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Itália, o país inesgotável

Coliseu, parada indispensável em Roma

Andávamos inquietas porque ainda não havíamos postado nada sobre Itália no blog. E não foi por falta de milhas das Viajantes por esse país. Só que a Itália é tão interessante e cheia de atrativos (meu marido diz que é o país perfeito: comida boa, futebol, gente bonita, história rica e muita cultura) que não sabíamos bem por onde começar. Daí veio a ideia de fazer uma post geral com algumas sugestões e dois roteiros. Assim damos inicio à nossa categoria Itália, que, em breve, vai trazer dicas específicas sobre as principais cidades desse lugar meraviglioso. Buon viaggio!

COMEÇANDO A PLANEJAR

O primeiro a fazer é estabelecer quanto tempo você tem para a Itália, já que é um país inesgotável que rende mil roteiros para toda uma vida. O clássico, aquele estilo pacote, passa por Roma, Florença e Veneza. Se quiser fazer só essas três cidades, sugiro no mínimo quatro dias para Roma (se bem que acho uma semana o ideal), três ou quatro para Florença e uns três para Veneza. Ou seja, 10 dias para começar a brincadeira – são cidades relativamente grandes, com muitas atrações. Mas se você, por exemplo, não se liga tanto em museus, pode mudar um pouco esse esquema, já que as pinacotecas demandam muito tempo (principalmente os museus de Florença). Saiba que o verão pode não ser a melhor época para fazer esse roteirinho, pois, além do calor fortíssimo (em setembro quase desmaiei perto do Coliseu), as cidades estão lotadas de turistas e tudo é bem mais caro.

Pronta para mergulhar na praia vulcânica de Procida

PLANO P, DE “PRAIA”

Agora, o verão pode ser uma ótima época para aproveitar a costa do país, tanto do lado do mar Tirreno quanto do lado do mar Adriático. Você pode subir, por exemplo,  para o norte, na região da Ligúria (onde estão Cinque Terre, Gênova e Portofino). Outro roteiro clássico passa pelo sul da Itália, por regiões como a Campânia (onde estão Nápoles, a ilha de Capri e a Costa Amalfitana) e as ilhas Sicília e Sardenha (aquela do bacanal do Berlusconi).

DORMIR, COMER, LOCOMOVER-SE

Uma das melhores maneiras de viajar pelo país é de trem (ou de carro, como em breve a viajante Reba vai indicar). Eu fiquei fascinada como as passagens eram em conta (principalmente comparadas com as passagens de trens de outros países) e mais ainda com as máquinas de autoatendimento, chamadas de biglietto veloce. Você pode fazer um roteiro ali mesmo, já que essas máquinas simulam viagens (em vários idiomas, incluindo o nosso) de norte a sul da Itália, dando as opções de preço, categorias e duração do trajeto.  Dica para budgets comedidos: para viagens curtas, a segunda classe não é nenhum sacrifício, mas isso depende muito do trem e da distância percorrida. Os da Eurostar são mais caros, mas mais confortáveis, enquanto os da Trenitalia são mais simples. Eu não pernoitei em nenhum, por isso os bilhetes de segunda classe me vieram super bem. Mas se é para dormir, acho que vale investir um pouco mais. Um detalhe fundamental: depois de comprar o bilhete, pouco antes de entrar no trem, você tem que convalidare, ou seja, passá-lo em uma das maquininhas perto do embarque, mesmo que seu bilhete tenha horário e dia fixos. Se você não fizer isso, a multa pode ser salgada. Ela varia de acordo com o trajeto – quanto maior, mais cara.

A pizza de Nápoles é considerada a melhor do mundo

Outra advertência econômica: a hospedagem na Itália costuma ser cara e ruim. Não vá com muitas expectativas, principalmente se você costuma ficar em hostais e albergues. Uma boa opção para comer são os menus das trattorie, restaurantes típicos de massas. Mas cuidado com o que pedir. As refeições são muito bem-servidas (normalmente uma massa de entrada e uma carne de principal) e deixar comida no prato é uma gafe danada na Itália. Se não aguentar, peça só um prato. Os coperti (talheres) costumam ser cobrados à parte, como se fosse uma taxa de serviço. Dois detalhes gastronômicos curiosos: os italianos não comem massa de garfo e colher, como se costuma fazer nos restaurantes de massas brasileiros. Eles usam só o garfo para enrolar o macarrão e acham a colher coisa de turista ou de caipira. E também não é muito normal ver um local comendo pizza com vinho. “A bebida alcoólica que acompanha a pizza é sempre a cerveja”, já dizia Anna, minha professora de italiano.

