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Eu já dormi na selva Amazônica


Dormir na selva amazônica era o ponto da viagem que eu mais esperava desde que compramos as passagens. E foi realmente uma experiência inesquecível. Os cheiros, os ruídos e as inúmeras coisas que vimos…

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Ao anoitecer, se ouve centenas de ruídos ao mesmo tempo, que te fazem ter certeza de que não está sozinho naquela imensidão verde. Mas, no meio da madrugada, é como se aqueles milhares de seres vivos fizessem um pacto de silêncio, dessem uma trégua e aproveitassem o bem de dormir em paz.

barco viagem amazonia

Antes de entrar na canoa, um banho de rio é sempre renovador de energias

COMO CHEGAR – O pernoite na mata estava no pacote que fechamos com a Planet Tours, em Manaus. Por isso, tanto o jantar quanto o café da manhã lá estavam incluídos. O dia começou com uma caminhada na mata, fomos nos aclimatando, conhecendo as peculiaridades de plantas que viraram remédios ou cosméticos, como o Vick Vaporub e o Breu Branco. Mas a partida para a selva mesmo foi só depois do almoço, às 15h30.

Foram cerca de 40 minutos de canoa e uma trilha de mais 40 minutos. Éramos um grupo de 10 pessoas e dividimos a carga da comida coletiva. Cada um de nós levava, além de suas coisas pessoais, sua rede e seu mosqueteiro.

O acampamento era num clarão em que outros grupos já tinham acampado antes e já tinha uma certa estrutura, como uma mesa improvisada e as estruturas para pendurarmos as redes. Tivemos apenas que fazer algumas adaptações para o número de pessoas do grupo.

BICHOS – A maior tensão para todas as pessoas para quem eu falava que íamos dormir na selva era pensar na onça pintada. Sim, elas vivem lá. Assim como antas, veados, cotias, macacos, preguiças e centenas de aves e insetos. Mas, como em toda floresta primária, eles não estão acostumados ao homem e fogem de nós no mínimo ruído.

acampamento viagem amazonia

Redes a postos no acampamento

À noite o que os afasta é também o cheiro de queimado da fogueira. Mas fomos dormir com a mesa – feita com pedaços de galhos de lá mesmo – cheia de frutas, além do café da manhã, e no dia seguinte não havia nenhum sinal de algum animal malandro.

Lá dentro, o máximo que conseguimos ver foi macacos, um morcego e uma tarântula, que só vimos, porque o guia deu uma cutucada em sua toca.

REDES – A idéia de passar a noite inteira numa rede, a princípio, me assustava. Mas, acredite, foi a melhor noite que passei, comparado ao quarto do lodge em que ficamos e à casa do nativo em que nos hospedamos por outra noite.

Além de confortável, havíamos comprado mosquiteiro de rede em Manaus. Então, sofremos quase nada com os malditos mosquitos. Deitar nelas e, ao olhar pra cima, ver aquelas árvores com dezenas de metros de altura entre uma estrela e outra, não tem preço. Quando chove, as copas das árvores protegem-nos dos pingos diretos.

REFEIÇÕES – Como em qualquer lugar do mundo, as refeições acabaram servidor de fator agregador do grupo. Éramos três brasileiros, cinco espanhóis, uma americana do Alaska e o guia, brasileiro.

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O jantar foi frango com arroz e banana assada de sobremesa

O menu do jantar foi frango assado com arroz. O frango foi assado em espetos verticais sobre a fogueira que nos esquentava. Comemos com colheres que fizemos a partir de galhos de árvores, com o passo a passo do guia, claro. Foi ele também quem fez os nossos pratos, feitos de folha de bananeira. De sobremesa, frutas. Deu até para arriscar uma banana assada.

O café da manhã foi de café preto e pão com ovo, que eu acabei comendo com o toddynho que tinha levado na mochila.

No caminho de volta, depois dos 40 minutos de volta na trilha, um banho de rio ajudou a começar o dia, antes de pegar a canoa de volta, pro dia nascer feliz.

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De moto, barco, carro, avião, trem ou ônibus, para Alícia o importante é viajar, conhecer lugares novos, sem deixar de desbravar o Brasil.

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