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São Francisco em algumas dicas

 

I left my heart in San Francisco… Foto: Robert Holmes/San Francisco Travel

Some insider tips. Foi o que pedi, antes de mais nada, ao pessoal da San Francisco Travel quando começamos a entrevista. Entrevista? Pois é, pela primeira vez fazemos um post sem termos estado em um local-tema, no caso, São Francisco. E por que isso? Bom, como não tínhamos nada dessa cidade fascinante no blog ainda (não por falta de vontade de visitá-la, claro), resolvemos aceitar esse convite de entrevista exclusiva com representantes do bureau de turismo da cidade americana, que estavam de passagem pelo Rio e nos convidaram para um papo (vale ressaltar que fomos o único blog chamado – o resto era mídia oficial, como revistas).

Como há um interesse crescente em São Francisco por parte dos brasileiros (no último ano, o SFT registrou um crescimento de 50% de visitantes brasileiros), aceitamos tomar um café com os caras. E a vontade de conhecer o lugar só aumentou. Abaixo, os principais highlights da cidade, com links e aplicativos para se programar. E, em seguida, as dicas de locais, de quem conhece bem, as local/insider tips desse pessoal que vive e respira São Francisco no trabalho diariamente.

Os bondinhos são uma viagem no tempo. Foto: Robert Holmes

DEZ PROGRAMAS BÁSICOS EM SÃO FRANCISCO

1. Golden Gate Bridge – Talvez a ponte mais famosa do mundo, com 2.737 metros de comprimento, por onde passam cerca de 120 mil automóveis por dia. Pedestres e ciclistas têm seu espaço reservado para transitar por ela. Este aplicativo ajuda a conhecer as atrações do Golden Gate National Park, ali por perto, com mais de 400 hectares (20% maior que o Central Park nova-iorquino).

2. Andar nos cable cars – Esses bondes existem desde o século XIX e têm três linhas. São uma graça e ainda ajudam a conhecer a cidade. Mais infos aqui. E já que o papo é transporte, se precisar encontrar um taxi, baixe este aplicativo, ele vai ajudar bastante.

3. Alcatraz – Velha conhecida da literatura e cinema, The Rock, essa antiga prisão, fica na ilha de mesmo nome na Baía de São Francisco e enjaulou alguns dos criminosos mais famosos dos Estados Unidos, como Al Capone e Frank Morris. Foi fechada nos anos 1960 e hoje pode ser visitada, por meio dos ferries que saem do Píer 43. Recomenda-se reservar a visita aqui.

4.  Fisherman’s Wharf –  No Píer 39 fica o conhecido Fisherman’s Wharf, com seu famoso mercado com vista para a baía, uma das atrações mais queridas da cidade. É turistão, OK, mas é ponto obrigatório para provar frutos do mar (especialidade local) e, com sorte, avistar algum leão-marinho. Fica pertinho de outras atrações, como o Museu de Cera da cidade.

5. Union Square – Para aqueles que não dispensam uma comprinha. Lojas de departamento e de estilistas locais se misturam por lá. Se quiser o mapa da mina das compras na cidade, confira este aplicativo.

Luzes da cidade ou Chinatown. Foto: staysf.com

6.  North Beach – Como toda cidade grande americana, São Francisco é marcada pela diversidade cultural herdada da imigração. North Beach é um pedacinho da Itália que, ao contrário do que o nome possa sugerir, não é exatamente uma praia. Cafés com pinta europeia, lojinhas e avenidas bonitas formam esse bairro, que conta ainda com as lindinhas igrejas de São Pedro e São Paulo.

7.  Chinatown – É considerada a maior do país, já que 30% da população da cidade têm origem asiática. São 24 quarterões, grande parte deles englobando a Grant Avenue, a mais antiga da cidade. Perfeita para os amantes de comidas exóticas, lembrancinhas diferentes, mercadinhos de produtos típicos asiáticos e templos. O bairro tem até um app especial.

8. Comer e beber em São Francisco é uma atração por si só. Enquanto NY leva o título de cidade com mais variedade de estilos e sotaques gastronômicos, SF reina no quesito qualidade. Uma das percussoras da comida orgânica e sustentável, a cidade preza a preparação de alimentos com ingredientes frescos e locais, sem desprezar as influências de fora nem tendências como a fusion ou a ecocuisine. “Não se vê tantos restaurantes ou redes de fast food aqui como em outras cidades americanas”, assegura Joe D’Alessandro, CEO do San Francisco Travel. Comida chinesa, japa, francesa, italiana, espanhola, marroquina, malaia, mexicana, grega, russa e, claro, brasileira, entre outras. Veja aqui algumas opções. E neste e neste links, alguns aplicativos bacanas para seu tablet.

