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Eu já… pulei de paraquedas

Segundos antes de pular

Quando Taupo foi escolhida pra ser uma das três cidades que eu visitaria na Nova Zelândia eu tinha um  motivo muito claro: era lá, segundo amigos que já tinham rodado bastante pelo país, que eu encontraria o salto de paraquedas mais lindo e mais barato de toda a Nova Zelandia.

É verdade que quando desci na rodoviária da pequena e organizada cidade eu nem sabia se teria coragem de me jogar de um avião e esperar que uma pequena mochila salvasse a minha vida, mas eu também estava certa de que se um dia eu fosse viver essa emoção a Nova Zelândia certamente seria o local ideal para isso.

Para começar a me acostumar com a ideia eu resolvi não encarar a aventura logo no primeiro dia. Estava sozinha e fui conhecer um pouco da cidade. Taupo foi minha primeira parada na Oceania e a primeira impressão não poderia ter sido melhor, a cidade é pacata, organizada, cheia de paisagens deslumbrantes, passeios pra lá de incríveis e pessoas absolutamente simpáticas e hospitaleiras. Meu caso de amor com a Nova Zelândia definitivamente começou com uma paixão à primeira vista por Taupo.

Mas a decisão de que eu ia pular de paraquedas aconteceu no momento em que eu vi o Lago Taupo pela primeira vez. Ele fica em uma área central da cidade com diversos bares em volta numa espécie de ponto de encontro dos moradores. As águas são cristalinas e você só não vai querer passar o dia inteiro lá admirando a paisagem porque venta horrores. Mas ali, diante daquele mundo de águas azuis, eu comecei a sonhar como seria ver aquela paisagem de cima.

A gente também já voou de parapente e de balão!

PLANEJANDO A AVENTURA
Todos os saltos em Taupo acontecem em cima do lago. Por isso, o recomendado é que você escolha um dia limpo para pular. O tempo na Nova Zelândia é bem instável e por isso os moradores são absolutamente fanáticos pela previsão do tempo, que lá erra bem pouco. Em dias muito fechados os voos não acontecem mas se você puder escolher um dia sem nenhuma nuvem mesmo é melhor.

No mais, seu único trabalho vai ser chegar para a recepcionista do hotel e dizer: quero pular de paraquedas. Hotéis, albergues, agências de turismo têm uma rede totalmente interligada que permite o agendamento de qualquer passeio em segundos. Ela vai ligar para o Taupo Tandem Skydiving e apenas perguntar se você quer pular de manhã ou à tarde. Minha ideia de admirar o pôr do sol mais perto do sol foi mudada em apenas cinco segundos quando os dois recepcionista falaram quase juntos que a melhor hora para o salto era de manhã cedinho quando ausência de nuvens era garantida e a cor das águas mais azuis.

Desta forma, às sete da manhã do dia seguinte eu entrei na van que passou pra me pegar no hotel. Dentro dela outros cinco turistas deliciosamente nervosos e ansiosos diante da nova aventura. Um percurso de dez minutos e estávamos na nossa base de onde partiria o avião. Acredite, a parte mais difícil de todo processo é escolher que pacote você vai fazer. Existem dois tipos de voos: o de 12 mil pé e de 15 mil pés, a diferença é obviamente a altura e o tempo em queda livre. Ah, e o preço, claro. Junto com isso você pode escolher um pacote completo que tem filmagem, fotos, dvds, camisas ou apenas o salto. Os preços podem até dobrar nessa brincadeira. Todo mundo ganha de brinde uma foto que é tirada na porta do avião, segundo antes do salto, mas depois da experiência eu recomendo que você faça ao menos um pacote que tenha fotos. Isso porque por motivos de segurança você vai ter que deixar sua máquina em terra. E, acredite, você vai querer ter registros desse momento. Eu, mochileira, acabei optando pelo pacote mais simples e me arrependi. Ainda é possível comprar algumas fotos suas depois mas nada se compara com fazer o salto com alguém já fotografando o momento.

Escolhido o pacote todo mundo é obrigado a assistir a uma mini palestra com os procedimentos de segurança. É tudo bem simples e você vai aprender que a única coisa que não pode fazer em hipótese alguma é segurar nas portas do avião antes de saltar. É isso mesmo: uma vez dentro do avião não existe a possibilidade de desistir. Você vai ter que pular. Depois você ganha um macacão, sapatos adequados, óculos e um capacete (todos os equipamentos são absolutamente inimigos da moda, horríveis, impressionante). E por último ganha um instrutor. Isso porque a não ser que você queira fazer um curso para instrutor – que dura um mês e vira sonho de consumo depois do primeiro salto –  você sempre pular acompanhando. O que quer dizer alguém absolutamente colado em você durante todos os minutos. As duplas são escolhidas por altura e por isso mistas.

Todos os instrutores são bem jovens, divertidos e estão sempre fazendo piada (pudera, deve ser dos melhores empregos do planeta!) e isso vai aliviando a sua tensão enquando você se dirige ao avião. Lá dentro um grande banco único – aquele estilo de refeitório de colégio mesmo – e você quase não consegue se mexer de tão apertadinho. Só depois de estar dentro do avião é que eu percebi que o fato de ser a última a ter entrado significava que eu era a primeira a pular já que a porta estava ao meu lado. Isso também não é algo que se pode escolher. Bem, dentro do avião cada instrutor vai afivelar todos os cintos que permitirão que vocês virem uma única pessoa – afinal o paraquedas está nas costas dele! Tudo isso em um tempo de voo que eu não consigo dimensionar já que os minutos pareciam horas diante da minha ansiedade.

Quando o piloto avisa que chegamos a altura a porta é aberta e o avião é inundado por um vento avassalador. Tudo precisa ser muito rápido. Eu coloquei os pés da pra fora do avião e só tive tempo de relembrar o único procedimento de segurança: não segurar na porta do avião. E nesse momento você entende porque isso é repetido com exaustão: o impulso é justamente se agarrar na porta do avião. Segundos depois você já está em queda livre. Foi uma das maiores emoções da minha vida, sem a menor dúvida. Loopings e todo tipo de movimento até que o paraquedas se abra. Depois vira o voo super tranquilo em que você pode admirar a paisagem – e o lindo lago Taupo – calmamente. A descida é igualmente suave em um campo verde de onde o avião partiu.

Preços e todas as infos sobre a Taupo Tandem Skydiving aqui!

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Personal Trip

About the Author

Destinos exóticos e desconhecidos. É em lugares assim que Reba prefere passar as férias. Isso deve ser uma desculpa para poder passar os outros 11 meses do ano planejando a viagem.

2 Respostas para “ Eu já… pulei de paraquedas ”

  1. Nossa Gregório que mundo pequeno!!!
    Em breve teremos impressões sobre a Nova Zelândia aqui no blog, volte e dê suas dicas também.
    Beijo!

  2. Parabéns pela dica Reba !!

    Em dezembro de 2010 também pulei de paraquedas com a mesma empresa e por incrível que pareça também pulei com o Brad !! (não é tão incrível mas gostei de ver ele na foto =) )

    Legal o que você escreveu e concordo plenamente: Foi uma das maiores emoções da minha vida, sem a menor dúvida !!!

    Beijokas !!

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