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Toujours, Paris

Torre Eiffel: para admirar Paris de cima

Se me perguntarem como surgiu esse amor – alguns chamam de obsessão – eu nem sei explicar direito. Talvez seja culpa das chansons que minha mãe ouvia quando eu era criança. Mas o fato é que sou louca por Paris. No meu ideal de vida, férias teriam sempre uma parada de ao menos três dias por lá, não importando qual fosse o destino final.

Dizem que Paris é uma cidade muito cara. Dispenso o muito. Dizem que os parisienses são antipáticos. Não mais que outros povos europeus com os quais tive contato. Dizem que os franceses fedem. Bom, digamos que no verão um passeio de metrô não é muito diferente que a volta para casa na hora do rush no verão carioca. Sim, eu sou tendenciosa e defendo Paris sempre.

É o destino ideal para quem nunca foi à Europa, para quem está em busca de uma viagem romântica, para quem quer conhecer grandes museus, para quem curte igrejas, para quem quer comer bem e mesmo para quem quer só caminhar sem rumo. Lembro do deslumbre da primeira vez, de fazer tipo de guia turística na segunda, de conhecer um lado nada turístico numa viagem a trabalho e dos passeios sem compromisso da quarta visita.

As estátuas e a pirâmide do Louvre

PARIS GASTANDO POUCO – Está indo a Paris sem dinheiro? Saiba que menores de 26 anos têm descontos em praticamente todos os pontos turísticos – dos museus à torre Eiffel – e professores e jornalistas têm entrada livre. As igrejas são gratuitas; os jardins também e há pontes e prédios com fachadas de fazer chorar. Ah, e sim, você não precisa contar para ninguém, mas há sempre um Mc Donalds ou Quick (o McDô francês) por perto para um lanche rápido e barato. Isso sem falar nos vinhos, decentes mesmo com preços pífios como 2 euros. Menos que uma coca-cola.

Quando me perguntam quanto tempo passar em Paris eu digo “uma vida”. Mas a verdade é que com menos de quatro dias fica difícil se saciar numa primeira visita. Isso porque o Louvre, o Musée D’Orsay e o George Pompidou são museus que lhe tomam fácil pelo menos meio dia de passeio. E ainda há outras paradas obrigatórias na cidade, como a Notre Dame, a Sacré Coeur, a Saint-Germain de Près, o Arco do Triunfo e, claro, a Torre Eiffel.

 

Paris vista do 'parvis' da Sacré Coeur

PARIS VISTA DE CIMA – No deslumbre da primeira viagem eu me lembro de ter pago para subir em tudo que era possível. Numa observação mais racional, minhas recomendações são: só suba na Notre Dame se você tiver especial interesse por arquitetura gótica, já que só no topo você fica pertinho das gárgulas; só suba no Arco do Triunfo se você fizer muita questão de ver a Champs Elysées do alto (ou se quiser tirar uma foto ‘segurando’ a Torre Eiffel). Não suba a torre da Sacré-Couer. Logo em frente a ela há um pequeno pátio – ou parvis – de onde se vê bem toda a cidade. Se você der sorte, ainda assiste a um simpático teatro de rua. Já a Torre Eiffel… Ir a Paris e não subir para vê-la de cima vai deixar sua viagem capenga, pode acreditar. É lá do alto que se vê a cidade toda e se você conseguir ir pouco antes do anoitecer, ainda vai ver as luzes de Paris se acendendo. Ai que saudade…

A Notre Dame vista da beira do Sena

Outro passeio que eu recomendo no acender das luzes de Paris é nos bateaux mouches. São barcos que passeiam pelo Sena com um guia anunciando em pelo menos cinco línguas o que você está vendo nas margens. É turístico sim, mas é muito bacana. Se quiser uma opção mais diferente, há barcos que fazem o passeio enquanto oferecem um jantar. Mas sai bem mais caro, obviamente.

MUSEUS DE PARIS – Se você é do tipo que acha que museu é lugar de velharia, tenho outro bom motivo para visitar os principais: a arquitetura. O Louvre já foi moradia da realeza francesa e hoje tem aberto ao público aposentos de Napoleão III, além disso tem jardins internos com estátuas incríveis – já joguei gamão lá. O Musée d’Orsay é uma antiga estação de trem – com direito a relojão – que hoje guarda um valioso acervo impressionista. E o George Pompidou tem Deschamps (aquele do mictório) e outros modernistas / pós-modernistas / vanguardistas / surrealistas e que tais. Para mim, esse é o roteiro básico. Tem ainda o Picasso, mas está fechado para obras e só deve reabrir em 2011.