O Japanese Tea Garden, por Robert Holmes

9.  Ao ao livre: Passeie pelo Dolores Park, com seus artistas, famílias, jovens fazendo piquenique… Um parque como outro, mas, que vale a pena para dar uma relaxada. Encontre a paz também no Japanese Tea Garden. Outro local aprazível, e ainda por cima com vista da cidade e para as célebres casas vitorianas painted ladies, é a Alamo Square.As famosas esquinas da Haight e Ashbury, onde nasceu o movimento hippie, também merecem uma foto. E se você é fã da geração beat, vai curtir este aplicativo.

10.  Museus e Galerias – Alguns deles: San Francisco Museum of Modern Art, Asian Art Museum, o modernoso de Young Museum, o Palace of the Legion of Honor, entre vários outros. Fique atento também aos espetáculos musicais e de dança, frequentes por lá. Este app dá dicas de passeios gratuitos a museus e outras atrações baratas.

Oriente-se: Este app e este aqui ajudam a encontrar pontos turísticos e de interesse, a calcular distâncias e muito mais. Para dicas gerais, como de hospedagem, este city guide e este daqui também podem ajudar.

DICAS DOS LOCAIS

Elas não diferem tanto de algumas acima, mas são os passeios que eles mesmos fazem ou recomendam para os amigos que visitam a cidade.

Joe D’Alessandro lembra que a cidade é excelente para caminhar, pois as atrações estão relativamente próximas, dispensando a necessidade de alugar carro para circular dentro de SF. Ele sublinha que o turista que visita São Francisco tende a ser mais sofisticado, a gastar mais na cidade (que, por outro lado, também tem opções para quem não quer gastar muito. Este app ensina a aproveitar a cidade gratuitamente).

Ele sempre recomenda, como programa clássico, passar de carro ou bicicleta pela Golden Bridge. “Até hoje fico maravilhado com a vista”, conta. Joe também curte o espetáculo Beach Blanket Babylon, um célebre musical cômico em cartaz em North Beach (é o show do gênero mais longevo já registrado), com paródias a personagens reais famosos. E não dispensa a vista da cidade do topo dos Twin Peaks, duas montanhas que observam SF, do alto de seus 280 metros de altura. “São como o Corcovado, de onde se tem uma vista de 360 graus da cidade; de onde vemos o oceano, a ponte, o centro”, conta.

Joe também destaca que o aeroporto de SF foi eleito diversas vezes o mais querido dos Estados Unidos. E recomenda uma visita a seu Terminal 2, onde se pode comer refeições sustentáveis, tomar/comprar vinhos de Napa Valley e até fazer yoga.

Cogumelos do Far West Fungi à venda no Ferry Building. Foto: sfcitizen.com

Angela Jackson, diretora de relações com a mídia internacional do SFT, vai com frequência ao Ferry Building, no Farmer’s Market do Fisherman’s Wharf. “Adoro comer e beber e lá temos restaurantes e lojas incríveis, como, por exemplo, uma especializada em cogumelos, um champanhe bar, charcuteria… E a vista é demais”. Sua segunda dica é conhecer Sausalito, do outro lado da ponte, indo de bicicleta e voltando de ferry. “É um local completamente diferente, com vista para São Francisco, onde se pode passear, comprar e comer”. Por último, ela recomenda deixar-se perder pelos diferentes bairros de SF. “São apenas 10 km2 de área, é uma delícia entrar e sair dos bairros. Você só precisa de calçados confortáveis e um mapa marcado com o que interessa para explorar a cidade”.

O último entrevistado, David Nadelman, gerente geral de uma cadeia de hotéis internacional presente na cidade, reforça a recomendação de ir a Sausalito e, na volta, jantar no Ferry Building. “Também pararia na Union Square, que é absolutamente linda, cheia de história. E recomendo desbravar Chinatown, comprovando a influência desses imigrantes: entrar em suas lojas, conhecer seus produtos, isso é realmente impressionante”.

Uma curiosidade: se você sentiu falta de apelidos famosos da cidade, como SanFran ou Frisco, saiba que evitei de propósito no texto. Angela diz que, ao contrário do que parece, em geral o povo de lá não costuma chamar a cidade assim e nem curte muito que chamem.

Não mencionamos os famosos arredores (como a rota de vinhos), as baladas, os festivais de música, nem o apelo esportivo da cidade, mas isso vai ficar para a visita presencial. Enjoy! 😀

Personal Trip

About the Author

Depois de três anos morando na Europa, Clarissa foi multada ao voltar ao Brasil. Motivo: excesso de bagagem. Mas não se arrepende. Afinal, eram muitas histórias e dicas para trazer na mala e ela não queria deixar nenhuma para trás.

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