que tem lojas e é recheada de barzinhos e restaurantes.

=> Eu tive uma experiência péssima no Hotel Prim, que cheguei a ver recomendado em alguns fóruns de viagens (ele fica no Centro). O hotel é velho, toalhas rasgadas e atendimento bem ruim. O estopim foi terem nos cobrado o buffet de café da manhã, porque ninguém tinha nos dito que o que estava incluído na diária era só o pão na chapa, suco e o café que o garçom trazia na mesa e terem nos deixado sem resposta sobre a água quente do banheiro. Cancelamos a reserva de toda a semana já no segundo dia, e qual não foi nossa surpresa quando nos reembolsaram com um cheque que foi devolvido pelo banco. Tive que ameaçar chamar a polícia pra eles nos devolverem o que já havia sido pago adiantado em dinheiro. O bom desse drama no meio das férias é que acabamos descobrindo o N.Y.T Roma, um hotel Boutique recém-inaugurado, a poucas quadras dali e US$ 30 mais caro o quarto, com cama kingsize. Bem pequeno, o atendimento é ótimo. Só uma questão pode trazer problemas pra quem vai no verão. As janelas são como basculantes e isso torna os quartos pouco ventilados.

Chapultepec, Polanco e Santa Fé – São bairros de classe média, média alta. O primeiro fica ao redor do Bosque que dá nome ao bairro, tem metrô e opções de ônibus. Polanco é um bairro super arborizado, lindinho, com prédios baixos e restaurantes bacanas. Mas, dependendo de onde vc ficar, quase não tem opção de transporte público. Santa fé é um bairro relativamente novo, com prédios enormes e o maior shopping de lá. Mas fica afastado do Centro – cerca de meia hora de táxi, num fim de semana sem trânsito. No Rio de Janeiro, seria algo equivalente à Barra da Tijuca.

Compras Cidade do México San Angel  As Viajantes

Passeando por San Angel, acabamos fazendo compras numa quermesse num quintal

San Angel e Coyocan – São bairros vizinhos e também um pouco distante das atrações principais. No entanto, é nessa região que tem ateliês abertos e feirinhas de artesanato bacanas no fim de semana, além dos museu Frida Kahlo e do Casa de Diego Rivera. San Angel é um bairro essencialmente de casas, charmosérrimo e serve de moradias para parte dos ricos descolados da cidade. Coyacan foi onde Frida e Diego viveram juntos é uma graça.

COMPRAS – Com o peso valendo menos que o real, dá para fazer uma boa brincadeira por lá. Para quem gosta de shopping, o maior fica em Santa Fé. Mas para aquele comprador de carteirinha, tem Turibus (aqueles ônibus de turistas vermelhinhos), que saem para um outlet Premium nos arredores da capital mexicana. Mas aí é um dia inteiro só pra gastar mesmo.

Pra quem gosta de artesanato como eu, ir a San Angel no sábado é passeio obrigatório. Eu cheguei bem cedo, mas é bobagem. As coisas só começam a fervilhar a partir de 12h. Na praça principal e arredores tem algumas barracas com bijuterias, painéis, obras de arte. Lá você se depara também com o Bazar de Sábado, que é um coletivo de ateliês lado a lado de tudo o que você pode imaginar e com preços para todos os bolsos também. Mas é bom fica de olho nas portas e ir descobrindo os ateliês.

Foi assim, andando, andando, que fomos no quintal de uma mansão que estava aberta para um bazar da quermesse da paróquia local e compramos algumas iguarias. Seguindo mais pra dentro do bairro, você acaba numa outra praça que é uma feirinha mesmo. Um amontoado de barraquinhas e mais um monte de pechinchas, que vão desde itens descolados a artesanatos locais. Vale muito a pena.

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De moto, barco, carro, avião, trem ou ônibus, para Alícia o importante é viajar, conhecer lugares novos, sem deixar de desbravar o Brasil.

2 Respostas para “ Transporte, hospedagem e compras: dicas básicas para se virar na Cidade do México ”

  1. Oi Ana Paula,
    Eu fechei um taxi com preço fixo no aeroporto mesmo. Como tinha receio de pegar táxi na rua lá, sondei mais ou menos com o hotel quanto custava a corrida e correu tudo bem. Não vi esse serviço de shuttle lá. Mas já tem um ano que fui, vale dar uma olhada quando chegar lá.
    bjs

  2. Boa noite, Alice!
    Q transporte vc usou para ir do aeroporto ao seu hotel? Eu costumo usar metro ou aqueles servicos de shuttle, coletivos. Mas em se tratando de uma cidade mais perigosa, acho melhor nao arriscar…
    Obrigada,
    Ana Paula

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