DE ASSIS A VENEZA

Abaixo descrevo rapidamente dois roteiros que fiz por lá: um de 20 dias Itália (tentando percorrer sempre as menores distâncias entre os destinos) e outro de quatro por Nápoles e arredores. Claro que faltam muitas cidades, mas fica a sugestão. Se der água na boca por mais informações, não se preocupe: falaremos de cada cidade em posts específicos.

Vinte dias entre o centro e o norte

Dia 1 ao 6: Roma - A Cidade Eterna é uma das capitais europeias mais frenéticas e vai lhe dar uma canseira. Os monumentos ao ar livre (Piazza Venezia, Piazza di Spagna, Piazza Navona, Coliseu, Palatino, Fontana de Trevi) e as igrejas (são muitas) devem ser selecionados com muita organização para dar tempo de aproveitar tudo com calma. Reserve um dia inteiro para fazer o Vaticano, até porque você vai perder muitos minutos, meio catatônico, diante da Praça São Pedro. Deixe para ir aos Museus do Vaticano (onde está a Capela Sistina) de tarde, depois de entrar na Basílica de São Pedro, pois as filas são maiores de manhã, ao abrir a entrada dos museus. Para o metrô, assegure-se de comprar um bilhete que valha para o dia (ou dias, já que há alguns combinados) que permita a baldeação. Muitas vezes o bilhete único não a permite e burlar a regra dá multa.

Dia 7: Day trip Assis – De Roma, sai barato visitar Assis, a cidade do “santo hippie”, São Francisco, que tem uma basílica linda na cidade, patrimônio mundial da Unesco. Medieval, Assis (que fica na Úmbria, região considerada o “coração verde” do país) também é a cidade de Santa Clara e um forte ponto de peregrinação cristã.

A vista de Florença do alto é de chorar de emoção

Dia 8 ao 10: FlorençaMinha cidade preferida no país, Firenze (nome italiano de Florença) é a capital da Toscana. Além de ser um escândalo de bonita, Florença é também a capital cultural italiana e concentra o museu mais importante do país: Galleria degli Uffizi. Lá dentro, prepare-se para uma overdose de arte sacra. Também é imperdível a Galleria dell’Academia (onde está o gigantesco Davi de Michelangelo). A Ponte Vecchio, o Campanile, a Piazzale Michelangelo, a Igreja Santa Croce (onde estão enterrados Michelangelo e Galileu) são outras atrações obrigatórias. Importante: para evitar as filas gigantescas  nos museus (perdi três horas na fila da Uffizi e duas horas e meia na da Accademia), tente comprar suas entradas na internet.

Dia 11: Siena - Lindíssima, Siena é uma day trip bacana a partir de Florença e é conhecida por sua praça (Piazza del Campo) em forma de leque e chão côncavo, palco do famoso Palio de Siena (uma corrida de cavalos que é disputada em agosto em que cada animal representa uma contrada – como se chamam os antigos bairros). Nela estão o Palazzo Pubblico e a Torre dei Mangia. Infelizmente não pude subir na torre com vista para a praça porque estava chovendo e eles são rigorosos com a segurança por lá. Vale pernoitar.

Dia 12: Pisa – Outra boa pedida de day trip a partir de Siena ou de Florença. A grande atração é mesmo a torre torta, cujos degraus de escada estão desgastados por tantos passos. Tivemos a sorte de subirmos em uma das primeiras visitas, por volta das 9h ou 9h30, quando toca o sino. É uma energia impressionante. A torre (que está inclinada a mais de cinco metros da vertical e se entorta mais a um milímetro por ano) faz parte do recinto monumental Piazza dei Miracoli, junto com a catedral e o batistério. Você pode comprar um ingresso combinado para visitar tudo, mas àquela altura eu já estava cansada de igrejas e optei só pela torre. Valeu muito a pena assim mesmo.

