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Eu já… corri na Stock Car

A vista privilegiada do camarote na Stock Car

A vista privilegiada do camarote na Stock Car

 

Assistir a uma corrida automobilística pode ser mais do que um programa bacana para o fim de semana. Como a competição ocorre em um circuito diferente a cada rodada, é possível que esse seja um bom pretexto para experimentar também uma nova cidade a cada nova etapa. Se acompanhar um grande prêmio de Fórmula 1 ainda não está ao alcance do seu bolso, que tal experimentar a nacionalíssima Stock Car?

Fui conferir in loco a última edição da Stock Car no Rio de Janeiro. Eu não corri exatamente, foi apenas uma volta rápida e de carona no carro da equipe de um dos patrocinadores, claro. Mas deu para sentir o gostinho do dia-a-dia de quem vive disso.

Vestida de piloto, pronta para encarar o cockpit

Vestida de piloto, pronta para encarar o cockpit

Por medida de segurança, é preciso vestir o macacão acolchoado, igualzinho ao dos pilotos. Balaclava e capacete também são itens obrigatórios, o que, confesso, me deixou um pouco avexada no início, especialmente por ter que vesti-los ainda no camarote do patrocinador que me fez o convite.

Já na pista, achei o interior do carro bastante compacto, bem apertado para os meus 1,75m de altura. Eu praticamente me encaixei no banco do carona. Nesse momento, tentei me lembrar de algum piloto de pernas longas, não me ocorreu nenhum.

Quando o piloto dá a partida, começa o frio na barriga, no melhor estilo montanha-russa. O barulho é altíssimo, o que contribui para aumentar a adrenalina. A impressão era de que o carro sairia da pista a cada curva, que não conseguiria completar a virada para a esquerda ou para a direita.

Mesmo na reta, eu tinha certeza de que bateríamos no muro de contenção em algum momento. A alta velocidade dá uma sensação terrível de instabilidade, de falta de controle do volante. Nessa hora considerei uma sorte ter me sentido encaixotada naquele banco do carona, ou a essa altura eu já estaria sacolejando dentro do carro, a quase 300 km/h! Ufa.

Os poucos minutos dentro da pista voaram assim como o carro de corrida. Mas, felizmente, não era uma missão suicida. Deixei o cockpit sã e salva.

O carro promocional era tão concorrido para fotos quanto os originais da corrida

O carro promocional era tão concorrido para fotos quanto os originais da corrida

Confesso que me envergonho de ter gritado (era inevitável! Hehehe) a cada “quase” batida. Mas o piloto, que obviamente sabia muito bem o que estava fazendo, parecia habituado a visitas histéricas.

Na Stock Car, a corrida em si não dura muito. Mas é bacana chegar cedo e se estender mesmo depois do resultado da prova principal, para acompanhar os outros desafios. Gostei especialmente do Mini Challenge, a competição entre os charmosos Mini Coopers, que fazia sucesso também entre as crianças ao meu redor.

Aliás, o clima no autódromo é bastante família. As arquibancadas, apesar de bem mais baratas, ainda proporcionam uma boa vista. Já os camarotes dos patrocinadores travam uma disputa no quesito atratividade e conforto: mulheres bonitas com pouca roupa, fachada envidraçada com proteção antirruído, comidinhas caprichadas e bebidas à vontade.

A visita aos boxes, na minha opinião, é um dos pontos altos, porque é quando você confere de perto os carros das equipes, posa para fotos e algumas vezes ainda é recebido pelos próprios pilotos.

A corrida que presenciei, em julho, teve um sabor especial para os fãs cariocas de automobilismo por ter sido a última competição realizada no Autódromo de Jacarepaguá, na Zona Oeste da cidade. A pista dará lugar a um centro de treinamento para a Olimpíada de 2016.

O piloto Thiago Camilo recebe a imprensa nos boxes

O piloto Thiago Camilo recebe a imprensa nos boxes

Mas o campeonato ainda não chegou ao fim. A próxima etapa acontece neste domingo, dia 21 de outubro, no Autódromo Internacional de Curitiba. No dia 11 de novembro, é a vez de Brasília sediar a competição. A última corrida do ano acontece em São Paulo, em 9 de dezembro. Enfim, três cidades que valem a pena a visita.

Os ingressos vão de R$ 30,00 (meia entrada a R$ 15,00) a R$ 250,00. O passe de visitação dá direito a visita aos boxes, o que recomendo para tornar o programa ainda mais completo.

Mais informações no site da competição.

Confira as dicas de São Paulo e de Brasília, e prepare sua próxima viagem:

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Personal Trip

About the Author

Nada de sombra e água fresca. Daniela gosta mesmo é de explorar o mundo, os países, as cidades por onde passa. Mal acabam as andanças das últimas férias e já começam os planos para o próximo destino.

Uma resposta para “ Eu já… corri na Stock Car ”

  1. Acho que o último piloto realmente grande era o Gerhard Berger, que foi companheiro do Senna ma McLaren, faz tempo!

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