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Essaouira: tranquilidade marroquina à beira-mar

Praia em Essaouira: vento forte e constante

Se o deserto do Saara é passeio obrigatório para quem vai a Marrakech, uma daytrip a Essaouira pode não ser tão badalada mas merece muito ser feita. Cidade costeira, à beira do Atlântico, já foi o porto principal do Marrocos no século XVIII e hoje é uma cidade que vive essencialmente da pesca e do turismo.

A cidade já foi dominada por Fenícios, Cartagineses, romanos, portugueses e espanhóis antes de ser retomada pelos árabes por volta de 1700. Das construções históricas, a mais imponente é o forte, com suas torres de observação.

Praia é point de surf, kyte e wind
Essaouira é cercada por muralhas construídas pelos portugueses em meados do século XVI e de seu porto pode-se admirar o que os europeus chamam de “fim do Mediterrâneo”. A praia não é muito de mergulho, por conta da água fria e do vento constante, que faz a alegria dos fãs de wind e kytesurf.

Mercado na cidade, sem o frenesi de Marrakech

Declarada patrimônio da humanidade pela Unesco, Essaouira tem construções tradicionais da cultura árabe, como a medina e o souk – um mercado bem menor que o de Marrakech e bem menos cansativo também. Esse, aliás, acho que é o grande trunfo da cidade, ser um lugar essencialmente para relaxar, seja acompanhando os pássaros ávidos por uma ‘boquinha’ no porto, admirando as ondas ou caminhando sem pressa.

Música e misticismo no Festival Gnaoua
Mas o hit de Essaouira é o mercado de peixes. Como muitas cidades litorâneas brasileiras têm, é um espaço onde pescadores revendem parte de seu pescado. O cliente escolhe o que quer comer e aguarda numa mesa, enquanto o cozinheiro prepara a comida. É divertido, mas não crie grandes expectativas com o prato, quase sempre a ‘receita’ é empanar e fritar seu pescado e servi-lo com salada e batata frita. E também esteja preparado para negociar bastante: na primeira barraca em que paramos me senti ofendida pelos preços cobrados.

Em junho, porém, a pesca é ofuscada pelo Festival de Música Gnaoua. Os Gnaoua são descendentes de escravos nesgros, que se estabeleceram no Marrocos. O misticismo é a característica mais forte de sua cultura, que inclui música de cordas, platinelas, tambores e vidência. Nos três dias de festival os Gnaoua tomam a cidade e recebem artistas estrangeiros que se interessam por sua cultura. Há quem compare ao candomblé, mas os vídeos no site oficial mostram um festival de música bem globalizado, com todo tipo de artista identificado com música tribal.

Pássaro e torre: cenário recorente na cidade

Duas horas e meia desde Marrakech
Um dia em Essaouira basta para conhecer a cidade. Mas quem quer fugir do frenesi de Marrakech pode (e deve) ficar mais. Como é essencialmente turística, Essaouira tem boa oferta de restaurantes e hospedagem. Se você procura uma experiência árabe, recomendo se informar sobre riads, construções típicas marroquinas. Se está em busca de conforto à moda ocidental, vai encontrar pousos seguros próximos à praia. E fique tranquilo quanto à locomoção, lá se faz tudo à pé.

Para o viajante que está em Marrakech, na rodoviária encontram-se com facilidade viagens de ida e volta no mesmo dia em ônibus de turismo bem confortável. Há três opções de horários de ida e de volta por dia (são cinco no verão) e as passagens custam 50 e 55 dihram, dependendo da empresa (5 e 5,5, euros, respectivamente). São duas horas e meia em cada trecho da viagem, com uma rápida parada no meio do caminho, mas a estrada é boa. As empresas mais confiáveis são Supratours e CTM.

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Personal Trip

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Flávia tem viagens planejadas para os próximos cinco anos, pelo menos. Só tem um porém: todas precisam de uma parada em Paris.

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