Dias 13 e14: Milão - A cidade piemontesa me atraiu por ser uma das capitais mundiais da moda e do design, mas, perto de outros destinos italianos, não é lá tão incrível. Bonitinha, organizada e com um museu ótimo, a Pinacoteca de Brera, Milão vale pelo Castelo Sforzesco, por seu Duomo (na minha opinião, a catedral mais linda da Europa), pelo Teatro alla Scala, pelo convento Santa Maria delle Grazie (onde está exposto o afresco Última ceia, de Da Vinci) e para babar em sua famosa Galleria Vittorio Emanuele II, chiquérrima. Por outro lado, achei uma cidade meio preconceituosa com imigrantes (como é comum no norte do país). Se estiver por lá, tente fazer uma viagenzinha aos lagos de Como e Maggiore, a 30 km de Milão.

Veneza sempre surpreende

Dias 15 ao 17: Veneza- Há controvérsias entre as Viajantes sobre Veneza (quase todas amaram, mas uma de nós não gostou). Eu sou do time que acha um destino imperdível. Não só por seus canais, sua coloridíssima Piazza San Marco (dá pra passar horas olhando os detalhes da basílica), as pontes Rialto e dos Suspiros, os museus (com seus lindos edifícios) Palazzo DucaleGallerie dell’Accademia e Ca’d’Oro, sua arquitetura única, suas ruas estreitas, seu Grande Canal, suas mil denominações de ruas ou a sensação de que se está vivendo em um filme. Mas também porque é, de fato, uma cidade única. É muito curioso locomover-se a barco (a maneira mais em conta é o vaporetto) e ver que ali há gente que mora, trabalha e estuda nesse lugar que parece cenográfico. Recomendo muito uma day trip até Murano, a ilha do cristal que leva seu nome. Além de linda, rende lembrancinhas como aquele famoso pingente redondo com pequenos cilindros murano dentro. Cinéfilos também vão curtir ir até Lido, ilha onde se celebra o Festival de Veneza. Vale a pena andar de gôndola? Eu achei que sim. É cafona, é caro (pagamos 80 euros por 20 minutos e hoje deve custar mais), mas é um transporte diferente que permite ver ângulos da cidade que de vaporetto não são possíveis. Para chegar de trem a Veneza, desça na estação Santa Lucia, que já deixa os viajantes na parte histórica da cidade.

Dias 18 e 19: Bolonha e Parma - Essas duas cidades ficam na região da Emília-Romanha, chamada la grassa (“a gorda”) pelos italianos. De fato, é um dos melhores lugares para se comer no país. Bolonha, cheia de estudantes (sua universidade é a mais antiga da Europa, onde estudou Dante), tem barezinhos e restaurantes super bacanas (vários em conta) e até suas padarias são diferentes, com diversas opções de biscoitos e pães. Uma curiosidade: o famoso molho à bolonhesa é chamado de ragù na Italia. Já Parma vale por seu lindo batistério e por seus conhecidos presunto cru e parmesão. Provei um queijo curado em 25 meses, salpicado com um vinagre cremoso de Módena, cidade vizinha de Parma e rival de Bolonha.

Dia 20: Trieste - De todas as cidades italianas que visitei, essa foi a mais sem-gracinha. Mas tem seu encanto. Cidade portuária, Trieste caiu nas graças de James Joyce. O autor de Ulisses morou lá e falava maravilhas da capital da região Friuli-Venezia Giulia. É a parada ideal caso se deseje ir para o Leste Europeu pela estrada. Paramos lá porque íamos para a Croácia por terra.

