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Manaus, a porta de entrada da Amazônia

Manaus foi a minha porta de entrada para a Amazônia. Passei, ao todo três dias lá, entre a ida e vinda dos dias na floresta. A primeira coisa que me vem à cabeça quando me lembro de lá é: calor.

Veja fotos da Amazônia

Cheguei lá acreditando que, carioca da gema, ia tirar isso de letra. Mas que nada. Em pleno mês de agosto, as altas temperaturas de lá são sufocantes. Prepare roupas leves e sandálias.

ESCALADA DE ÁRVORES – O meu passeio favorito foi o arvorismo. Na verdade, era uma escalada de árvore, com descida em rapel. Elas podem ter de 30 a 70 metros de altura e eu fui com os meninos da Amazon Tree Climbing, os primeiros a se especializarem em escaladas de no Brasil. A equipe nos buscou e nos deixou no hotel e o passeio todo durou cerca de 4 horas.

Escolhemos a menor árvore pelo preço. Localizada dentro de uma mata nativa, que eles chamam de floresta primária, subimos uma de pouco mais de 30 metros, de uma espécie ainda não catalogada pelos botânicos.

A experiência é incrível. Fechamos através de uma operadora, mas lá conhecemos o pessoal da Amazon Tree Climbing, que são os pioneiros nesse esporte no Brasil e eles fecham o passeio direto e mais barato. Pegam e devolvem no hotel.

PONTOS TURÍSTICOS – Os manauaras que me desculpem, mas eu acho que dois dias está de bom tamanho pra conhecer a cidade. Até porque eu acho que o filé mesmo está em ir para a floresta e não ficar na capital. Tem um parque nacional na cidade vizinha de Presidente Figueiredo que falam maravilhas, mas não conseguimos tempo pra ir.

teatro municipal de manaus

Teatro Municipal de Manaus

No Centro da cidade, você consegue garantir seus suprimentos de artesanato local no Mercado Municipal. Na vizinhança tem ainda o Palacete, que é um antigo quartel que virou museu e tem um café fofo dentro, e o Teatro Municipal, que é lindo, do século 19, se não me engano – a entrada é R$ 10 por pessoa, mas dar uma volta pela praça e tirar umas fotos por fora nem é má ideia pra quem tiver duro.

Mais distante do Centro tem a orla de Ponta Negra, que é bonita e tem algumas coisas pra comer, mas nada extraordinário. No bairro de Aleixo fica o Instituto Nacional de Pesquisas Amazônicas (Inpa), de fácil acesso de ônibus partindo do centro ou uns R$ 30 / R$ 40 de táxi. Lá dentro tem o Bosque da ciência, com bichos em cativeiros e alguns soltos e exemplares que não é sempre que se consegue ver, como o peixe-boi, ariranha, jacarés enormes, tartarugas e outras espécies que vivem nas margens dos rios Negro e Solimões. Foi lá também que vimos a maior folha do mundo, com mais de 2 metros de altura por 1,5 de largura.

HOSPEDAGEM – Por conta das coisas a conhecer no Centro e sua proximidade com o cais – já que íamos partir de barco pra floresta -, optei por me hospedar no Centro. Primeiro reservei o Manaus Hostel, na rua do Teatro Municipal. É bem barato e a galera é bem receptiva. Fechamos um quarto triplo com ar-condicionado e banheiro compartilhado. Mas o ar-condicionado só podia ser ligado das 21h às 7h e, quando chegamos lá, vimos que o quarto não tinha janela. Com o calor enlouquecedor de Manaus, era praticamente como ser posto pra fora da cama todo dia às 7h.

tacacá - manaus

Comendo um legítimo tacacá: espécie de sopa de camarão com ervas

Então, com a dica de um casal espanhol que conhecemos na selva, nos mudamos para o Sombra. Mais perto do cais e numa área mais feia do Centro. Mas por R$ 30 a mais, descolamos um quarto com banheiro privativo, TV, frigobar e ar-condicionado liberado. Valeu muito a pena. Perto dali, na mesma faixa de preço, nos falaram muito bem também do Hotel Internacional.

GASTRONOMIA – O tacacá está para a Amazônia como a tapioca está para o nordeste. Voltar de lá sem nem provar não existe. É uma espécie de caldo de camarão com ervas de sabor forte beeem gostoso.

Na praça do Teatro Municipal tem o Tacacá da Gisela, que domingo coloca ao ar livre um projetor com DVDs clássicos de MPB e, às quartas, rola um jazz ao vivo. Em frente tem a Casa do Pensador, com comida bonita e preço e sabor honestos.  No Centro comemos muito bem no rodízio do Búfalo Grill.

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Personal Trip

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De moto, barco, carro, avião, trem ou ônibus, para Alícia o importante é viajar, conhecer lugares novos, sem deixar de desbravar o Brasil.

Uma resposta para “ Manaus, a porta de entrada da Amazônia ”

  1. Não a porta de entrada da Amazonia é Belém

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