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#ficaadica: Fábrica ressurge como point descolado no Rio

Vista de um dos ateliês

Ateliês mantiveram estrutura original das salas

As balas e chocolates deram lugar a instalações, peças de arte contemporânea, estúdios fotográficos, pequenas grifes e até uma editora. Depois de mais de 20 anos fechada, a Fábrica Bhering, no bairro do Santo Cristo, que produziu toneladas de guloseimas durante décadas, hoje abriga ateliês de 50 artistas e virou ponto de encontro de gente descolada e atrás de novidade.

Estive lá no fim de setembro para uma edição do evento “Bhering de Portas Abertas”, organizado pelos próprios ocupantes do espaço, e é um programão! O prédio da fábrica impressiona pela grandiosidade de sua arquitetura. Tudo lá é enorme. E andando pelas grandes salas e longos corredores você esbarra em antigas máquinas fora de funcionamento, elevadores de carga detonados. Muitos dos artistas fizeram questão de manter o que restou da fábrica e isso dá um ar ainda mais cool ao local.

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A casinha d”A Bolha divide o terraço com o tradicional relógio da Bhering

Os ateliês se dividem pelos vários andares e os visitantes circulam livremente por pequenas exposições de artistas plásticos, fotografias, videoinstalações e performances. Cada artista tem a liberdade de receber o público como quer. O pessoal d’A Bolha Editora, por exemplo, vive promovendo eventinhos ao som de jazz e performances no terraço da fábrica, onde funciona a editora – aliás, ponto alto do prédio da fábrica, com seu inconfundível relógio.

O fenômeno de ocupação artística observado hoje na Bhering já foi visto em cidades como Nova York e Berlim, onde artistas voltaram a ocupar prédios em bairros e áreas degradadas (pelos mais diferentes motivos) e foram responsáveis pela sua revitalização.

Como chegar – A fábrica fica na Rua Orestes 28, no bairro do Santo Cristo, zona portuária.  A melhor forma de chegar lá é de táxi.  O Santo Cristo é um bairro bem central, a maioria dos motoristas vai saber onde fica. É bom ter o telefone de algum carro para a saída, pois quem não conhece a redondeza pode acabar perdendo muito tempo e se perdendo mesmo.

Não existe um horário de visitação pré-determinado, mas o burburinho acontece em dias de eventos, quando os artistas se “preparam” para receber o público. O melhor lugar para ficar sabendo o que rola é a página dessa galera no Facebook.

Personal Trip

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Pelo Brasil ou exterior. Sozinha ou acompanhada. O negócio é botar o pé na estrada. Tem coisa melhor?

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