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Reims (ou champanhe na fonte)

Eu amo Paris. Tanto, que há tempos estou adiando escrever um post sobre a cidade para não despertar a nostalgia. Mas de Reims eu consigo falar. E é tão francesa quanto Paris. E fica logo ali do lado.

A ideia de visitar a cidade surgiu como a maior parte das melhores ideias das (minhas) viagens: ao acaso na internet. Navegando sem rumo fui parar no site da cidade e descobri que é ali o berço do champanhe. Some-se a isso uma visita gratuita (com degustação) à Veuve Clicquot, a proximidade com Paris e o preço baixo da passagem e fechamos a day trip.

Escultura de água no calçadão de Reims

Escultura de água no calçadão de Reims

Reims é uma cidade perfeita para se passar o dia – não que não seja para a noite, eu é que não sei. Chegamos pouco antes do almoço e, da estação de trem ao centrinho, passamos por uma praça muito bem cuidada, o que dá uma ótima primeira impressão. Mais uma breve caminhada e chegamos a um calçadão com lojas legais, carrossel, estudantes conversando e bares lotados por franceses comendo e tomando um vinho ou uma cerveja.

É impossível não se render ao charme do lugar já ali. Nós fizemos um lanche, demos uma volta pelas ruas menores do centrinho, eu desejei fortemente morar ali e seguimos para a sede da Veuve Clicquot. O casarão fica a uma boa andada do Centro, não impossível, mas um tanto cansativa e sem uma boa paisagem para compensar.

A visita é curtinha e começa contando a interessante história da “viúva”: mademoiselle se casou com Monsieur Clicquot, que perdeu o pai e morreu logo em seguida (ou o contrário), e de Madame Clicquot acabou se tornando Veuve Clicquot e a herdeira do negócio.

A escadaria que dá acesso às caves da Veuve Clicquot

A escadaria que dá acesso às caves da Veuve Clicquot

Mas o ponto alto é a visita às caves, no subterrâneo gelado, que tem garrafas centenárias ali guardadas. Para quem curte vinho, história ou até química, é superinteressante descobrir a evolução do processo de produção – da fórmula ao estocamento, passando pelos fatos importantes. As visitas podem ser agendadas pelo site da Veuve Clicquot mesmo e uma confirmação é mandada por email. Há visitas-guiadas em diversas línguas.

Depois do passeio pelas caves uma escada com garrafas em diversos tamanhos – inclusive o size plus da Fórmula 1 – dá a deixa do que vem pela frente: o brinde e a lojinha. Uma garrafa é aberta para os convidados, tem-se uma breve aula sobre como servir champanhe e tim-tim! Depois disso é se esbaldar na lojinha, que tem produtos a excelentes preços, mas não exatamente baratos, já que se trata de uma marca de luxo.

Notre Dame de Reims por fora

Notre Dame de Reims por fora

Com uma viagem ao Marrocos na sequência (voltarei ao assunto mais tarde), foi com dó que dispensamos as compras e tomamos o rumo da rua para continuar o passeio. Uma obra enorme em frente à Igreja de Notre Dame acabou desanimando a caminhada, mas a igreja e sua fachada merecem muito ser contempladas. A construção foi concluída no século XIV e ela serviu de palco para a coroação de diversos reis da França.

Sol da tarde no interior da Notre Dame de Reims

Sol da tarde no interior da Notre Dame de Reims

Fechamos o dia provando cervejas – o nosso fraco – num dos bares do calçadão, sem imaginar que na volta a Paris encararíamos um trem lotado na hora do rush. Quer um conselho? Se for a Reims, não tenha pressa de sair de lá.

P.S.1: Como Reims é uma das principais cidades da região de Champagne, não faltam lugares onde conhecer a história da bebida e degustá-la. Outra visita bem falada é à cave da Mumm.

P.S.2: Mais sobre a França: País Basco.

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Personal Trip

About the Author

Flávia tem viagens planejadas para os próximos cinco anos, pelo menos. Só tem um porém: todas precisam de uma parada em Paris.

3 Respostas para “ Reims (ou champanhe na fonte) ”

  1. Adorei as dicas.Vamos a Paris e queria mais uma opção de day trip açém do vale do loire. Valeu!
    beijinhos,

  2. O que são as caves de Reims? Sensacional, estive lá. As caves na verdade eram tuneis que “cobriam” toda a cidade, com quilometros. Depois elas foram fechadas, por cada uma das casas de champagne.

  3. muito bom, muito bom! agora esse negócio de tomar cerveja aí hein… vai de vinho flavia, champanhe, sei la… mas cerveja? :-p

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