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Primeira vez em Lisboa – O que ver e fazer

Praça do Comércio, parada básica em Lisboa

Portugal rende muitas e muitas viagens, mas em alguma delas certamente você vai passar pela capital. Charmosa e cheia de surpresas, Lisboa é a porta de entrada da terrinha para muitos turistas e aqui vão algumas dicas básicas para curtir a cidade.

Para dicas gerais de Portugal, clique aqui.

Para day trips saindo de Lisboa, confira estas dicas.

Vai também para o Porto? Então dê uma olhada neste post.

Para dicas de Aveiro e Óbidos, clique aqui.

HOSPEDAGEM E TRANSPORTE

Muita gente  se lembra do Rio de Janeiro quando chega a Lisboa, em especial de alguns bairros cariocas (como Santa Teresa). A cidade é uma graça, super fácil para passear e bem comunicada com metrô, bonde e ônibus (autocarro). Já fiquei hospedada em dois lugares diferentes na capital portuguesa. O primeiro, o Lisboa Central Hostel, não é tão central mas está ao lado de uma das principais atrações da cidade, o Parque Eduardo VII (que tem uns jardins maravilhosos), além de estar ao norte, que concentra muitas atrações culturais (ver abaixo). A segunda opção, o Lisbon Poets Hostel, acho mais bacana. É um hostal que fica no Chiado, um dos bairros mais vivos da cidade. Também há opções perto do Cais do Sodré, boas para quem quiser ficar indo e voltando a cidades ao redor de Lisboa, apesar de ser uma região com uma cara mais feinha, como quase todo bairro perto do porto. Dependendo do número de dias que você quiser dedicar a Lisboa, vale a pena comprar o Lisboa Card, que dá acesso livre ao metrô, ônibus, bonde e a várias atrações culturais, além de descontos em circuitos e cruzeiros. Há opções de 24h, 48h e 72h e está à venda em todas as oficinas de turismo de Lisboa e nas bilheterias da rede de transportes  Carris.

Vista do Castelo de São Jorge

O QUE VER

Lisboa tem uma parte baixa e outra alta, ligadas por vários elevadores (Elevador de Santa JustaElevador da Glória e Elevador do Lavra e Elevador ou Ascensor da Bica). Subir ou descer por algum deles é parte do passeio. As áreas da Baixa e Ribeira podem ser um bom começo para seu roteiro. Seguindo a Rua Augusta (rua comercial calçada com pedrinhas portuguesas) você desemboca na Praça do Comércio, com a bela estátua equestre de Dom José e o Arco da Vitória. De lá já dá pra ver o Rio Tejo. A oeste da Praça está o Mercado da Ribeira, com sua abóbada pontiaguda, que foi o mercado da cidade e hoje vende arte e artesanato. Ali perto também estão as praças da Figueira e a Dom Pedro IV (conhecida como Praça do Rossio). No Bairro Alto e Chiado, a paisagem se destaca por suas ruas amplas, seus cafés, lojinhas e restaurantes de design. Entre as atrações desta região estão as ruínas do Convento do Carmo (a Praça do Carmo, ali perto, nome reúne vários bairros e restaurantes legais), o Miradouro de São Pedro de Alcântara e a Igreja de São Roque, com seu interior de mármore, ouro e azulejos, além de sua bonita Capela de São João Batista que tem até lápis-lázuli em sua composição. Nessa região também se encontram o Jardim Botânico e o Ascensor da Bica, o mais bonitinho de todos.

As regiões de AlfamaCastelo, e Graça representam a parte mais antiga da cidade, com suas ruas medievais de disposição labiríntica e suas colinas. Prepare-se para o sobe-e-desce com um tênis confortável. Tênis mesmo, porque as pedras lisas escorregam se você for de sapato baixo, chinelo ou sandália. Alfama é o berço do fado e por lá você encontra as casas mais famosas (e mais turísticas, infelizmente) para escutar este ritmo pungente. A Casa do Fado e da Guitarra Portuguesa fica nessa área e é um museu que conta sua história. Por lá também estão a Catedral da Sé, de passado muçulmano (aliás, ‘alfama’ vem de ‘al-hama’, que significa “mananciais”ou “banho”), o Museu de Artes Decorativas Portuguesas (com mobiliários, tecidos e azulejos barrocos) e os lindos mirantes Largo da Porta do Sol e Miradouro de Santa Luzia.

