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Nova York: onde comer e beber

Sobremesa divina no Spice Market

Pense em um paraíso gastronômico?
Toda vez que viajo eu elejo um novo campeão para essa categoria. Já foi a Itália e depois a Índia que me quase me transformou em vegetariana ao me mostrar que existe paraíso além das proteínas.

Agora eu tenho um novo eleito: Nova York.
Porque a Itália, a Índia, o Japão, a Ásia, o Brasil, a junkie food todos estão lá, representados na sua melhor forma. Como o seu estômago vai te lembrar que além de comprar, se maravilhar nos museus você vai precisar sim comer, fizemos uma relação de restaurantes que vão transformar as horas do almoço e do jantar em um programa tão bom quanto os demais.


Mais Nova York aqui!

Mas antes algumas dicas são importantes para que problemas não azedem o seu prato. Reservar é prática comum em NY. É meio complicado para nós brasileiros acostumados a chegar com a família toda e esperar na porta do restaurante. Mas é que em alguns lugares – principalmente no fim de semana – não reservar significa não sentar e consequentemente não comer. A boa é reservar pelo open table, um site que faz reserva pra grande parte dos restaurantes de Manhattan. É só escolher o local, a hora, a quantidade de pessoas e bingo! Você está livre de ter que conversar com alguém em inglês pelo telefone. Seja pontual pra não perder a mesa.

A gorjeta é de 20%. E não está incluída na conta. Ela é opcional mas lembre-se que americanos levam isso a sério. Se você não pagar vai ter que encarar todo mundo olhando torto e não disfarçando que eles estão MUITO incomodados. Se palavras grosseiras são capazes de estragar sua maravilhosa noite simplesmente pague. E lá o esquema pode ser o seguinte: você paga no cartão o valor da conta e quando o garçom traz a nota pra você assinar tem uma opção pra preencher a tip (gorjeta), escreva o quanto você quer dar. Se você prefere pagar em dinheiro escreva cash. Não adianta brigar ou se enrolar pedindo pra incluir a gorjeta na conta. É assim que funciona: eles passam o valor da conta e depois a tip, não precisa levar o cartão de novo, é automático.

E lembre-se em NY é possível comer bem, bem sem explodir seu cartão. Enjoy it!

FIG & OLIVE
É o primeiro da minha lista porque foi onde eu tive uma das refeições mais memoráveis da minha vida. O restaurante é especializado em azeite e pra quem é fã do maravilhoso óleo que as azeitonas são capazes de produzir o Fig & Olive é parada obrigatória. Mas ele é encantador para qualquer tipo de paladar. Lá todas as refeições são feitas e – perfeitamente – harmonizadas com azeites de diversas partes do mundo. O ambiente também é divino e os vidros de azeite fazem parte da decoração. Quem passa pela porta pode ter a impressão de que não vai poder pagar uma refeição lá mas a dica é ir na hora do almoço. O menu com entrada, prato principal e sobremesa (e é daqueles menus que você sai mesmo satisfeito) nos custou 27 dólares por pessoa. Quem amou a comida ainda pode aproveitar a lojinha pra levar um vidrinho de azeite pra casa que é um presente e tanto! (Há um com trufas brancas que é de deixar qualquer fã de cozinha com vontade de chorar de felicidade).
Tem em três endereços: na 52 nd Street- quase esquina com a 5 avenida (perfeito para aquele dia em que você resolveu bater perna por lá); na 13th entre a 9 e a Washington St ou na Lexington entre a 62 e a 63.

BURGER JOINT
Outra parada obrigatória por quem passa por NY. As paredes estão cheias de matérias que dizem que é lá que se come o MELHOR hambúrguer de NY. O sanduíche é mesmo maravilhoso e vale como uma refeição mas existe outra coisa que deixa o Burger Joint mais interessante: conseguir achar onde ele fica. O endereço oficial é: 57th street número 118. Mas se você percorrer toda a rua 57 não vai ver nada com esse nome. Isso porque o Buger fica dentro do hotel Le Parker Meridien, nada mais nada menos que um hotel cinco estrelas. Ao entrar você vai se deparar com o chique restaurante do hotel cheio de executivos de terno degustando menus franceses, olhe para o outro lado e você verá bem escondidinho um hambúrguer em neon. Passe pela porta e você será transportado para um outro mundo! Uma lanchonete onde você faz o pedido no balcão esfumaçado e de onde saem hambúrgueres no ponto que você pediu (pode ser mal, bem passado ou ao ponto mesmo) batatas fritas crocantes. Pra completar Samuel Adams, uma cerveja americana que tem o maior teor alcoólico do mundo. Se você não bebe: milk shake. Pra transformar o ambiente em perfeito a trilha sonora é demais. Não pense duas vezes, vá!

