• RSS
  • As Viajantes no Facebook
  • Siga-nos no Twitter

Lindau, charme multicultural no Lago Constance

O Leão Bávaro e o novo farol recebem quem chega de barco a Lindau. Lá no fundo, Áustria e Suíça

A viagem foi a trabalho e eu agradeço a oportunidade profissional que me fez conhecer essa ilha encantadora. Lindau normalmente não figura nos principais roteiros turísticos da Alemanha. Digo, não nos roteiros internacionais, porque entre os alemães ela é bem famosa. Um oásis de tranquilidade, levemente quebrada durante o verão. Apesar do tempo instável, é um dos lugares favoritos das germânicas para exibir o biquinão e boiar nas calmas águas do imenso Lago Constance (tem mais de 500 quilômetros quadrados), dividindo o espaço aquático com simpáticos patinhos – uma das iguarias da culinária local, diga-se de passagem.

A linda fachada do Old Town House

Lindau é uma parada perfeita para um roteiro que inclua Suíça e Alemanha ou Áustria e Alemanha. Grande parte dos trens que param nela estão a caminho de Muniqueque está entre duas e três horas de distância, dependendo do trem ou da autopista que você escolher, podendo valer uma day trip da cidade do Oktoberfest.

No Constance (Bodensee, para os alemães), além dela, também há as ilhas Maioau e Reichenau. O grande charme de Lindau é sua localização próxima a três países. É oficialmente uma cidade alemã, na Baviera (se estende além da ilha para o continente, ligada por pontes), mas, só para se ter uma ideia, eu cheguei a ela via Suíça (há trens frequentes de Zurique rumo à ilha) e, numa noite lá, fui jantar na Áustria. É pertinho assim mesmo. Daí o caráter multicultural do lugar.

PASSEANDO

Turistas nadam com patos

Pequenina, com apenas 33 quilômetros quadrados de área, pode ser percorrida a pé. Seu centro histórico é charmoso e elegante, com cafés, restaurantes e edifícios preservados. Flores nas sacadas, ruas de pedestre e gaivotas completam a paisagem. O walking tour clássico começa no porto, com o velho farol Mangturm, construído no século XIII. Dele, vemos o novo farol na água, que, ao lado da estátua do Leão Bávaro, dá as boas-vindas a quem chega de barco. Ambos são do século XIX, construídos após a expansão do porto.

O percurso continua em direção ao interior da ilha, passando pela Fonte Lindavia e pela impressionante fachada do Old Town Hall, toda pintada por Josef Widmann. A construção é do século XV (as pinturas, mais recentes, têm 200 anos) e já foi ocupada por políticos, mas hoje abriga a biblioteca pública da cidade. Também vale uma foto na Barfüsserplatz, onde está o Teatro Municipal, nas fofas igrejas e na Haus zum Cavazzen, lindo edifício que, quando fui, estava expondo uma mostra do Marc Chagall bacana.

Esperando o zepelim decolar

Andar de barco no lago e nadar são atividades obrigatórias, uma delícia. Mas o passeio inesquecível é pelo ar. Já andou de zepelim? Se não, a cidade alemã de Friedrichshafen, a meia hora de Lindau, é a sede da empresa ZLT Zeppelin, que realiza pesquisas, faz zepelins publicitários e, claro, organiza voos turísticos. Para mais informações e reservas (são bem concorridos, é preciso ver com antecedência), clique aqui. Os voos custam a partir de 200 euros por pessoa.

RESTAURANTES E HOSPEDAGEM

A ilha também é conhecida por ser a anfitriã de um encontro que reúne anualmente, há mais de 60 anos, a nata da ciência mundial, com o Lindau Nobel Laureate Meeting, com palestras de dezenas de ganhadores do Prêmio Nobel. Cada ano é um tema e eu fui cobrir o de 2012 (daí a viagem a trabalho), que foi Física. Ou seja, além de linda, pode-se dizer que é uma ilha “de excelência”. 🙂

Por conta dessa cobertura, comi muito bem e me hospedei em um dos melhores hotéis da cidade. Não são opções exatamente baratas, mas eu recomendo. Fiquei hospedada no Lindauer Hof, que tem vista para o porto, bem bonito. Comi bem nos restaurantes Alte Post Gasthof (aconchegante e tradicional), no Wissingers (mesmo estilo) e no Mole 3, um café à beira-lago. Se o tempo estiver ruim, fique na parte de dentro, porque a chuva pode cair a qualquer momento. O jantar na Áustria foi na cidade de Eichenberg, no lindo Schönblick. Como fica numa colina, é possível ver de lá a ilha. Vale muito a pena.

 

Personal Trip

About the Author

Depois de três anos morando na Europa, Clarissa foi multada ao voltar ao Brasil. Motivo: excesso de bagagem. Mas não se arrepende. Afinal, eram muitas histórias e dicas para trazer na mala e ela não queria deixar nenhuma para trás.

Deixe uma resposta

Você pode usar estas tags xHTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <blockquote cite=""> <code> <em> <strong>