O Mosteiro visto por dentro

Na parte do Castelo o destaque é o Castelo de São Jorge, onde você pode passar pelo menos duas deliciosas horas relaxando de cara para uma das melhores vistas da cidade. Em seguida sugiro um passeio pelo antigo Bairro da Mouraria, que, como diz o nome, era o bairro árabe. Graça fica a nordeste do Castelo e abriga os mirantes da Graça e da Senhora do Monte, além da luxuosa Igreja de São Vicente de Fora. A cerca de um quilômetro da estação de trem Santa Apolônia, que fica nesta área, está o Museu Nacional do Azulejo, que, apesar de mais afastadinho, me pareceu especialmente interessante por ser uma arte única de Portugal. Eu sou uma apaixonada por estes quadradinhos e fiquei louca com as distintas padronagens dos azulejos expostos ali, lindo mesmo. Mas a área que concentra os museus mais interessantes é o norte da cidade, nas regiões do Rato, Marquês de Pombal Saldanha. Um deles é o Museu Calouste Gulbenkian (que leva o nome desse mecenas armênio que se exilou em Portugal)com suas mais de 6 mil peças de arte egípcia, islâmica, chinesa, armênia, grega e romana, além de telas de pintores como Rubens e Rembrandt (como a célebre Retrato de um velho) e uma fofa coleção cristais e joias de René Lalique. Nesta zona também se encontram o Centro de Arte Moderna e o desestressante Parque Eduardo VII. Não perca suas estufas, são maravilhosas.

Finalmente chegamos a Belém, talvez a área mais famosa de Lisboa- e que merece um dia inteiro. Apesar de um pouco afastada do centro, é mole chegar até lá. Saem ônibus e trens para Belém desde a Praça da Figueira, trens desde a Praça do Comércio e ônibus do Rossio. O que tem bom em Belém? Além de sua importância arquitetônica e seus monumentos que são Patrimônio da Humanidade da Unesco, simplesmente foi daqui que Vasco da Gama zarpou em 1497 para descobrir a rota marinha à Índia, o que mudou para sempre a história e importância política de Portugal e consequentemente a trajetória daquela terra desconhecida povoada por tupi-guaranis e que viria a ser descoberta por Pedro Álvares Cabral três anos depois.

Torre de Belém: linda mesmo

Quando Da Gama voltou, o rei Manuel I ordenou a construção de um monastério no lugar de uma capela ribeirinha onde o navegador pernoitou com sua tripulação na véspera da partida. O resultado foi o Mosteiro dos Jerónimos cuja exuberante arquitetura manuelina anuncia aos quatro ventos o triunfo do navegador. A um quilômetro do mosteiro, se encontra um dos cartões-postais da cidade, a Torre de Belém, com sua mistura gótica, bizantina e manuelina, construída para ajudar a vigiar esta entrada da cidade, e que hoje oferece a melhor vista do famoso mapa-múndi desenhado no chão. Ali pertinho, há o Padrão dos Descobrimentos, super monumento-escultura inaugurado em 1960 em homenagem ao V centenário do príncipe Henrique o Navegador e que coloca “no mesmo barco” o próprio Henrique, Vasco da Gama, Luís de Camões, Fernão Magalhães e outros personagens importantes da história portuguesa. Não deixe de nenhuma forma de provar o pastel de Belém por ali (mais detalhes na parte ‘COMER’ do post geral de Portugal).

Zona Metropolitana da cidade também tem várias atrações, como o Parque das Nações (com suas altíssimas bandeiras de todos os países), construído para a Expo-98 de Lisboa. Por ali dá para ficar o dia inteiro revezando-se entre uma volta pelo relaxante Oceanário (o maior aquário da Europa), um passeio pelos ares no Teleférico (uma das coisas mais deliciosas que fiz em Lisboa), uma refrescante parada no Parque das Águas e terminar se divertindo no Pavilhão do Conhecimento, onde se pode conhecer e provar diversas experiências científicas.
Personal Trip

About the Author

Depois de três anos morando na Europa, Clarissa foi multada ao voltar ao Brasil. Motivo: excesso de bagagem. Mas não se arrepende. Afinal, eram muitas histórias e dicas para trazer na mala e ela não queria deixar nenhuma para trás.

3 Respostas para “ Primeira vez em Lisboa – O que ver e fazer ”

  1. QUE LEGAL!!!!! Não só passei, como também me juntei às crianças e tomei um belo de um banho com elas, dado o calor! Depois, foi só ficar no sol 15 minutinhos que estava seca de novo!! ahahahahahahahahahahhahaha
    Bjão!

  2. Oi, Flavia. Esse parque na verdade se chama Jardim da Água, perto do Parque das Nações. Provavelmente você passou por ele, foi uma das atrações construídas para a Expo 98. Veja: http://www.flickr.com/photos/cidagarcia/6918803725/

  3. Olá!!! Que legal o seu post!!! Engraçado que fui à Lisboa pela primeira vez este ano e descobri que tenho que voltar para ver mais e mais!!

    Fiquei curiosa com o PARQUE DAS AGUAS, fui ao Parque das Nações e ao Oceanário, mas não me recordo dele, voce pode dar mais detalhes?! Tem algum site que fale sobre ele?!?!

    Obrigada!!

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