Parece uma escultura, mas há quase dois mil anos este homem de Pompeia morreu rezando, coberto de lava

Quatro dias em Nápoles e arredores

Dias 1 e 2: Nápoles – Nem só de Gomorra vive Nápoles. A cidade é bem bonita, apesar de um tanto caótica. Seu lixo e trânsito (esqueça a faixa de pedestre) lembram cidades sul-americanas e seu comércio intenso em ruas pequenas nos remete a destinos africanos, mas há um quê de Europa por lá também, sobretudo no bairro Vomero, super bacana para jantar ou beber uma coisinha. Cuidado pelos pitorescos Quartieri Spagnoli, metro quadrado com mais batedores de carteira e bolsas da cidade. A dica é se comportar como uma das grandes capitais do Brasil. Sem estresse, mas olho vivo ao redor. Imperdível comer pizza na pizzaria Da Michele (na Via Cesare Sersale, 1) considerada a melhor de Nápoles (vale lembrar que a redonda foi inventada nessa cidade).

Dia 3: ‘rota Vesúvio’ – Uma das viagens mais interessantes pelo país é a rota que passa pelas ruínas das cidades de Pompeia e Erculano. Vale pegar o trem da linha Circumvesuviana (Nápoles-Sorrento) de manhã para poder parar nas duas. É meio assustador ver aquelas formas humanas eternizadas pela lava, que devastou as cidades no ano 79 d.C., mas, ao mesmo, tempo, é muito emocionante (lembrei logo das aulas de História). Em Erculano as casas e objetos estão mais conservados que em Pompeia.

Dia 4: ilhas e praias – As três ilhas mais famosas perto de Nápoles são Capri, Procida e Ischia. Se quiser visitar todas, é melhor reservar um dia para cada. Capri, antiga residência de imperadores, é a mais famosa e mais cara (tipo 16 euros um sorvete). Se você estiver esbanjando, vai fundo. Eu preferi a pequena Procida, que foi cenário do filme O carteiro e o poeta. Valeu a pena para conhecer uma praia vulcânica e o contraste da areia cinza com mar azul. No continente, também recomendo uma escapada pela Costa Almafitana, ao norte de Salerno, com suas cidadezinhas Sorrento, Positano, Amalfi e Ravello.

OS ITALIANOS SAO GROSSOS MESMO?

Sim. Já sabia disso antes de viajar, devido a algumas experiências com professores pouco simpáticos quando estudei italiano. Mas nem todos, claro. A maioria dos grosseirões está nas cidades mais turísticas, como Roma, Florença e Veneza, e, mesmo assim, conheço um monte de gente que achou os italianos simpaticíssimos nesses destinos. Porém, o mais curioso é que, pelo menos no meu caso, os grossos não eram os cidadãos da rua e sim os que estavam prestando serviços turísticos (o vendedor, o garçom, o taxista). Um garçom já me expulsou de um restaurante em Veneza porque eu só queria beliscar e tomar um drink em vez de almoçar (eram 16h!!), por exemplo. Tenho a teoria de que eles estão cansados de tanta turistada. Mas o sangue quente fala alto também. Em compensação, fui super bem tratada no sul e nas cidades menores. Vá sem preconceito e não leve para o lado pessoal – eles são assim entre eles também. Se estiver incomodado, mude de restaurante, de guichê, de taxista, mas não deixe isso afetar suas férias.

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Personal Trip

About the Author

Clarissa Vasconcellos

Depois de três anos morando na Europa, Clarissa foi multada ao voltar ao Brasil. Motivo: excesso de bagagem. Mas não se arrepende. Afinal, eram muitas histórias e dicas para trazer na mala e ela não queria deixar nenhuma para trás.

19 Respostas para “ Itália, o país inesgotável ”

  1. Oi, Ana. Poxa, infelizmente não passei pelos lugares que você quer visitar. Mas, para uma viagem longa como esta, eu apostaria num bom guia “analógico” como o Lonely Planet. Ou num aplicativo de viagem, caso você tenha smartphone. On-line, eu curto muito o frommers.com, que tem detalhes sobre várias cidades do mundo. Boa viagem e depois volta aqui para contar!

