• RSS
  • As Viajantes no Facebook
  • Siga-nos no Twitter

São Tomé das Letras: tem que ver pra crer

São Tomé fica a 460 km do Rio

São Tomé uma das cidades do país que tem uma aura mística ao seu redor. E em alguns pontos tuísticos é preciso encarnar o santo que dá nome ao local e ir ver para crer. Isso porque é um lugar cheio de lendas, com a da caverna que vai parar em Machu Pichu ou da ladeira que faz o carro subir, mesmo com o motor desligado ou estando na descida, com o capô inclinado pra baixo. Fora o lance dos extraterrestres – é um lugar conhecido pelos ufólogos.

Entre tanta crendice, você encontra cachoeiras e grutas lindas, restaurantes simples, mas charmosos e um lugar pequeno, aconchegante e delicioso para descansar e ficar em contato com a natureza. Como a cidade fica a mais de 1.400 km acima do nível do mar, não esqueça de um casaquinho, mesmo no verão, nem que seja pra usar à noite.

Fui há muitos anos, num carnaval. Conhecemos bastante coisa em 4 dias, achei suficiente. Mas acho que é um lugar que não se esgota e não seria nada sofrido ficar uns 5 ou 6 dias. Quando fui, como era feriado, estava tudo muito cheio. E acordávamos bem cedo para chegar nas cachoeiras antes da massa de turista. Em algumas, em que praticamente não existe trilha entre o carro e as quedas d’água, chega a ter ônibus parando e descarregando uma excursão inteira.

Pôr do sol na Pirâmide

PÔR DO SOL MÁGICO
Não é preciso ser atleta nem um ‘trilheiro’ profissional para conhecer São Tomé e seus arredores, mas eu sugiro ir de carro. A distância não é muito grande entre o local de estacionar e as cachoeiras e não conheci nenhuma trilha realmente difícil lá. Agora, as coisas mais bacanas não são perto do Centro, então, você pode ter que depender de carona ou virar um andarilho para conseguir visitar tudo.

Se você pegou a estrada ainda de manhã, sugiro aproveitar o que ainda resta do dia para ir na Cachoeira do Flávio, que é a de mais fácil acesso e perto da cidade. Os poços são rasos e, por isso, é o lugar preferido de quem tá com crianças.

PASSEIOS E LENDAS
No segundo dia, eu iria logo conferir essas lendas. A Ladeira do Amendoim e a Gruta do Carimbado ficam pro mesmo lado. A primeira tem até uma explicação física pra coisa, mas ainda assim é impressionante você tirar o pé do acelerador, colocar o pé pra cima e ver o carro andando assim mesmo.

A segunda tem esse nome porque, de tão estreita, você sai dela carimbado pelas suas paredes. É lá que rola o papo de ir parar em Machu Pichu, no Peru. Parece que já ouve equipes de exploradores profissionais que desceram cerca de uma semana e não conseguiram achar o final da gruta. Já ouvi falar que está interditada, então, vale se certificar na cidade antes de seguir caminho.

Cachoeira do Sobradinho

Outra parada obrigatória é assistir ao pôr do sol na pirâmide, que fica no ponto mais alto da cidade e tem uma vista linda. É lá também um dos observatórios dos ufólogos locais.

CACHOEIRAS, GRUTAS
Você pode separar ainda um período de um dos dias de sua estada para ir no Vale das Borboletas, que faz jus ao nome com um monte delas de espécies diferentes voando entre as árvores ou sobre as cachoeiras e poços. É lindo!

Ainda valem a visita as cachoeiras do Véu da Noiva e do Paraíso, que dá pra ir no mesmo dia, Shangri-la, que apesar de ter um acesso um pouco mais difícil, merece um período do dia para visitar, mergulhar e ficar lagarteando sobre as pedras. A lista de atrações tem também a Cachoeira da Eubiose, a Cachoeira da Lua e a Gruta e Cachoeira do Sobradinho.

COMER
É de São Tomé que vêm as pedras com o nome do santo, muito usadas para revestir beiras de piscina. Lá, a maioria das casas são feitas de pedras São Tomé e os restaurantes usam e abusam delas pra tudo: pizzas, crepes e grelhados na pedra. São divinos. Por isso, quando escolher um dos inúmeros restaurantes na cidade, não deixe de escolher um prato do menu que utilize a técnica. Você dificilmente vai se arrepender.

Uma das belezas nada raras no Vale das Borboletas

COMO CHEGAR

Do Rio, são mais ou menos umas 5h30 para percorrer os 460 km até São Tomé. O caminho com melhores condições de estrada é pegar a BR 116 até Itatiaia. Lá você entra na BR 354, passando por Itamonte, Santana do Capivari, Pouso Alto e Caxambu.

Pela BR 267, à esquerda, passa pelas entradas de Águas Contendas e Conceição do Rio Verde até Cambuquira e entra na MG 167. Vai passar por Três Corações, virar à direita após o 25 km e 18 km depois, já tá em São Tomé. Segundo o site Visite São Tomé, a cidade fica a 355 km de São Paulo e 337 km de Belo Horizonte.

Quando fui, o final da estrada era de terra em condições sofríveis. Mas pelo o que andei pesquisando, a coisa já anda melhor por lá.

obs: As fotos foram tiradas dos sites dessa galera aqui:
www.saotomedasletras.net
http://www.flickr.com/photos/jomiyagui/4115857281/page2/
http://blogsinoptico.wordpress.com/2006/01/31/sao-thome-das-letras/

* Versão para impressão: clique aqui

* Siga As Viajantes no Twitter

Personal Trip

About the Author

De moto, barco, carro, avião, trem ou ônibus, para Alícia o importante é viajar, conhecer lugares novos, sem deixar de desbravar o Brasil.

Deixe uma resposta

Você pode usar estas tags xHTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <blockquote cite=""> <code> <em> <strong>