Flores no Jardim de Luxemburgo

Outro que eu acho imperdível é o Rodin. Fica na Rue de Varenne, em um cantinho um pouco mais tranquilo de Paris, próximo à Esplanada dos Inválidos. Tem as esculturas dentro da casa onde ele morou com Camille Claudel, mas se você quiser (ou precisar) economizar, fique só no jardim. É ali que estão obras clássicas como O Pensador e a Porta do Inferno e é um lugar tão acolhedor que o tempo passa e a gente nem sente.

OS JARDINS DE PARIS – Os jardins, aliás, são um dos trunfos da cidade. Ver Paris florida dá vontade de não querer nem voltar para o hotel, que dirá para casa. E o melhor é que eles estão bem no caminho dos grandes pontos turísticos. É impossível ir do Louvre ao Arco do Triunfo sem atravessar as Tuileries, com seus bancos convidativos em meio às árvores. Da mesma forma é impossível ignorar o verde do Campo de Marte quando se chega à Torre Eiffel (ou visto do Trocadèro).

A fachada do Goerges Pompidou

Outros gramados imperdíveis são o da Place des Vosges – no Marais, bem pertinho da incrível Opéra Bastille -, o Jardin des Plantes e o Jardim de Luxemburgo. O Jardin des Plantes não é exatamente um A-list mas vale a visita e fica bem ao lado da Mesquita de Paris e do interessante Instituto do Mundo Árabe. Para quem se interessa por cultura islâmica, taí uma oportunidade de vivenciá-la.

O relojão do Orsay, que foi construído para ser uma estação de trem

A BELEZA DAS RUAS – Mas acho que o que me fascina mesmo em Paris é a sensação de caminhar em meio à história e a certeza de ver algoimpressionante em qualquer direção que se olhe. A Dôme des Invalides (uma enorme abóbada dourada), a ponte Alexandre III (com

seus adornos dourados), a place Igor Stravinsky (com seus chafarizes coloridos) e o obelisco da Concorde (e suas inscrições egípcias) são alguns dos monumentos que me conquistaram à primeira vista.

E tem ainda o charme das ruas menores, os bequinhos, a Mouffetard (rua que é um verdadeiro mercado gastronômico) e o metrô. Ah, o metrô… É de fascinar qualquer brasileiro por sua extensão. Mais ainda porque cada linha e estação tem personalidade própria. As mais turísticas têm trens modernosos, há outras em que o túnel de acesso é autêntico exemplar de art déco e ainda aquelas – como a do Louvre – que são literalmente obras de arte.

 

Solférino: estação de metrô com toque de art déco

Mas Paris ainda tem mais, muito mais a oferecer. E isso sem falar em day trips como a de Reims – já comentada neste blog – e a de Versailles, à qual voltarei mais à frente, com mais detalhes.

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Personal Trip

About the Author

Flávia tem viagens planejadas para os próximos cinco anos, pelo menos. Só tem um porém: todas precisam de uma parada em Paris.

4 Respostas para “ Toujours, Paris ”

  1. Que bom, Juliana. Fico feliz que tenha gostado.
    Abraços
    Flávia

  2. Adorei o post. Também sou alucinada por Paris e acho um absurdo quem não gosta da cidade, pois NÃO tem como não gostar. Tem os melhores museus, melhores restaurantes, bares, baladas, jardins maravilhosos e tudo é lindo. Só de passear pelas ruas já é um programa maravilhoso. Também acho obrigatório uma parada em Paris em toda viagem à Europa, pois sempre há algo novo a ver e também não me canso de rever os encantos dessa cidade. O blog está muitooooo bom, completo e organizado. Parabéns!

  3. Ai, ai, tb fiquei apaixonada! Paris estava no meu top 10 de roteiros obrigatórios, mas estava lá pro final da fila. Muito propaganda, sempre achei q fosse sem fundamento. Mas qd conheci… Ah, só quem conhece Paris sabe pq precisa voltar!!!

  4. ploc, ploc, ploc
    Corações estourando de amor.
    hahahaha.

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