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Madri: charme e modernidade da Villa y Corte

Ela ainda não figura na lista de cidades europeias mais modernas, posto abocanhado por Barcelona dentro da Espanha. Talvez seja pelo ar monárquico que paira na capital espanhola, que lhe deu o apelido de Villa y Corte. Injustiça. Madri está cada dia mais antenada com as tendências e é uma cidade para se comer com dez talheres. Literalmente, já que sua oferta gastronômica é interminável. Este  post é um resumo básico pra conhecer a cidade.
Todas as luzes da Gran Vía, uma das ruas mais movimentadas da cidade

Todas as luzes da Gran Vía, uma das ruas mais movimentadas da cidade

O QUE VER: Madri é uma das cidades mais bem-organizadas da Europa. Tudo está super bem sinalizado, o metrô é gigantesco (14 linhas), os guardas são bacanas, ou seja, é uma cidade fácil de se localizar, ideal para quem vem sem pacote (aliás, pacote não vale a pena em nenhuma grande cidade europeia). Para começar, a não ser que você tenha ou esteja com alguém de dificuldades de locomoção, não caia na tentação do double-decked bus (16 euros), ônibus turístico que existe em várias cidades. Porque esta é uma capital para se conhecer e descobrir a pé.  Seu recorrido pode começar na Plaza de la Puerta del Sol, o marco zero da cidade.

Puerta del Sol (metrô Sol) – Na verdade, não há porta nenhuma, o Sol é o encontro de várias ruas antiquíssimas, hoje famosas por hospedar várias lojas (mais detalhes aqui). A partir de lá você pode começar a recorrer o Centro e o chamado “Madrid de los Austrias”, zona onde a dinastia dos Habsburgo construiu diversos edifícios e monumentos. Começa no Sol, passa pelas calles Arenal e Mayor (onde se encontra a famosa Plaza Mayor, praça fechada e cheia de terrazas, ou seja, mesinhas do lado de fora)  até o bairro La Latina (conhecido por seus bares) e a Plaza de Oriente, que fica em uma das laterais do Palácio Real (9 euros. Troca de guarda grátis, quartas-feiras, 11h).

Turistas lotam a Plaza de la Armería para ver a troca de guarda

Turistas lotam a Plaza de la Armería para ver a troca de guarda

Há duas formas de chegar ao Palácio desde o Sol. Atravessando a calle Mayor ou a calle Arenal. Se optar por esta última (o ideal é passar pelas duas), você vai topar com o Teatro Real (metrô Ópera), na Plaza de Isabel II, antes de dar com a Plaza de Oriente. Se for pela calle Mayor, vai sair mais perto da Catedral de Nuestra Señora de la Almudena, padroeira da cidade, coladinha ao Palácio.

Plaza de España (metrô Plaza de España). Da Plaza de Oriente, você pode ir seguindo pela calle Bailén (dando uma parada nos Jardines de Sabatini), até alcançar a Plaza de España, com sua estátua de Don Quixote. À esquerda da praça, está a zona do Proyecto Km 0,8, área dos cinéfilos, reunindo as salas cinemas, lojas e bares que interessam a apaixonados pela sétima arte. Subindo pela calle de Ferraz, você vai ver os Jardines de Ferraz, que albergam o curioso Templo de Debod, uma construção de mais de 2000 anos doada pelo Egito a Espanha. O pôr-do-sol dali é maravilhoso.

Madri artística – Para chegar à artéria cultural da cidade, o Paseo del Prado, desça na estação de metrô Banco de España. Se já estiver pelo centro e quiser ir a pé, você pode, da Plaza de España, descer a Gran Vía (que completa 100 anos em 2010) até chegar à Plaza de Cibeles, que separa o Paseo de Recoletos do Paseo del Prado. Se estiver perto do Sol, vá para o lado oposto à calle Mayor/ calle Arenal e desça a calle Alcalá ou a Carrera de San Jerônimo. Se optar por esta última, você vai poder ver o modernoso edifício do Congreso de los Diputados, que mistura uma arquitetura ousada com colunas neoclássicas em sua fachada. Também vai passar pelo Hotel Palace, na Plaza de las Cortes, um dos mais luxuosos da cidade. A diferença de ir pela Carrera de S. Jerônimo é que por ela você já vai sair no Paseo del Prado, em frente à Plaza del Neptuno (ou Plaza Cánovas del Castillo), ou seja, na cara do Museo del Prado.

E aí você já estará no meio do “triângulo dos museus”, formado pelo Museu do Prado (fecha às segundas; de 6 a 9 euros, grátis aos domingos e de terça a sábado entre 18h e 20h), Museu Thyssen-Bornemisza (de terça a domingo, de 10h às 18h30; de 5 a 9 euros) e o Centro de Arte Reina Sofia (diariamente exceto terças, 10h às 21h, domingos de 10h às 14h30; 6 euros, grátis aos sábados à tarde e domingos). São todos ótimos e imperdíveis, mas se você quiser optar por um ou dois, saiba que o Prado é o maior de todos, o equivalente ao Louvre francês, com o melhor da arte até o século XIX e os quadros mais importantes de Goya e Velázquez (“Las Meninas” está lá), além de pintores relevantes de vários países. O Reina Sofía (que está situado um pouco depois do Paseo del Prado, metrô Atocha) é o museu que reúne artistas modernos, como Picasso (“Guernica” não sai de lá por nada), Miró, Juan Gris ou Kandinsky. Já o Thyssen vale a pena por sua organização e por um acervo que reúne trabalhos dos artistas acima e muitos outros. Suas salas mostram desde pintura do século XIII até pop-art, uma aula de arte exibida em ordem cronológica e nada exaustiva.