Kenka

Japonês no Kenka

KENKA
Se você gosta de japonês, tatuagem e um ambiente moderninho cool é bom dar um passeio pela St Marks Place, entre a 2 e 3 avenidas. Lá nós estivemos no Kenka. De cara pode parecer meio esquisito para brasileiros acostumados apenas com sushis, sashimis e hot filadélfias dos rodízios aqui do Brasil mas para quem gosta de originalidade e de um ambiente diferente lá é O lugar. Há cardápios em inglês e japonês e o lugar é frequentado principalmente por adultos e adolescentes de olhos puxados. Os garçons e cozinheiros também são todos orientais e as comidas estão mais pra japonês do Japão do que japonês do Brasil. A cerveja também é japonesa e a boa é pedir logo uma jarra porque as comidas são beeem apimentadas. No fim todo mundo ganha um potinho com açúcar para fazer um algodão doce na máquina que fica do lado de fora do restaurante. Eu AMEI. O lugar lota então se você não fez reserva é bom chegar cedo.
End: 25 Saint Marks Place, entre a 2 e a 3 avenidas.

BAR PITTI
Do Japão para Itália. No Village está o famoso Bar Pitti. A primeira coisa a se esclarecer é que o Pitti é restaurante e não bar. Não pense em ir lá pra beber alguma coisa, não há nem espaço pra isso. Lá você vai sentar pra comer mesmo – e comer bem! Todo mundo me indicou como se fosse um restaurante super hype com gente bonita e descolada. Bem, é verdade que eu estive lá no meio da semana, mas eu não vi nada disso, a pessoa que estava na nossa frente na fila era uma fofa senhorinha de uns 70 anos. Agora sinceramente? Isso não faz a menor diferença! A comida é ótima, assim como a carta de vinhos (que tem garrafas e taças para todos os bolsos) e ainda há um charme especial: os pratos estão descritos em uma lousa que o garçom traz na mesa pra você escolher. Apesar de o cardápio ser farto em opções o próprio garçom nos disse que a boa é mesmo escolher alguma especialidade do dia (eu comi a melhor mozzarella de búfalo da minha vida, melhor do que na Itália). Dependendo do pedido é possível dividir. E não esqueça de dizer que é brasileiro, isso rende bons – e às vezes raros – sorrisos. De sobremesa Tiramissu, pra honrar a tradição italiana.
Ah, lá não aceita cartão. Leve cash. Não reserva e tem fila.
End: 6 avenida, 268 (quase esquina com Bleecker Str).

PASTIS

Diversão sem fim no Pastis

Outro bem cotado e descolado mas esse fica no meu amado Meatpacking que aliás é o bairro certo se você quer sair em busca de um lugar pra comer. As reservas são super aconselhadas lá. Nós chegamos sem nada marcado e demos sorte e esperamos só um pouquinho no bar. O restaurante é francês mas o que é famoso por lá é: o bife com batata frita. Isso mesmo. Pra dar o toque especial molhos franceses pra batata. Nós pedimos a especialidade da casa e pode parecer esquisito mas eu recomendo demais. Ainda passou pela nossa mesa uma lula que também estava digna de nota. Os pratos não são exatamente grandes mas quem não come muito pode tentar dividir. De sobremesa creme brulee pra honrar a tradição francesa. Nos copos um chopp de 500 ml de Hoegaarden pra deixar a refeição mais feliz e lembrar um pouco da Europa. O Pastis é ótimo pra ver o esquema nova iorquino de restaurantes. Ao contrário daqui do Brasil onde há lugares mais populares entre os mais jovens ou entre os mais velhos lá todas as faixas etárias dividem o salão sem traumas. Ao nosso lado estava um grupo de jovens que bebeu tanto que acabou expulso pelos seguranças do Pastis, tudo devidamente assistido por um casal que beirava os 65 anos e achava graça da bagunça. Livre e democrático como deve ser.
End.: 9 avenida, 9. (esquina com a Little w 12th)

SPICE MARKET
Eu tenho paixão, loucura por comida asiática, então, eu confesso que o Spice Market se transformou no queridinho da minha viagem. Ele é mais um daqueles restaurantes que na entrada você reza pelo seu cartão de crédito e pede sua conta seja abençoada. Bobagem. O esquema lá são comidinhas, ou seja, vem um prato de cada vez e a mesa toda degusta. Se o orçamento estiver apertado  basta pedir apenas rodadas de entradas que são bem servidas e ficam próximo dos 10 dólares pra dividir. O que não pode é não ir. As comidas são divinas e existem níveis de pimenta para agradar também paladares mais sensíveis. O lugar é um deslumbre de lindo, os garçons são uma simpatia (o que não é exatamente regra em NY) e até a toalha de enxugar a mão no banheiro é demais. Esse é realmente um lugar pra transformar qualquer noite em noite feliz. Fica também no Meatpacking pertinho do Pastis.
End.: 9 avenida, esquina com a 13th str.

