• RSS
  • As Viajantes no Facebook
  • Siga-nos no Twitter

Maceió, minha sereia

Maragogi: Que vidinha mais ou menos, hein

Maragogi: Que vidinha mais ou menos, hein

Tá bom, o título tá cafona, mas é que só quem tem raízes em Alagoas já ouviu os versos de Carlos Moura sobre a capital do estado. Como disse aqui há alguns posts atrás, parte da minha infância foi passando os dois meses de férias escolares lá. E, acredite, mesmo depois de 30 anos indo e vindo, ainda tem um monte de praia na região que eu não conheço.

PRAIAS
Diferente do Rio as praias urbanas não são as preferidas dos ‘locais’. Por isso, um passeio no calçadão ou de carro pela orla de Ponta Verde, Jatiúca ou Pajuçara estão de bom tamanho. Aliás, em Pajuçara tem uma feirinha de artesanato bacana, bons lugares pra comer tapioca e um passeio de jangada. Mas, como a vista do mar são os prédios da orla, voto deixar o passeio para Maragogi ou Paripueira.

Você não pode deixar de ir à Praia do Francês, fica a meia hora ao sul da cidade. Do lado esquerdo é point de surfistas e, do meio para o canto direito, é como uma piscina formada pelos arrecifes. De lá sai um passeio com um barco de funde de vidro que pode ser uma opção de passeio.

Só o mar e os coqueiros no Gunga

Só o mar e os coqueiros no Gunga

Também ao sul, mas um pouco mais longe, fica a Praia do Gunga. Dentro de uma propriedade privada, lá tem uma infra bacana que souberam explorar, restaurante, banheiros limpos e chuveirões. Dá para passar o dia. Antes ou depois, siga um pouco adiante da entrada e vá conferir o Mirante do Gunga, dá para ver todo o coqueiral com a praia ao fundo.

Para quem tiver num clima romântico e tiver uns dias a mais por lá, Sonho Verde é uma praia com apenas um (bom) restaurante e muitos coqueiros, numa vista incrível. Também próximo tem Paripueira, com passeio de jangada com piscinas naturais, assim como Maragogi. As duas ficam ao norte de Maceió e pouco mais ou menos de uma hora de lá. O ideal é chegar lá cedo, umas 8h ou 9h, para conseguir aproveitar o passeio. Por causa da maré, ele não dura o dia todo. Uma boa dica é já deixar um peixinho encomendado numa das barrascas da praia na ida e saboreá-lo prontinho na volta.

Pro mesmo lado tem algumas praias menos populosas que também são lindas, como Carro Quebrado, Porto da Rua, São Miguel dos Milagres (que tem post aqui) e Japaratinga, que, assim como São Miguel, conta com pousadas bacanas a esquema de meia-pensão de você chorar pra não voltar pra casa (todas essas estão na lista de coisas que eu ainda não fiz lá).

A foz do Rio São Francisco em Piaçabuçu

A foz do Rio São Francisco em Piaçabuçu

RIO SÃO FRANCISCO
No sul do estado, em Piaçabuçu, tem o passeio à foz do Velho Chico e o seu encontro com o mar. Mas é um passeio indicado para quem vai ficar mais dias em Alagoas, já que não é tão perto de Maceió (mas dá pra ir e voltar no mesmo dia).

Para quem quiser visitar os Cânions, tem que ir até Piranhas, um pouco antes das formações rochosas, mas tem também um passeio até o local onde Lampião e Maria Bonita morreram. A paisagem é incrível e inimaginável pra gente que só pensa em dunas e coqueirais quando pensa em Nordeste.

HISTÓRIA
Próximo à Praia do Francês, a cidade de Marechal Deodoro mantém até hoje a casa onde nosso proclamador da República viveu, com móveis da época, fotos e documentos. Vale uma ida, de repente, casada com a praia. Porque, além do museu, não tem muita coisa.

Memorial Zumbi dos Palmares (Foto tirada do site: www.turismo.al.gov.br)

Memorial Zumbi dos Palmares (Foto tirada do site: www.turismo.al.gov.br)

Palmeira dos Índios tem vestígios de quilombos. Segundo a história, é nessa região que Zumbi teria se escondido e fundado um dos primeiros quilombos do país e é a cidade natal de Graciliano Ramos. Tem também a  cidade de Penedo, com construções históricas, mas lá eu nunca fui, não posso dar detalhes.

GASTRONOMIA

Num movimentado quadrilátero entre os bairros  da Jatiúca e Ponta Verde estão alguns restaurantes que valem a visita. O Divina Gula, apesar de não ser especialista na comida nordestina é dos deuses. perto dali, o Maria Vai Com As Ostras tem caldinhos e, claro, ostras.

Para quem não abre mão de uma boa massa, o Massarella cumpre bem o seu papel, junto com a pizzaria Armazém Guimarães na esquina da mesma rua. Para os fãs de um clima mais intimista, o supermercado Palato guarda nos fundos da loja 24h um reservado bistrô, em que você pode comprar o vinho no mercado e levar para beber acompanhando os quitutes.

Quer imprimir este post? Clique aqui

Personal Trip

About the Author

De moto, barco, carro, avião, trem ou ônibus, para Alícia o importante é viajar, conhecer lugares novos, sem deixar de desbravar o Brasil.

5 Respostas para “ Maceió, minha sereia ”

  1. Oi Carolina, seria ótimo se você pudesse recomendar outras atrações de Maceió para os viajantes que passam por esse blog – inclusive nós, que escrevemos. Infelizmente nem sempre é possível conhecer numa viagem tudo de interessante que uma cidade tem a oferecer e às vezes a gente acaba priorizando um tipo de atração no lugar de outra. Mas sua contribuição com dicas seria ótima para futuras viagens a Maceió.
    Beijos,
    As Viajantes

  2. Só faltou falar dos Museus e Teatros de Maceió… Temos programações além das praias…

  3. Maceio e uma maravilha,sinto tanta saudade de la e nao vejo hora de volta.ADOROOOOOOOOOOO…….

  4. Oi Éder,

    Na verdade as praias urbanas não são as mais bonitas e nem as mais bem frequentadas, mas nada que te impeça de, num dia de preguiça, ficar por lá mesmo. Só que, num roteiro apertado, dê preferência às outras praias que vai valer a pena.

    bjos

    Alícia

  5. Oi.

    Vou a Maceió em abril. Ficarei em Pajuçara. Vocês não gostaram das praias urbanas? Quais os problemas delas?

    Abs,

    Éder
    ederyanaguita[arroba]uol.com.br
    Campo Grande – MS

Deixe uma resposta

Você pode usar estas tags xHTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <blockquote cite=""> <code> <em> <strong>