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Lanzarote, uma introdução às Ilhas Canárias

Os camelos entre as Montanhas de Fogo - lanzarote

Os camelos entre as Montanhas de Fogo

Quando recebi um convite para ir a Lanzarote, ou Lançarote, eu sabia apenas que essa ilha vulcânica tinha sido escolhida como refúgio pelo Nobel de Literatura José Saramago e que tinha servido de cenário para um filme recente do Almodóvar. Bastou uma rápida busca no Google para me encantar pelas paisagens áridas, entre vulcões adormecidos, salpicadas por vilas de casinhas rústicas caiadas.

Apesar de estar na altura da costa africana, próxima ao Marrocos, Lanzarote faz parte da Espanha e integra o arquipélago das Ilhas Canárias. No arquipélago, é a ilha mais próxima ao continente, a mais ao leste. O clima é seco e a temperatura é amena quase o ano inteiro, apesar dos fortes ventos.

Como no resto das Canárias, Lanzarote recebe muitos turistas europeus em seus muitos resorts, mas ainda é das menos concorridas. Para chegar à ilha, há voos low cost pela Easyjet e outros por companhias tradicionais, como a Spanair. A partir de Madri, o voo para o aerporto da capital, Arrecife, dura cerca de três horas.

Há três pólos turísticos que concentram uma maior oferta de serviços para turistas: Puerto del Carmen, Costa Teguise e Playa Blanca. Essas cidades estão bem preparadas para receber os turistas, com hotéis, restaurantes e lojas de tdo tipo. Mas, uma vez em Lanzarote, sugiro alugar um carro para explorar cada pueblo, praia, penhasco.

Os resorts são confortáveis, mas escondem o charme e a história dessa ilha castigada por erupções vulcânicas, que moldaram a natureza a ponto de o lugar ter recebido o título de Reserva da Biosfera da Unesco.

Os vinhedos característicos da ilha formam La Geria - Lanzarote

Os vinhedos característicos da ilha formam La Geria

Algumas boas estradas cortam a ilha de norte a sul, leste a oeste. Mas há muitas outras, secundárias, a serem exploradas, o que torna a expedição mais emocionante se for feita a bordo de um 4×4. A ordem é por o pé na estrada, mas seguem aqui algumas dicas de pontos turísticos obrigatórios:

Parque Nacional de Timanfaya – O parque é uma área protegida que reúne vulcões e geiseres. Na entrada, no Museu de Rochas, o visitante descobre um pouco mais sobre os rios de lava que formaram a paisagem árida, negra e vermelha. No centro do parque estão as Montanhas de Fogo, vulcões com alguma atividade (monitorada 24h por dia), por onde é possível fazer um passeio em ônibus especial. No topo de um deles está o Restaurante del Diablo, onde a comida é preparada no calor do próprio vulcão. Em outra área do parque, mas ainda nas Montanhas de Fogo, é possível também fazer um passeio de camelo.

El Golfo – É uma formação vulcânica na costa oeste da ilha. Parte de um antigo vulcão protege uma lagoa de água verde esmeralda.

Salinas del Janubio – O litoral oeste é rico em penhascos e praias. As salinas chamam a atenção pelo degradê de cores, do vermelho ao branco.

 

A areia dourada da praia na Costa Papagayo - Lanzarote

A areia dourada da praia na Costa Papagayo

 Los Hervideros – Descendo do Golf em direção às Salinas de Janubio estão penhascos que pedem uma visita. Há caminhos para que o visitante percorra em segurança e encontre os melhores ângulos para fotos.

La Geria – As videiras sã plantadas de uma forma totalmente característica na ilha. São buracos no slo vulcânico, onde a planta reina absoluta e protegida do vento por um pequeno muro de pedras, em formato de meia-lua. Vale a pena visitar algumas vinícolas da região.