  2. Olá Clarissa,
    Gostei muito do seu blog.
    Estou viajando para Taormina, em junho, onde farei um curso de 2 semanas de italiano. Antes disso, irei de Roma a Positano (4 dias). Depois desejaria seguir em direção à Sicilia. Vc poderia me indicar cidades interessantes entre Positano e a Sicilia? Pensei em ir a Praia a Mare, Villa San Giovanni, depois seguir para a Sicilia, talvez ficar em Palermo (3 dias) ou outra cidade mais interessante e menor, de onde possa ficar fazendo bate e volta. Entre Positano e Taormina tenho 5 dias.
    Agradeceria muito se pudesse me dar alguma dica ou me informar onde obtê-la.
    Obrigada
    Um abraço
    Ana

  3. Olá Clarissa, chamo-me Junior e sou primo da Alícia. Farei a viagem para Madrid e Veneza agora no final de Dezembro. Vou de avião de Madrid para Veneza. Você saberia me informar qual o melhor meio de transporte custo/benefício do aeroporto de Veneza para meu hotel “Locanda Art Deco” em Veneza? Agradeço e parabenizo o grupo pela divulgação de informações para viajantes de primeira viagem como eu. Beijos e obrigado!

  4. Oi, Renata. Olha, não sei se varia muito de mês para mês. Eu fui no fim de setembro e fiquei três horas na fila da Uffizi e duas horas na da Galleria della’Accademia simplesmente porque não imaginava que demoraria tanto. Eu pagaria os 20 euros de taxa se soubesse que ia ser assim. Pode ser que não haja fila no seu dia, mas, se você tiver pouco tempo para aproveitar a cidade, acho que o gasto vale a pena. Abraços.

  5. Oi Clarisse,
    Descobri seu site hoje e fiquei super feliz com as suas dicas.
    Minha dúvida é quanto a necessidade de comprar os bilhetes dos museus em Florença ainda no Brasil. Os sites que vi cobram um absurdo – quase 20,de taxa para comprar antes. Em outubro a demora na fila é muito longa?
    Abraço

  6. Oi, Fabiana. Que eu saiba é um sobrenome português. Já me disseram que existe na Espanha também, que inclusive é um topônimo. Acho difícil ser italiano porque na Itália nao sao comuns nomes nem cidades terminados em “s”. Mas nunca investiguei a fundo. Se souber mais, me conta. Abs.

  7. oi Clarissa, também sou Vasconcellos, sabes melhor a origem de Vasconcellos??? ouvi falar que uma cidade da Itália, será? abraço
    Fabiana

  8. Já fiz toda essa rota também e sou suspeita em falar porque terminei por não voltar mais para o Brasil.
    A Itália é realmente inesgotável! Fico sempre fascinada com as descobertas.
    Eu nunca tive problemas em achar Italianos grosso nos serviços, só os da Imigração (risos), que além de serem como já falei são mal informados… mas deixa pra lá.
    Gostei do blog! Parabéns!

  9. Oi, Clarissa. Infelizmente não tenho dicas porque ainda não fui para a Sardenha nem para a Sicília. Depois passa para mim. :-) Beijos

  10. Oi Clarissa,

    você tem dicas sobre a Sardenha?
    Estou planejando ir pra lá neste verão, e gostaria de ter mais idéias… Se vc tiver sugestão de roteiro, será ótimo.
    Se tiver da Sicilia também, melhor ainda!

  11. Oi, Reinaldo.
    De carro fica tudo mais fácil, mas tô achando que mesmo assim vai ser tudo meio corrido. Eu cortaria uma ou duas cidades desse roteiro aí e deixaria para outra oportunidade. Mas se você nao abre mao, acorde bem cedo pra poder ver tudo. :-) E vá com pique pq em setembro ainda faz muuuito calor na Itália. Vá bem protegido porque o sol é forte.
    Dá pra ver Pompeia em duas horas se você for objetivo, com um guia na mao. Eu acho que fiquei umas tres horas e meia lá, mas nao tinha pressa. Ao pagar a entrada, eles dao um guiazinho ótimo, com mapa, e vc pode já marcar o que quer ver por lá. Agora, nao dá pra aumentar pelo menos um dia pra Roma? Um dia e meio é tao pouquinho… A cidade é muito grande e tem muitas coisas pra ver, que nao estao próximas. Vc perde quase um dia inteiro só no Coliseu e no Palatino, por exemplo. E os museus sao enormes. Enfim, também recomendo muita objetividade nesse caso. Compre um bom guia do país (eu gosto do Lonely Planet, que inclusive vem com roteiros pra curtir poucos dias nas grandes cidades), marque tudo o que quiser ver, com horários, porque senao você vai passar mais tempo dentro do carro que passeando. Uma coisa importante: se for usar o metrô em Roma, compre o passe de um dia (ou de mais, se ficar mais tempo) porque eles cobram a cada transferência de linha e dao multa se você nao tiver o bilhete. Abs.

