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Mala de rodinhas ou mochilão: qual é a sua?

A mala de rodinhas foi uma boa opção para mim em uma viagem curta pelo País Basco

Parece simples, mas não é. Uma mala inadequada pode estragar sua viagem, como a gente já relatou por aqui anteriormente. Além de levar em conta a qualidade e o tamanho da sua companheira, é preciso saber que formato é o ideal para sua próxima aventura. Por isso, fizemos um pequeno debate entre nós analisando os prós e contras de cada opção.

Veja aqui dicas de como arrumar a mala.

MOCHILÃO

 

🙂

É a bagagem mais representativa do viajante aventureiro, preferida normalmente pelos mais jovens e geralmente associada ao turista descolado e não gastador. É perfeita viagens longas, com muitas paradas e cidades; viagens para países mais exóticos, pouco ou nada turísticos, além de viagens que incluam hospedagem em albergues (vários não têm locker ou só oferecem espaços onde não cabem malas). Sem contar que chamam menos a atenção de ladrõezinhos do que as malas tradicionais – ainda há quem pense que todo mochileiro é pobre.

Alícia não se importa em levar nas costas um mochilão maior que ela

🙁

O principal problema é mesmo o peso nas costas e o calor que a mochila proporciona, caso o passeio seja em épocas quentes. É preciso ser muito disciplinado para não exagerar na bagagem e resistir a lembrancinhas que depois terão que ser carregadas. Não conseguir visualizar tudo o que você tem também gera um certo estresse quando se está com pressa. Normalmente, as roupas ficam amassadas e, depois de vários dias, a organização costuma diminuir – é quase certo você não saber mais onde estão alguns objetos lá pela segunda semana.

MALA DE RODINHAS

🙂

Não costuma fazer muito sucesso entre nós porque de fato pode ser um trambolho. Porém, no caso de viagens curtas (sabe aquele fim de semana em Penedo?), viagens para locais com boa infraestrutura (como resorts e cidades grandes) e em viagens com uma ou duas paradas, ela pode ser, literalmente, uma mão na roda. Se você vai passar uns dias em Paris, por exemplo, em um hostel com quarto próprio, por que enfiar suas roupas numa mochila podendo deixar que elas se espalhem à vontade em uma malinha? Também é uma boa para o caso de viagens compartilhadas (na foto de abertura aparece a mala que dividi com meu marido), viagens com compromissos sociais (é incômodo levar um vestido ou terno pendurados no carro ou no avião) e viagens com muitas compras. Se você é obcecado com organização, é a melhor opção também, já que dá para arrumá-la com mais conforto. Agora, o ideal é que seja média ou pequena, porque um malão de rodinhas é trambolho em qualquer situação.

🙁

Se você pensa em pegar transporte público o tempo inteiro, pesquise bem como são os da(s) cidade(s) para onde você vai. Eu confesso que não me importo em passar um perrenguinho na hora de sair e chegar, caso avalie que vale a pena levar minha malinha em vez da mochila. Até porque muitos aeroportos têm metrô e ônibus especiais já pensados para os viajantes. Dentro da cidade é outra história. Um bom indicativo é saber se o destino conta com facilidades para cadeirantes, pois rampas e elevadores também ajudam aos turistas. Assegure-se de que é realmente uma boa mala, já que uma roda quebrada é uma das situações mais irritantes que podem acontecer numa viagem. E prefira as que têm com rodinhas que se movem para todas as direções.

Isa teve as duas experiências em uma mesma viagem

OS DOIS LADOS

Alícia: “Eu sou adepta do mochilão. Porque parto da premissa de que só devemos levar uma mala que possamos carregar e não há melhor maneira de carregar sua tralha do que nas costas. Mesmo em viagens mais longas, já aconteceu de eu levar uma grande mala para deixar na cidade principal e abastecer o mochilão com as viagens curtas das férias.”

Flávia: “Eu sempre fui mais adepta do mochilão pela mobilidade que ele proporciona. E também depois de numa viagem ter visto uma amiga passar perrengue nas escadarias de metrôs com uma mala de rodinhas superpesada. Mas de uns tempos para cá comecei a achar o mochilão mais adequado nas viagens para lugares com pior infraestrutura, tipo ruas sem asfalto, onde levar as rodinhas para lá e para cá pode ser mais difícil. Em aeroportos e lugares mais urbanizados, a mala de rodinhas funciona à perfeição. Mas não tem jeito, com uma escada no meio do caminho qualquer mala é sofrida.”

Isabella: “Na última viagem que fiz vivenciei na pele o dilema mochilão x mala de rodinha. Eu optei pelo primeiro enquanto minha mãe optou pela segunda na viagem que fizemos a Argentina e Uruguai, em setembro. O primeiro entrave apareceu na chegada ao albergue de Buenos Aires: uma escadaria enorme logo de cara e sem elevador. Eu subi (com minha mochila nas costas) e pedi gentilmente que o mocinho me ajudasse com a mala da minha mãe. Ainda nos deparamos com algumas dificuldades, ora para uma, ora para outra, e por fim, mais uma escadaria (sem elevador, claro) para chegar ao quarto do hotel de Montevideu. Mas no fim, muitas das minhas comprinhas terminaram na mala da minha mãe, que era onde tinha espaço. :)”

Veja também: “Dez perguntas de primeira viagem”.

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Personal Trip

About the Author

Depois de três anos morando na Europa, Clarissa foi multada ao voltar ao Brasil. Motivo: excesso de bagagem. Mas não se arrepende. Afinal, eram muitas histórias e dicas para trazer na mala e ela não queria deixar nenhuma para trás.

3 Respostas para “ Mala de rodinhas ou mochilão: qual é a sua? ”

  1. Eu não consigo aderir o mochilão! Mesmo sendo viagem corrida ou cheia de baldiações, levo sempre a tradicional mala de rodinhas mesmo. Já conseguí fazer uma viagem de 15 dias entre países distantes e com climas diferentes levando apenas a mala de mão! Claro que o sobretudo e a máquina fotográfica ficaram fora da mala… Dependendo da low cost isso ainda é permitido! 🙂

    Abs!

  2. Essa é uma boa mesmo, Ítalo. Ainda não provei essa mochila com rodas, mas já vi muita gente com elas. Abraços!

  3. te dizer q comprei uma mochila (não mochilão) com rodinha e foi a melhor parada. Viajei 15 dias por Cuba com ela. mto boa! mas é beeem pequena, menos da metade de um mochilão. Uma viagem prum lugar frio, ou mais de 15 dias se torna inviável… mas pro calor, até 15/20 dias, rola tranquilo. voltei até c garrafa de rum dentro da mochila/mala.

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