Risco de Famara – Um paredão formado por uma cadeia de mntanhas serve de cenário para a prática de esprtes como parapente e asa delta. As praias são muito procuradas para o surfe, o que se reflete nos pueblos da região, tomados por amantes do esporte.

Jardim de Cactus – Projetado por César Manrique, o artista plástico e arquiteto que virou símbolo da ilha, o lugar reúne mais de mil espécies de cactus num belo trabalho de jardinagem.

Casa Museo del Campesino – O lugar reúne uma coleção que conta a história dos campneses locais, mas a atração maior é o tradicional restaurante que funciona no lugar, com gastronomia igualmente regional.

 

O Castillo de San José, em Arrecife, abriga o Museo Internacional de Arte Contemporáneo - Lanzarote

O Castillo de San José, em Arrecife, abriga o Museo Internacional de Arte Contemporáneo

Mirador del Rio – O mirante escavado nas montanhas no extremo norte da ilha oferece uma bela paisagem.

Jameos del Agua – Outra obra de Manrique, é uma espécie de construção feita por baixo de camadas de lava vulcânica, ao mesmo tempo cortadas pela água do mar.

Cueva de los Verdes – A poucos metros dos Jameos del Agua, a cova é uma gruta vulcânica com quilômetros de extensão. Parte dela pode ser percorrida pelo público, num passeio com direito a guia explicando as histórias que cercam o lugar.

Museo Internacional de Arte Contemporáneo – O museu funciona no Castillo de San José, no porto de Arrecife. A visita vale a pena não apenas pelas obras, como pela vista e arquitetura do lugar. No térreo, à beira do mar, há um restaurante.

Fundação César Manrique – A casa que serve de sede para a fundação fi cnstruída por César Manrique. Além de mostrar o curioso estilo arquitetônico do artista, o lugar ainda abriga uma exposição sobre a sua obra.

Castillo de Santa Bárbara – Na borda de uma cratera vulcânica, está esse pequeno castelo, construíd no século XVI. Além de uma vista incrível da charmosa e histórica vila Teguise, o lugar abriga ainda o Museo del Emigrante Canario.

A lagoa verde esmeralda em El Golfo - Lanzarote

Personal Trip

About the Author

Nada de sombra e água fresca. Daniela gosta mesmo é de explorar o mundo, os países, as cidades por onde passa. Mal acabam as andanças das últimas férias e já começam os planos para o próximo destino.

Uma resposta para “ Lanzarote, uma introdução às Ilhas Canárias ”

  1. Oi Daniela!!!

    Estou indo para Madri agora em maio e vou fazer o caminho de santiago. Mas antes estou pensando em conhecer as ilhas canarias.

    Li em seu blog que voce ja esteve em Lanzarote!!! como estou tendo dificuldade em encontrar informação de como se locomover entre as ilhas resolvi te enviar esse e-mail.

    Meu planejamento de viagem é bem flexivel mas a principio penso em passar umas 2 semanas pelas canarias. como chego em madri dia 17 penso em voar de madri para gran canaria no dia 19 ou 20 antes do inicio da alta temporada.

    nesse tempo de 2 semanas voce acha viavel visitar outras ilhas? qual a melhor maneira (mais em conta!) de se locomover entre as ilhas? vale a pena dar um pulo em lanzarote? voce conhece tenerife?

    outra coisa, para ir para a ilha de madeira fica mais barato voar da europa ou pegar um barco das canarias? e para marrocos tem opções baratas para chegar lá das ilhas canarias? como pode ver minha viagem é bem flexivel e essas 2 semanas inicialmente planejadas podem virar meses!!!!

    Enfim, agradeço sua atençao e me desculpe a enxurrada de perguntas!!!

    Ah, tenho um livro que é um guia de minhas viagens solidárias pelo Brasil. É o Guia Saia da Toca – Expedição Jalapão – http://www.guiasaiadatoca.com.br espia lá 🙂

    Inteh, Ale

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