  12. Oi Clarissa. Eu e minha esposa faremos uma viagem para a Italia em Setembro. Iremos para Roma, chegaremos em uma 2a. feira as 14:00hrs e sairemos na 4a. pela manhã (você acha que conseguiremos fazer os principais pontos turisticos?), pois encontraremos mais dois casais de amigos em Napoles para fazermos a Costa Amalfitana e subirmos até a Toscana. Será uma viagem rápida (10-11 dias) mas para casais com filhos pequenos no Brasil tem que ser assim. Nosso roteiro previsto será: Roma (1 dia e meio), Costa Amalfitana (2 dias), Siena, San Giminiano, Pisa (1 dia e meio), Milao (no domingo pois nós homens queremos assistir uma partida do Milan pelo Camp. Italiano), na 2a feira vamos a Monaco (tentaremos ir até Cannes) e dormiremos por lá, e esticaremos para Veneza onde ficaremos 1 dia inteiro e dormiremos por lá.A volta para o Brasil será saindo de Milão. Faremos tudo de carro, será uma viagem cansativa, mas bem agitada, somos 3 casais que tem asas nas costas, adoramos esse tipo de viagem que apesar de cansativa, será possível conhecermos os principais pontos turísticos. Poderia nos dar alguma dica, dentro do nosso planejamento? Eu consigo visitar Pompeia em 2 horas?

  13. Oi, Alexandre.

    Eu fui de day-trip, mas dormir lá nao é má ideia porque há umas três praias diferentes e para ir de uma à outra é preciso andar de ônibus, ou seja, leva tempo. Lembro que cheguei à noite de volta em Nápoles e o porto estava deserto, com uns tipos estranhos. Teria sido melhor voltar no dia seguinte, ainda de dia. Nao lembro o preço da viagem, mas acho que era algo em torno a 10 euros cada perna. Havia barcos mais rápidos (e mais caros), que fazem o percurso em pouco mais de meia hora e outros que levavam uma hora e pouco (os ferrys). Dê uma olhada nos horarios neste site: http://www.snav.it. Estranhamente, acho que comprando pela internet sai mais caro pq nao me lembro de pagar tanto como eles oferecem nesse site, que vale a pena só pra consultar mesmo. E chegue cedo pq o porto é grande e até achar o guichê demora um pouco (eles vao mudando). Nao tenho nenhum hostal pra te recomendar lá, mas eu olho sempre no hostelworld.com e no booking.com. Boa sorte!

  14. Oi Clarissa!
    Estou planejando meu mochilão para a Itália. Como estarei no sul, pretendo conhecer a ilha de Procida. Você recomenda um day-trip para Procida desde Nápoli? Quanto tempo dura essa viagem de barco? Lembra do preço? Sabe se tem algum hostel ou hotel barato na ilha?
    Desde já agraço.
    See you on the road!
    Ale

  15. Adorei o blog!

    Sou uma eterna apaixonada de viajens pela Europa, obrigada pelas dicas!

    Quais as viagens que vão fazer este ano?

    Vera Santos
    Lisboa – Portugal

  16. Valeu, Clá! Tá no Rio de novo? Beijaooo!

  17. Adoro esse blog, Clarissa! A sensação de quem lê é que dá pra confiar na avaliação de vcs, até porque geralmente vcs falam sobre a opinião de outros que já foram pro destino em questão. O único problema é que cada hora dá vontade de ir para um lugar diferente. Fica difícil decidir qual vai ser a próxima viagem. Continuem com trabalho que tá bem legal! Bjs.

  18. Parlare italiano anche aiuta con gli italiani che sono troppo scortesi.

    Mas eu tenho uma história de uma senhorinha italiana que nos ajudou em Siena que compensou todas as histórias da Renata, e os italianos que – diz ela – a insultaram. :-)

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