CHELSEA MARKET
Gosta de cozinhar? Comer? Olhar os outros cozinhando? É fã de comida fresquinha? Ir ao supermercado e ver a quantidade de produtos que não existem aqui é diversão pra você? Reserve um tempo – um tempo meesmo – pro Chelsea Market. O lugar é um antigo galpão que foi reformado e ficou um charme. Tem dezenas de lojas de todos os tipos de comida além de supermercado, docerias com cupcakes e brownies, padaria (uma tentação pra quem ama pão, categoria que eu também me incluo). Vá perto da hora do almoço e aproveite o passeio para comer também. Eu encarei um tailandês ótimo e tão bem servido que eu poderia dividir. O preço? 9,70.
End: Também na 9 avenida esquina com a 16th.

IGNAZIOS PIZZA

Bebendo Brooklyn no Ignazios

Estávamos no Brooklyn e já tínhamos decido comer pizza. O nosso guia tinha uma indicação clara: Grimaldi`s que se apresentava como a melhor pizza do Brooklyn. Passamos na porta mas a fila era imeeensa e o frio do lado de fora começou a nos congelar. Foi quando demos alguns passos e nos encantamos com o Ignazios Pizza. Acreditamos na palavra de um morador que saia da pizzaria e disse que aquela sim era a melhor pizza da região. Sentamos em uma liinda mesa de frente pra um janelão que tinha uma incrível vista para a baía e pata a ponte do Brooklyn. Pedimos The Pizza que é o sabor da casa (uma espécie de napolitana) com a espetacular cerveja Brooklyn. Se é a melhor pizza da região só depois que eu voltar lá e conseguir provar todas mas a pizza era ótima e a cerveja ainda melhor. Fica dica, se for ao Brooklyn prove a cerveja feita lá.
End: Water street, 4

JACQUES TORRES CHOCOLATE
Também no Brooklyn, bem pertinho da pizzaria, fica a Jacques Torres Chocolate. Que é o paraíso do chocolate. São dezenas de opções que são capazes de fazer escorrer lágrimas em viciados em chocolate e também naqueles que apreciam com moderação. Não é barato mas você pode escolher um ou dois quadradinhos só pra tirar a prova de que está diante de algo imperdível.
End: water street, 66 – Brooklyn. Tem tb no Chelsea market.

RESTAURANTE DO MOMA
Foi um planejamento mal feito que nos levou ao restaurante do Moma. A gente chegou ao museu tarde, se encantou com todos os seis andares de obras incríveis mas no meio do caminho morremos de fome e não queríamos ir embora. A solução foi matar a fome ali dentro mesmo. Há um restaurante mesmo e uma espécie de café onde o cardápio nos mostrou que ali só poderíamos comer queijos, frios e alguns pequenos petiscos. Pra beber taças de vinho ou cafés. A fome era negra e optamos pelo restaurante. Do lado de fora vimos que os pratos ficavam entre 15 e 25 dólares e achamos que poderíamos encarar. Engano. Cada prato custa realmente isso mas pra sair satisfeita você terá que pedir o menu completo, ou seja, uma entrada, primeiro e segundo prato. E cada um custa entre 15 e 25 dólares. Isso porque o restaurante é francês e as porções são francesas mesmo. No que o senso comum convencionou francês,  sendo clara: pouco. Bem pouco. Agora se o dinheiro não é uma limitação e você quer ter uma experiência francesa de primeira pode ir sem medo. Eu comi um pato conffit que vai ser difícil de esquecer.
End: 53th str entre a 5 e 6 avenidas.

CACHORRO QUENTE DE RUA
É tradição. Quase todo mundo que vai a NY acaba seduzido pelo maravilhoso cheiro que vem das carrocinhas de cachorro quente espalhadas por cada esquina. Eu, acostumada como grande podrão das madrugadas cariocas, confesso que achei apenas ok. Você pode escolher entre o que eles chamam de salsicha e linguiça mas que no fundo é tudo salsicha sendo que uma é pequena e outra grande e apimentada. Pra acompanhar mostarda. E é isso. Nada de milho, ervilha, ovo de codorna, queijo ralado. Não. Mas é uma mão na roda pra quando você andou sem parar e quer dar uma enganada na fome até aquele almojanta. Ou então pro fim da viagem quando um cachorro quente é tudo que a sua carteira aceita pagar. Custa 3 dólares o grande. E se você pedir apimentado compre também uma coca cola, arde mesmo.

CARMINE´S
O Carmines é a prova concreta de que mesmo sem dinheiro você não precisa sobreviver de sanduíche em NY. O restaurante é italiano meeesmo. Ou seja, com porções da mama. Um prato pode ser tranquilamente dividido porque 3 ou até 4 pessoas e custam em média 20 dólares. Nesse esquema dá até pra fazer estripulia e pedir garrafa de vinho que também não é um absurdo de cara. Tudo muito grande e gostoso. Perfeito para aquele dia em que você está exausto e acha que um pratão de carboidrato é a melhor coisa que pode acontecer na sua vida.
End.: Há uns quatro ou cinco por Manhattan mas o mais central fica na 44th entre a 7 e a 8 avenidas.

Repare na mozzarella

INDIANOS
Você adora comida indiana? Tem água na boca só de pensar em pratos super mega apimentados e regados a boas doses de curry? Então você deve dar uma volta no quadrilátero entre a 27 e a 29 na altura entre a Lexington e a 3 avenida. Lá foi a minha morada novaiorquina e todos os dias eu me impressionava de reparar em um restaurante indiano novo. Uma maravilha para pessoas como eu, que adooro comida indiana e moro no Rio, essa imensa metrópole de 6 milhões de habitantes que tem UM único restaurante indiano. E o melhor é que não são apenas restaurantes indianos, há restauntes de comida tandoori, de um punjab, ou seja, de regiões especificas da Índia. Isso pra não citar o restaurante de comida do Afeganistão que eu não fui mas me deixou louca de curiosidade e já me fez planejar voltar pra NY!

MAGNÓLIA BAKERY
Eu não sou fã de Carrie, Samantha, Miranda e Charlotte. Acho que eu não vi mais do que cinco episódios (vergonha pro meu lado mulherzinha) e por isso não sei muito sobre Sex and the City. Mas uma coisa eu preciso dizer: elas estavam completamente certas de amarem Magnólia Bakery (quem me contou isso foi uma amiga que ama a série e que me despertou a curiosidade de entrar lá quando eu passei sem querer pela porta). Entrar foi complicado porque estava muito, muito cheio. Mas assim que você entra dá vontade de comer absolutamente tudo que está exposto. Como eu não sou muito fã de cupcake e suas coberturas coloridas eu optei por um brownie no melhor estilo menos é mais. Estava ótimo. Mas quem merece aplausos e vai ficar pra sempre na memória é o bolo de limão. De comer chorando. E querer voltar todos os dias. E melhor ao alcance de qualquer mortal, afinal é um cupcake, né? Será mesmo? Ainda acho que aquele bolo de limão deve ter vindo do paraíso.
End: Blecker str esquina com 11 avenida, columbus avenue esquina com 69th street, Grand Central Station e Rockfeller Center.

WHOOLE FOODS
Esse é para aquele almoço entre uma programação e outra. O Whoole foods é um supermercado onde se pode escolher uma série de saladas ou comidas orgânicas. Há vários espalhados pela cidade. Eu corri tanto que acabei não conseguindo ir mas isso me foi indicado por tantos amigos como uma refeição boa e barata que eu resolvi incluir por aqui também.

P.S. Meu lugar preferido para hospedagem é Manhattan. O que não falta é opção de hotel por lá.

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Personal Trip

About the Author

Destinos exóticos e desconhecidos. É em lugares assim que Reba prefere passar as férias. Isso deve ser uma desculpa para poder passar os outros 11 meses do ano planejando a viagem.

7 Respostas para “ Nova York: onde comer e beber ”

  1. Excelente informação.

    Visitar Nova York

  2. Oi! Acabei de voltar de Nova York e pena que encontrei as dicas de vocês só agora. São ótimas e conferem com as minhas impressões. O Fig & Olive também foi o primeiro restaurante da temporada, voltei lá no último dia para almoçar e continuei gostando. Também adorei o Bar Pitti, indicado por uma amiga que mora lá. Pena que não comi Tiramisú.

  3. Oi Sandra,
    Que bom q vc gostou! Esperamos pelas suas dicas!
    Boa viagem e curta bastante!
    Bjo

  4. Estou indo 26/05 e agradeço as dicas. Vou tentar ir em vários restaurantes. Quando chegar deixo novas dicas e comentários.

  5. Estou indo agora em maio/12 e com certeza irei ao Carmine’s.

  6. Olá!! Adorei as dicas dos restaurantes em Nova York!!
    Já anotei e até já fiz reservas no Spice Market e no The Modern.
    Tb fiquei curiosa para conhecer o Fig&Olive.

  7. Ai, assim não vale! Logo dicas de coisas tão deliciosas! Beijos

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