E vale lembrar que este triângulo deve virar um quadrilátero com a inclusão do caçula CaixaForum (de segunda a domingo, 10h às 20h; grátis), centro de arte moderninho que se instalou no Paseo del Prado em 2008 e que sempre traz uma exposição bacana (já teve sobre Alphonse Mucha e Charles Chaplin). Consumistas vão pirar com a lojinha, que está cheia de artigos criativos e diferentes dos batidos souvenirs de museus mais tradicionais. Uma dica: Não deixe para ver todos os museus em um dia. É humanamente impossível. Se você não tiver dias suficientes para distribuí-los, escolha o que mais lhe interessa e vá fundo. E não se esqueça de dar uma relaxada depois no Parque del Retiro, pulmão da cidade, que está ali pertinho do Prado, passando pela bonita Puerta de Alcalá.

Momento relax no Parque del Retiro

Momento relax no Parque del Retiro

ONDE FICAR: Esta dica é meio difícil para mim porque sempre fiquei na casa de alguém e depois vim pra morar, ou seja, não tenho experiência de hospedagem em Madri. Mas recomendo tentar ficar no centro de qualquer maneira, até para economizar no metrô (aliás, vale a pena comprar o passe de 10 viagens, que custa 7,40 euros, enquanto o bilhete unitário vale 1 euro) . O Sol, a Gran Vía e a Plaza de España têm muitas opções de hospedagem e o lance é ficar por ali. Hospedar-se nas áreas de La Latina, Tribunal ou Bilbao é uma boa para os boêmios, mas também pode ser garantia de ruído na sua janela. Salamanca, Goya, Argüelles, San Bernardo e Velázquez são as zonas pijas (mais ricas) da cidade. São bairros lindos, de onde se chega ao centro super fácil, mas pode ser que fazer um lanche ou comprar uma garrafa d’água neles saia mais caro.

PERIGOS E ADVERTÊNCIAS: Quem avisa amigo (e vítima) é. Madri não é mais nem menos perigosa que qualquer outra cidade grande. Mas se tem um esporte nacional que não sai de moda lá é o de bater carteira. Dificilmente você vai ser assaltado com arma (não vai ficar andando sozinho em rua deserta e escura, né?), mas a chance de roubarem sua carteira (principalmente quando você estiver enrolado com malas ao chegar e sair da cidade) é altíssima. O metrô é o ambiente preferido dos ladrõezinhos, sobretudo na hora de entrar ou sair do vagão nas estações de Sol, Gran Via, Plaza de España, Cuatro Caminos, Nuevos Ministérios ou Plaza de Castilla. Mas pode acontecer em outras também e claro, na rua, principalmente no centro, e até dentro de lojas e bares (eu já vi, ou melhor, só vi depois que pegaram o casaco de uma amiga). Fique MUITO atento porque acontece todo dia mesmo.

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Personal Trip

About the Author

Depois de três anos morando na Europa, Clarissa foi multada ao voltar ao Brasil. Motivo: excesso de bagagem. Mas não se arrepende. Afinal, eram muitas histórias e dicas para trazer na mala e ela não queria deixar nenhuma para trás.

7 Respostas para “ Madri: charme e modernidade da Villa y Corte ”

  1. Oi, Juliana. Há quase um ano retornei à Espanha para uma viagem parecida com meu filho de um ano. O que posso dizer da experiência é que você deve mesmo ficar em poucas cidades pois os deslocamentos internos são cansativos para eles. Eu fiquei baseada em Cádiz e foi ótimo, pois a cidade tem estrutura e praia e várias atrações ao redor (Pueblos Blancos como o lindo Arcos de la Frontera, a charmosa praia de Puerto de Santa María, as bodegas en Jerez de la Frontera). Acho uma boa opção. Se estiver com disposição, pode ir a Maiorca, que eu amo de paixão, mas aí seria mais um avião com o pequeno. Melhor ficar pela Andaluzia mesmo. Beijos e boa viagem

  2. Ola, Clarissa.
    Estou indo daqui um mês, em Agosto com o meu marido e o meu bebe de 4 meses para a Espanha. Teremos 16 dias ao total. QUeremos estabelecer até uns 3 cidades para pernoite… A ideia eh ficar em Madri, Sevilha e alguma praia. Alguma sugestão?

    Obrigada.

  3. Oi, Vinicius, acho que é tranquilo levar sua filha, sim. Em Maiorca você terá que alugar carro, então fica bem fácil para vocês. Veja mais dicas aqui:

    http://asviajantes.com/viagem/maiorca-para-comecar-bem-o-verao-na-europa

    Abs!

  4. Oi Clarissa,

    Estou querendo viajar para Madri e Maiorca no ano que vem com minha esposa e filha que terá 1 ano e meio. Você acha que está é uma viagem tranquila de se fazer com um crianção tão pequena?

    Grato,
    Vinicius

  5. Adorei! Tudo anotado!!

  6. Adorei as dicas! Vou imprimir e levar comigo cada uma delas! thanks***

  7. HI,

    Lovely post looking forward for your blogs

    Regards,
    http://www.hotelclarkgreens.com

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