• RSS
  • As Viajantes no Facebook
  • Siga-nos no Twitter

Espanha em três roteiros: básico, ‘gourmet’ e praiano

Um dos Palácios Nazaríes, situado dentro de Alhambra, monumento mais importante de Granada

Alguns países não deveriam ser desbravados em uma só viagem, por mais longa que ela seja. A Espanha se encaixa nesse grupo, já que oferece opções para distintos tipos de turista, desde aquele que nunca saiu do Brasil até o viajante mais experimentado e exigente. Do mochileiro durango ao milionário, é um país que rende, pelo menos, três roteiros, como os sugeridos abaixo.

ROTEIRO 1: ESPANHA BÁSICA

Quando ir? Em qualquer época do ano.

Quanto tempo ficar? 12 a 15 dias.

Que lugares visitar? Com Madri, Barcelona, Toledo, Granada e Sevilha você vai conhecer todos os estereótipos da Espanha (balada, cerveja, jamón, flamenco, paella, arte…) e confirmar que são mesmo maravilhosos. A única tradição da Espanha que eu não considero bacana é a da tourada, mas eu já falei disso por aqui.

1) Madri (3 ou 4 dias). Três dias para conhecer os museus mais importantes do país: o Prado, o Reina Sofía e o Thyssen (um por dia), alternando com visitas a monumentos externos, ruas bacanas e bares, muitos bares de tapas e cañas. Aproveite para usar um dos dias extras para uma day trip a Toledo, El Escorial ou Segóvia.

Para ver mais detalhes de passeios em Madri, clique aqui. Para comer, beber e comprar, veja aqui.

Detalhe modernista do terraço de La Pedrera.

2) Barcelona (4 ou 5 dias). Arte, praia, arquitetura, noitada… As atrações em Barcelona são infinitas e a cidade fica especialmente divertida no verão. Os monumentos modernistas (como a Sagrada Familia, Parc Güell, La Pedrera ou o Palau de la Música) são os que dão a “cara” da cidade, mas também valem uma visita a Fundación Miró e o Museo Picasso. Se tiver fôlego, inclua uma day trip a Montserrat, onde há o famoso monastério, ao fofo balneário de Sitges (mais informações abaixo) ou a Sant Sadurni d’Anoia, cidade que concentra a maior produção de cava, o espumante catalão. Veja mais informações nos sites das vinícolas Freixenet e Cordoniú.

Para ver um giro completo da cidade, clique aqui.

3) Sevilha (2 dias). Chegamos à região onde você vai encontrar mais elementos que justificam a imagem que a Espanha exporta, como a tradição do flamenco. O bom mesmo seria ir a Jerez de la Frontera, uma das mecas desse ritmo, mas, na lindíssima Sevilha você não estará malparao. Além de contar com tablaos (lugar onde se toca e dança o flamenco “raiz”), como a simpática La Carbonería, a cidade também tem atrações impressionantes como os Reales Alcázares, a torre La Giralda e a impressionante Plaza de España. No mais, aproveite a caña (chopp) bem tirada da cidade (ou uns goles nos vinhos jerez) acompanhada de flamenquines (espécie de croquete típico), bien me sabe (iscas de peixe fritas bem temperadas) ou tortitas de gambas (com mini camarões). Você pode encontrá-las em um dos bares da Calle Mateo Gago.

4) Granada (2 dias). Granada tem cheiro de jasmim (flor comum durante a ocupação muçulmana) e foi a última cidade dominada pelos moros a cair durante a Reconquista católica. Mas a herança árabe perdura, já que seu principal monumento é Alhambra, complexo que reúne uma fortaleza, palácios, pátios e jardins que concorreu ao posto de uma das Novas Sete Maravilhas Mundiais. Para visitá-la, é fundamental comprar a entrada com antecedência no site. Também é uma boa passear pelos bairros de Albaicín e Sacromonte, com suas casinhas brancas. Nesse último, há uma série de tablaos e restaurantes que oferecem apresentações de flamenco.

Uma observação: no alto verão, apesar de ter mais o que fazer na Andaluzia, o calor às vezes é insuportável na região, principalmente em Sevilha. Fica o aviso.

Se você ficou com mais vontade de Andaluzia, clique aqui.

—————-

ROTEIRO 2: ESPANHA GOURMET

Quando ir? Em qualquer época do ano.

Quanto tempo ficar? De 15 dias (duas regiões) a um mês (todas as descritas abaixo).

Que lugares visitar? O norte da Espanha tem opções para todos os bolsos e apetites, e podemos destacar as comunidades autônomas Catalunha, País Basco, Astúrias, Navarra e Galícia como os destinos gastronômicos mais populares. Mas esse roteiro pelo norte é apenas orientativo. Saiba que é possível encontrar culinárias incríveis (e totalmente diferentes entre si) em literalmente todo o território da Espanha.

Pronta para comer minha 'escalivada' acompanhada de uma taça de 'cava

1) Catalunha (de 4 dias a uma semana). É lá (mais especificamente na cidade de Roses) onde ficava o famosíssimo El Bulli, restaurante de Ferrán Adrià, eleito o melhor o mundo durante vários anos seguidos (perdeu o trono em 2010). Adrià fechou o El Bulli mas, de qualquer maneira, como poucos têm (temos) orçamento para investir num três estrelas Michelin, aqui vão algumas alternativas mais acessíveis. A Catalunha controla seus produtos típicos com uma Denominação de Origem e explora suas cidades de acordo com isso. Por exemplo, para provar uns bons calçots (talos gigantes de cebola com molho romescu, um dos aperitivos mais gostosos que já comi), vale a pena ir a Valls no inverno. Os vinhos bacanas são da região Penedès, os queijos, dos Pirineus e as verduras e legumes, de Lleida. Mas claro que você pode encontrar esses produtos em cidades maiores como Barcelona (no post da cidade há algumas sugestões), Girona ou Tarragona. Delas, é possível fazer day trips para as cidades menores especializadas em tal produto.

* O que comer na Catalunha? Entre as comidas típicas, você vai topar com muitos embutidos (como butifarra, fuet e espetec), caracóis, coelho (servido com caracóis, frutos-do-mar e até chocolate), cocas (espécie de torrada grande com diferentes toppings salgados ou doces), escalivada (pimentão vermelho, berinjela e cebola assados com muito azeite e servidos com queijo de cabra), além do onipresente pà amb tomàquet (pão com tomate e azeite) e de muitas receitas com bacalhau e frutos-do-mar. De sobremesa, a crema catalana (que lembra crème brulée) e o mel i mató (queijo mató com mel).

2) País Basco (de 5 ou 6 dias). Minha região gastronômica favorita no mundo – e eu já falei dela com detalhes num post, onde confesso minha paixão pelos pintxos. Os pintxos (ou pinchos) são porções individuais de tapas servidas com um palitinho, normalmente em cima de uma rodela de pão. Há pintxos para todos os bolsos e para prová-los (entre outras coisas) vale passar dois ou três dias em duas de suas principais capitais, San Sebastián e Bilbao.

* O que comer no País Basco? Frutos-do-mar, moluscos (como as minilulas txipirones) e peixes são as principais bases dessa culinária, mas os aspargos, a pimenta (a geléia de pimenta de lá é inesquecível), as carnes, o queijo de ovelha Idiazabal e os embutidos também são destacáveis. Entre alguns pratos, você vai encontrar o marmitako de bonito (espécie de ensopado de atum), pratos com diferentes tipos de feijão (alubias ou fabas), txangurro (king crab com cebola, alho-poró e tomate), kokotxas (parte inferior da cabeça do peixe) ou bacalao al pil-pil (molho com azeite e soro do peixe) . Para acompanhar, peça um zurito (chopp garotinho) ou um txacoli, espécie de vinho branco opaco.

3) Navarra, La Rioja e Astúrias (uma semana). Se você gosta de carne de vaca, acompanhada de um bom vinho, esta é a sua área. Confesso que não sou muito fã da carne bovina de Madri e do sul (onde o porco é o rei da mesa), mas o norte compensa. Oviedo, Gijón e Llanes (Astúrias), Pamplona (Navarra) e Logroño (La Rioja) são algumas das cidades que reúnem atrações turísticas e gastronomia.

O ouriço ('erizo') é uma iguaria super apreciada nas cidades litorâneas do norte do país. Provamos estes em Gijón, acompanhados de sidra local.

* O que comer nessas regiões? Provar um chuletón nessas três regiões é quase um programa turístico, já que são famosas por seus asadores – algo como uma churrascaria mais sofisticada. Navarra tem uma culinária bem parecida com a do País Basco (outra região rica em carne), enquanto Astúrias conta também com sua famosa fabada (espécie de feijoada, mas com feijões brancos), além de dezenas de frutos-do-mar e queijos sensacionais (o mais famoso é o cabrales, presente em várias receitas com carnes e massas). Sem se esquecer da famosa sidra, que nada tem a ver com o espumante do despacho. E La Rioja é conhecida pelas vinícolas modernas e por seus vinhos D.O.C. Veja aqui mais informações.

4) Galícia (uma semana). Recentemente publicamos um post sobre essa região, que também detalha um dos seus principais atrativos: a culinária. Com três dias em Santiago de Compostela, dois em A Coruña e dois em Vigo você vai poder provar de tudo e aproveitar a pausa entre as refeições para conhecer as muitas atrações turísticas dessas cidades.

* O que comer na Galícia? Com uma fartura parecida à da mesa portuguesa (está coladinha com a terrinha), a gastronomia galega se baseia em crustáceos, moluscos (seu pulpo a la gallega é o prato estrela), queijos (meus preferidos na Espanha), caldos, doces, lanchinhos (a empanada gallega é servida até no café-da-manhã)… A lista é interminável.

————-

ROTEIRO 3: ESPANHA PRAIANA

Quando ir? No verão. Em agosto tudo é absurdamente mais caro, então sugiro ir a partir de meados de junho (onde já se pode banhar no sul da península e nas Ilhas Canárias), julho (quando faz calor em todo país) ou setembro (evitando o norte, onde já começa a fazer mais frio).

Quanto tempo ficar? De 15 a 20 dias, escolhendo uma ou duas das regiões abaixo.

Parece o Caribe, mas é Sant Elm, em Maiorca

Que lugares visitar? No norte, Galícia, País Basco e Astúrias, regiões mais fresquinhas, para quem quer fugir do calorzão. No sul, Andaluzia, calor brabo para peles resistentes. Ao leste, a Comunidade Valenciana, bem familiar. A nordeste, Catalunha, com algumas das praias mais bonitas, em roteiros que podem unir praia e cultura. As Ilhas Baleares (onde está Ibiza) são o paraíso mediterrâneo que lembra o Caribe, enquanto as Ilhas Canárias oferecem uma paisagem diferente, vulcânica, e muitos resorts.

1) Espanha insular (de 4 dias a uma semana por arquipélago).

* Arquipélago das Ilhas Baleares – A ilha mais conhecida do país é sem dúvida Ibiza, que atrai não só baladeiros, como também gente que quer relaxar e só aproveitar o dia. Ibiza faz parte das Ilhas Baleares, junto com Maiorca, Menorca e Formentera. Todas são lindas, mas prepare-se para gastar uma graninha porque, com a grande afluência de turistas ingleses e alemães, os preços são altos. Para circular por elas, é preciso alugar carro (ou bicicleta, no caso da pequena Formentera). Se quiser viajar a mais de uma, pode ser mais barato ir de avião (pela Ryanair, por exemplo) do que de barco, já que a companhia que faz os trajetos mete a mão.

* Arquipélago das Canárias – As Canárias também têm um esquema parecido (turistas gringos, necessidade de alugar carro para conhecer as praias mais bonitas…), mas é uma viagem mais original, já que conta também com praias vulcânicas (de exótica areia escura) e com um clima mais quentinho do que o resto da Espanha (está grudadinha na África), ou seja, com sorte, dá para mergulhar lá em meia-estação. O arquipélago tem sete ilhas, sendo as três primeiras as mais visitadas: Gran Canaria, Fuerteventura, Lanzarote (que formam a província de Las Palmas), Tenerife, La Palma, La Gomera e El Hierro (que formam a província de Santa Cruz de Tenerife). Em todos os casos, fuja dos resorts. Prefira os hotéis e pousadas.

2) Andaluzia (uma semana). Calor, muito calor, e muita gente. Assim é a costa andaluza. As praias mais legais estão escondidas e o acesso é melhor de carro. El Cabo de Gata reserva calas (pequenas enseadas escondidas entre pedras) bonitas e mais tranquilas que as praias das grandes urbes. Mas vale visitar também cidades costeiras mais pops. Entre elas, as da província de Huelva, Cádiz (e suas praias ao redor), Puerto de Santa María, Bolonia, Málaga, e, se quiser conhecer a cidade do jet set, Marbella (eu acho um poco cafona, mas tem lá sua fama).

A fofa Calella de Palafrugell, na Costa Brava

3) Países Catalães (de uma semana a 10 dias). Pode ser combinada com uma viagem às Ilhas Baleares, pois duas de suas regiões (Catalunha e Valência) estão bem próximas a este arquipélago, que também faz parte dos chamados Países Catalães. Na Catalunha, em Valência e nas Baleares se fala o catalão (e suas variações), daí essa denominação.

Comunidad Valenciana – A cidade de Valência pode ser uma boa base no caso de ficar só na Comunidade Valenciana. Sua praia urbana não é tão bonita, mas de lá é possível circular por outras mais simpáticas, como a de El Saler, a de Sagunto (a cidade é fofa) ou então visitar o Lago do Parque Natural de La Albufera. Gandía é uma praia famosa entre os mais jovenzinhos (que curtem sua noite) e Benicàssim é ponto de encontro todos os anos de centenas de amantes da música indie por seu festival bacanésimo, o FIB. Um detalhe gastronômico: Valência é a terra da paella, portanto, se quiser provar uma boa, essa é a região.

Catalunha – Já a Catalunha oferece a oportunidade de fazer um roteiro cultural-praiano. O mais legal é percorrer a Costa Brava, que começa na cidade de Blanes. Subindo de carro em direção ao norte (a melhor base é a cidade de Girona, que não fica no mar, mas está próxima às principais atrações), valem visitas Tossa del Mar, Sant Feliu de Guixols. Palafrugell/Tamariu (a Calella de Palafrugell é minha praia favorita na região, de mar azul turquesa e areia branquinha), Roses e Cadaqués (onde veraneava Salvador Dalí), cuja praia nem é tão bonita, mas é super charmosa com suas casinhas brancas e azuis típicas do Mediterrâneo. A parte cultural se completa com Figueres, onde há o louquíssimo Teatro-Museu de Salvador Dalí, e visitando as ruínas gregas e romanas em Empúries. Uma dica: para longos deslocamentos entre essas cidades, vá pelas autopistas ou estradas por dentro do continente. A estrada que beira o mar é muito sinuosa e dá enjoo. Fora da Costa Brava, mas ainda na Catalunha, recomendo visitar Sitges, cidade fofíssima adotada pelo público GLS, e Tarragona, que tem um impressionante anfiteatro romano do século I na beira da praia. Ambas ficam mais próximas a Barcelona.

4) Fresquinho no Norte (de uma semana a 10 dias). Os espanhóis que não curtem aquele calorzão nem tumulto preferem percorrer o norte do país, que reserva praias e paisagens selvagens (como despenhadeiros) espetaculares – uma viagem de carro é o mais recomendável, ainda mais se juntarmos com o roteiro gastronômico descrito acima).  Porém, prepare-se para um mar bem frio e tempo instável por lá.

Vista de San Sebastián

País BascoA praia urbana mais famosa do País Basco é a Playa de la Concha, em San Sebastián, que também conta com a larga faixa de areia da Playa de Ondarreta. De carro, você também pode relaxar na Playa de La Salvaje (mais perto de Bilbao, a cidade do Museu Guggenheim) e muitas outras, ou até ir até passar da fronteira com a França para pegar um sol em Biarritz ou na Playa de Hendaya.

Cantábria e Astúrias – Na Cantábria, vale uma visitinha à capital Santander (que também tem uma praia urbana simpática, a Playa de la Magdalena) e a praias mais selvagens como a Playa Mataleña, a Langre e a San Julián. Já Astúrias é um paraíso natural com muitas montanhas (não deixe de passar pelos Picos de Europa e seus lagos) e praias selvagens como a Playa del Silencio, as lindíssimas (mesmo) Cuevas del Mar, Torimbia e Toró, além da fofa vila de pescadores Cudillero. A cidade de Llanes, além de bonita, é uma boa base para percorrer a região, assim como Gijón, que também tem uma praia urbana legal, a Playa de San Lorenzo.

Galícia – A Coruña é sua cidade costeira mais famosa, mas, como já descrevi no post da Galícia, Vigo pode ser também uma boa base, já que seu entorno conta com várias praias bonitas. Além disso, de lá se pode visitar as espetaculares Illas Cíes, que têm a praia mais bonita da Espanha, na minha opinião (e na do The Guardian, que elegeu em 2007 como a mais bela do mundo).

Quer imprimir este post? Clique aqui.

Siga As Viajantes no Twitter.

Para procurar hospedagem na Espanha, clique aqui.

Personal Trip

About the Author

Depois de três anos morando na Europa, Clarissa foi multada ao voltar ao Brasil. Motivo: excesso de bagagem. Mas não se arrepende. Afinal, eram muitas histórias e dicas para trazer na mala e ela não queria deixar nenhuma para trás.

17 Respostas para “ Espanha em três roteiros: básico, ‘gourmet’ e praiano ”

  1. Oi, Elisandra. Sim, você pode ir de trem pra Barcelona. Pesquise os horários e preços no site da Renfe (renfe.com). Abraços

  2. Ola…tudo bem? vamos ver se vcs poderam me ajudar…irei agora no dia 7 de abril visitar meu irmão q mora em san sebastian…minha primeira vez na europa…então como ele trabalha e não pode fazer os passeios junto…gostaria de saber se tem como sair de san sebastian de trem para ir ate barcelona??? como faço isso?? e se vcs tem algumas dicas para essa minha viagem ficarei la ate 23 de abril….aguardo ansiosa obrigada Elisandra

  3. Roberta, Barcelona está no nordeste, Madri mais pro centro, Toledo fica perto de Madri e Sevilha e Granada estão no sul. Logo, essa sequência está perfeita, pois você vai descendo. Se eu estivesse de carro, talvez eu fizesse Granada antes de Sevilha, mas não faz tanta diferença. Abs

  4. Boa tarde, Clarissa. Estou planejando o roteiro básico para a Espanha agora em abril. Estou em SP. Qual a sequência de cidades que faz mais sentido fazer?
    - SP – BARCELONA
    - BARCELONA – MADRID (Toledo)
    - TOLEDO – SEVILHA
    - SEVILHA – GRANADA

    Obrigada e parabéns pelo trabalho.

  5. Oi, Maria. No post, logo no início, falo dessas cidades que você quer incluir no seu roteiro. Como você vai ficar muitos dias sugiro alugar carro só se você quiser conhecer as cidades do caminho (a Andaluzia vale a pena ser percorrida de carro, veja no link http://asviajantes.com/viagem/roteiro-de-carro-pela-andaluzia) e em alguns momentos, não na viagem toda. O ideal é combinar carro e trem. Madri e Barcelona são cidades grandes, que dispensam o uso de carro, por terem um bom transporte público (e muito trânsito, estacionamentos caros etc.). Os arredores delas também valem a pena e há trens de curta distância ligando as principais atrações. Enfim, o lance é fazer as contas e ver o que vale mais a pena na época. Como é altíssima temporada, sugiro resolver isso cedo, para aproveitar as tarifas ainda baixas. Na http://www.renfe.es, empresa de trens da Espanha, você pode encontrar tarifas estrella ou web, que são as mais baratas. Mas acho que ainda não estão vendendo com tanta antecedência (se não me engano se vende com três meses no máximo, mas dê uma conferida). O avião também pode ser uma opção. A Ryanair, EasyJet e Vueling têm voos entre essas grandes cidades que às vezes saem baratíssimo, por menos de 50 euros. Abs.

  6. vou para santiago de compostela dia 22/12/2012 e retorno dia 5/01/2013. gostaria de um roteiro para ir até madri, barcelona sevilha. se de carro ou trem.

  7. Oi,
    Clarissa

    Obrigada pelas dicas e pela rápida resposta.
    Vou verificar as possibilidades.
    Suas dicas são ótimas!
    Ainda não consegui ler todas!!!
    Grande abraço,
    Raquel

  8. Oi, Raquel. Vamos lá: quatro dias para Madri está bom, mas se quiser ir a mais de uma cidade dos arredores (como Toledo e Segóvia) melhor reservar mais um dia. Barcelona com cinco ou seis dias está bacana. Por perto, os bate e volta mais comuns são a visita ao Mosteiro de Montserrat, Tarragona (cidade de praia que tem ruínas romanas lindas) e Sant Sadurni D’Anoia, que é onde estão as principais produtoras de cava, o espumante espanhol. Grudada na estação de Sant Sadurni está a fábrica da Freixenet, onde se pode fazer a visita guiada e provar o cava no fim. Na mesma cidade você pode visitar também a da marca Cordoniu. Se estivesse calor seria legal ir à praia de Sitges, muito fofa, mas em outubro não vai valer muito a pena. É tranquilo ir a jogo de futebol, bem mais tranquilo no Brasil. Mas seria bom você tentar comprar logo o ingresso pela internet (https://entrades.fcbarcelona.cat/web/es/entrades.html) porque são disputadíssimos. Só fui de carro para Valência, mas sei que o aeroporto tem metrô, o que já é uma vantagem. Normalmente eu prefiro trem, mas muitas vezes a gente consegue boas ofertas de passagens aéreas, vale comparar nos sites da Ryanair, Vueling, Easyjet e Iberia. Antes de comprar, dê uma conferida nas passagens de trem. Aconselho a buscar o mais rápido possível em qualquer dos casos. No site renfe.es quanto antes você comprar, mais barato sai a passagem de trem. Procure pela tarifa web. E não vá de classe turista em viagens longas, é bem sofrido. Beijos

  9. Olá Clarissa,

    Adorei o site! O tópico day trip coube direitinho no eu estava procurando. Vou para Espanha sozinha e vou ficar 13 dias em outubro. Ainda não resolvi exatamente o que fazer. Estava pensando em 04 dias em Madrid e arredores. Depois queria ir para Barcelona, seriam 08 dias. Você acha muito? Quais lugares nos arredores de Barcelona é possível conhecer? Sou fã de futebol e nunca tive coragem de assistir um jogo no Brasil. Queria assistir uma partida do Barça! É perigoso? Vou estar sozinha! Se eu seguir seu roteiro básico qual a melhor opção para ir a Valência, trem ou avião?
    Muitas perguntas…. Agradeço se puder me ajudar! Beijos

  10. Oi, Ignez. Olha, em Palma eu gostei muito do Hotel Horizonte, que não fica no centro, mas fica em uma área residencial ótima, com lugar para estacionar em frente, vista linda e perto da saída da cidade, ou seja, ideal para quem está de carro. Não dormi nas outras ilhas, mas recomendo olhar no http://www.booking.com/index.pt.html?aid=335647. Este site é ótimo para encontrar alojamento. O Horizonte também está nele. Em Ibiza, ficar na Playa del Bossa é bem estratégico (perto do aeroporto, com comércio e movimento) e em Menorca acho bacana ficar em Maó mesmo. Em Formentera não sei te dizer, mas é uma ilha pequena, não tem muito como errar.
    Bjs

  11. Obrigada pelo seu retorno. Decidimos seguir seu conselho e vamos ficar 3 nts em cada. Vc poderia sugerir acomodação ou pelo menos onde é melhor ficar em cada uma das ilhas, p/melhor locomoção?

  12. Oi, