Hora de fazer as malas
Se boa parte da graça da viagem está no planejamento dela, a arrumação das malas – talvez pela proximidade com a hora do embarque – é um momento de pura animação, ao menos para mim. Graças aos muitos erros que já cometi em viagens mesmo para a casa dos meus pais, no interior de Minas, fui aprendendo e pegando algumas manhas. Então o que se segue abaixo, se não são exatamente dicas, são recomendações que eu procuro seguir para evitar descompassos. Espero que sejam úteis para quem lê.
- Faça uma lista do que você pretende levar, de preferência com antecedência. Desta forma você consegue contabilizar de fato quantas peças está levando, calcular se elas serão suficientes para o período da viagem e dar conta do que possa estar ainda no cesto de roupa suja da sua casa;
- A tentação de levar aquela blusa que você adora pode ser grande, mas é bom pensar que pode virar uma roubada: sua mala pode ser extraviada ou ela pode, simplesmente, encolher na secadora da lavaderia local e virar uma roupa de boneca (experiência própria);
- Melhor do que atochar a mala de roupas que quase não combinam entre si, o ideal é apostar em peças básicas e pensar que quanto mais você conseguir variar com elas, mais eficiente está a sua mala. E lembre que acessórios (colares, brincos, pulseiras, lenços e cintos) ocupam menos espaço e podem ser valiosos na hora de incrementar um visual;
- Levar roupas que precisem ser passadas a ferro também pode ser uma roubada. Ou você só leva malha, jeans e afins ou faz como turistas europeus no Brasil e anda amassadinho por aí, numa boa;
- Pense nos extremos: se você for para a neve pode encontrar um hotel com piscina térmica; na praia, pode bater uma brisa mais fresca. O recado aqui é: um bíquini e um casaco em qualquer mala nunca são demais;
- O mesmo vale para chinelos. Vai que você faz um passeio incrível e acaba num daqueles hotéis de beira de estrada em que não dá nem para pensar em tomar banho descalço? Outra lição aprendida com a prática…
- Ninguém bate perna com conforto usando salto alto. Se eles forem mesmo indispensáveis, leve apenas um par e garanta a felicidade de seus pés com tênis, botas ou sapatos rasteiros – e confortáveis, sempre;
- Uma toalha daquelas esportivas de alta absorção ocupa pouco espaço e pode ser muito útil, especialmente em passeios mais longos daqueles em que se pernoita na estrada;
- Uma mala dobrável e leve para as compras é quase tão importante quanto lingerie, a não ser que você esteja disposto a adquirir no seu destino de viagem;
- Se, antes de embarcar, sua mala já está com peso quase insuportável, reveja sem piedade o que pode ficar na sua casa. Mesmo com a mala para compras é possível que você volte trazendo mais coisas do que levou. Mala pesada acaba com o humor de qualquer um e não é em qualquer lugar que você vai encontrar alguém disposto a ajudar a descer ou subir escadas com esse peso;
- Dependendo do seu destino, pode ser mais prático comprar desodorante, shampoo, condicionador e afins lá. Mas é bom avaliar se isso será fácil ou sofrível. Em grandes cidades brasileiras, sulamericanas ou europeias é moleza. No interior ou em países menos desenvolvidos pode ser um risco. O mesmo vale para absorventes, que em alguns lugares simplesmente não existem;
- Para finalizar, uma dica já manjada, mas que às vezes é deixada de lado: quando viajar de avião, leve uma bagagem de mão com um kit básico de sobrevivência que inclua pelo menos uma muda de roupa. Vai que sua mala é extraviada…









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