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Eu já… dormi em uma caverna

Entrada do nosso hostel cave

Uma caverna com banheiro, cama e até decoração. Não era a dos Flintstones, mas sim um hostel-caverna, tipo de acomodação muito comum na Capadócia (Turquia). Há cavernas para todos os gostos: de mochileirosde luxo. A experiência consiste em recriar a vida dos turcos nessa região, só que algumas adaptações ao turismo.

Mas é uma caverna mesmo? Sim. Uma caverna escavada. Os trogloditas autóctones que viviam na paisagem lunar da Capadócia descobriram que aquelas rochas calcárias eram facilmente moldáveis e, com o passar dos séculos, criaram casas, igrejas e cidades subterrâneas na região – tudo através da escavação.

Uçhisar, onde se podem ver as casas-caverna originais

Para ver as cavernas autênticas, históricas, é necessário ir a cidades como Çavuşin ou Uçhisar, cujas ruínas cor de mel nos transportam para outra época. Ou então visitar as labirínticas cidades subterrâneas Kayamaklı, Özlüce e Derinkuyu (não muito recomendadas a claustrofóbicos), onde é possível conhecer adegas, cozinhas e quartos, além de saber como seus habitantes se defendiam de invasores. Porém, nessas, não é possível hospedar-se. Também é fundamental conhecer as chaminés de fadas (formações vulcânicas em formas de cones, falos e cogumelos) e os afrescos de mais de 800 anos nas igrejas escavadas. Para ver mais detalhes veja o post da Capadócia.

Eu fiquei em um dos quartos de casal do Star Cave (o site oficial não está abrindo, procure pelo Google), na cidade de Göreme, um dos mais recomendados pelos mochileiros. Eles também têm quartos para mais gente, como qualquer hostel. Göreme é uma pequena cidade (de cerca de dois mil habitantes) que me deixou completamente enfeitiçada. É mínima e encantadora e por lá há vários outros hotéis e hostels-caverna. Alguns deles estão listados aqui.

A primeira impressão que tive ao chegar ao meu quarto-caverna não foi muito boa. Era quase verão, fazia muito calor na Capadócia, e vi um quarto, que parecia normal, de portas e janelas escancaradas, com várias moscas e abelhinhas. Sem nem desbravá-lo direito, fui pedir um flit-paralisante-qualquer na recepção. O encarregado de receber os hóspedes deu uma risada malandra e até se incomodou um pouco, disse que era assim mesmo, que eu não podia matá-los, ora vejam. Eu, que tenho pânico de insetos, fiquei desesperada, mas, para a minha surpresa, os bichinhos, que estavam tranquilos em seu hábitat (eu era quem estava invadindo o espaço deles), desapareceram à noite. Não tivemos nenhum problema com picadas. Não se deixe levar pela frescura.

Quarto por dentro

Mais relaxada, consegui aproveitar a experiência. As paredes eram um pouco escuras, de pedra, mas decoradas com lindos kilims (tapetes típicos da região), além de outras peças de artesanato local espalhadas cuidadosamente pelo quarto. O banheiro não era tão rústico, tinha até privada (coisa não muito comum na Capadócia, onde se costuma fazer xixi em um buraco no chão revestido de louça), mas os ladrilhos, de cor de mel, se harmonizavam com o resto do quarto. A luz (elétrica) é suave.

À noite, era fresquinho, já que o lugar concentra muita umidade (se for no inverno, confira se o hotel tem calefação). Foi delicioso, era o máximo ficar ali, mesmo sabendo que era uma recriação com um tipo de conforto inexistente nas cavernas originais.

Além do Star Cave, a Shoestring Cave Pension e a Traveller’s Cave Pansiyon também oferecem a experiência em Göreme por um preço econômico. Um pouco mais cara, a Local Cave House tem uma piscina com vista para as chaminés de fada.

Entrada de um dos quartos coletivos

A região conta também com uma opção de hospedagem totalmente diferente dos hotéis-caverna. São os chamados hotéis-boutique, comuns na cidade de Ürgüp. Instalados em edifícios cor de mel, alguns deles construídos pelos imigrantes gregos no início do século XX, os hotéis-boutique são famosos por seu charme, acompanhado da boa gastronomia e vinhos locais bacanas. Infelizmente não deu para a gente experimentá-los, mas todos os guias dizem que também são imperdíveis.

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Personal Trip

About the Author

Depois de três anos morando na Europa, Clarissa foi multada ao voltar ao Brasil. Motivo: excesso de bagagem. Mas não se arrepende. Afinal, eram muitas histórias e dicas para trazer na mala e ela não queria deixar nenhuma para trás.

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