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Opções de bate-volta de Lisboa: praias, montanhas e castelos ‘à la carte’

Sintra vista de cima, com o Palácio Nacional no centro. Parece de contos de fadas

Quem visita Lisboa normalmente não resiste a uma escapada a algumas das cidades que estão a poucos minutos de carro, trem ou barco da capital portuguesa. Depois de percorrer de cima a baixo as calçadas lisboetas, vale a pena reservar uns dias para conhecer seus arredores. Abaixo, três das principais opções para você esticar sua estada.

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Vai também para o Porto? Então dê uma olhada neste post.

SINTRA

É a day trip mais famosa saindo de Lisboa e há trens saindo para Sintra a cada 15 minutos (estações do Rossio ou Entrecampos). Esta vila, localizada a pouco mais de 30 quilômetros da capital, foi fundada no século XII e guarda duas surpresas: o coloridíssimo Palácio Nacional da Pena (cujas torres estão pintadas de lavanda, rosa e amarelo) e o monumental Castelo dos Mouros. O primeiro é a edificação mais famosa da região e representa uma das melhores expressões do Romantismo arquitetônico decimonônico. Seu interior é imperdível, com uma decoração kitsch e extravagante (mistura de vários estilos) bastante incomum entre os palácios europeus. Se não estiver de carro, tente não deixar para visitá-lo no fim do dia, porque os ônibus deixam de circular antes do fechamento do palácio e não passam táxis por lá.

Detalhe do Palácio da Pena. De tudo um pouco

Já o Castelo dos Mouros, construído pelos muçulmanos que invadiram a península ibérica, é um enorme monumento (de preservadas ruínas) em uma área de 12.000 m2, encravado em uma montanha, no meio de um bosque. Leve um casaquinho (mesmo no verão) porque venta horrores em suas muralhas. Além desses dois, vale a pena visitar o Palácio Nacional de Sintra (de origem árabe, famoso por suas chaminés brancas), no centro histórico da vila (que conta com simpáticos prédios em tons pasteis). O chamado concelho (com “c” mesmo) de Sintra também reúne os bonitos Palácio Nacional de Queluz (chamado de “Palácio de Versalhes” português), a Quinta da Regaleira, o Palácio de Seteais e o Palácio de Monserrate

CASCAIS

Essa cidadezinha litorânea, a 28 quilômetros de Lisboa, é a prova viva de que a praia pode ser a diversão mais democrática do mundo. Reduto de portugueses endinheirados (muitos vivem lá e trabalham em Lisboa), Cascais atrai gente de todas as classes sociais, lembrando muito a mistura que rola nas praias urbanas brasileiras. O legal é percorrer as praias dos arredores da vila (como a selvagem Praia do Guincho) e não limitar-se à praia principal, a da Ribeira, que fica lotada no verão e nos fins de semana de calor.

Boca do Inferno

Também valem uma visita o centro histórico e seu pitoresco Parque Municipal de Gandarinha, além do encantador Museu Condes de Castro Magalhães, um palacete bem curioso que mistura vários estilos arquitetônicos e peças como tapetes orientais, móveis sofisticados e azulejos do século XVII. A dois quilômetros a oeste da cidade (dá para ir caminhando pela orla) você encontra a impressionante Boca do Inferno, um abismo costeiro que faz jus ao nome.  Além disso, vale a pena esticar até Estoril, outra cidade litorânea (mais elegante e conhecida como a Riviera portuguesa), coladinha à Cascais. Para chegar nelas, há trens saindo do Cais do Sodré, em Lisboa, a cada 20 minutos.

COSTA DA CAPARICA

Uma das viagens mais gostosas desde Lisboa, principalmente se você chegar à Costa da Caparica de barco. Para isso, é preciso pegar um ferry desde o Cais do Sodré de Lisboa (sai de 15 em 15 minutos) até a cidade de Cacilhas e, de lá, pegar o ônibus 135 até o centro da Costa da Caparica. Você também pode ir direto de Lisboa em um ônibus da linha Transportes Sul do Tejo (saindo da Praça da Espanha) ou o número 75 (saindo da estação de metrô Campo Grande). A Costa da Caparica é uma faixa de oito quilômetros, bem confortável, que conta com bares e restaurantes pitorescos na orla.

Pronta para mergulhar na Costa da Caparica

No verão, um trem percorre toda essa extensão, com 20 paradas. As praias mais próximas do centro, como as do Norte e São Sebastião, atraem mais as famílias, enquanto as mais afastadas são preferidas pelos jovens. A Praia do Castelo (11ª parada do trem) e a Praia da Bela Vista (17ª parada) são frequentadas por homossexuais e nudistas. Adorei passear por sua orla, atenta às barraquinhas de quitutes, como o filhós,  espécie de bolinho doce frito, típico do Natal. Pulei de emoção ao encontrá-lo em pleno verão português. Isso depois de ter me empanturrado com uma açorda de frutos do mar, sopa no pão que figura no cardápio de qualquer restaurante da orla.

Setúbal (com seu castelo e a primeira igreja manuelina de Portugal), Mafra (famosa por seu luxuosíssimo Palácio Nacional) e Cacilhas (conhecida por seu Cristo Rei, uma estátua de 28 metros que lembra nosso Cristo Redentor) também são outras day trips populares saindo de Lisboa.

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Personal Trip

About the Author

Depois de três anos morando na Europa, Clarissa foi multada ao voltar ao Brasil. Motivo: excesso de bagagem. Mas não se arrepende. Afinal, eram muitas histórias e dicas para trazer na mala e ela não queria deixar nenhuma para trás.

4 Respostas para “ Opções de bate-volta de Lisboa: praias, montanhas e castelos ‘à la carte’ ”

  1. e Portugal está sempre pronto para receber turistas, temos cantos super bonitos por descobrir mesmo fora dos guias turísticos oficiais! Descubram, acreditem que vão gostar!

  2. Ótimo blog! Fácil acesso e bons posts! Podemos trocar informações. Também tenho um blog de viagens bastante interessante.

    att
    Cooltrips

  3. Oi, Gabriela, não conhecia, não. Obrigada pela dica!

  4. Clarissa, não sei se você já conhece, mas sugiro visitar um blog que encontrei que se chama “Lisboa para brasileiros”. Nele observei várias dicas interessantes para quem vai viajar para a capital portuguesa. Aliás, você pode até deixar comentários em um tópico que se chama “Lisboa eu fui”. Vale a pena conferir!Abs…

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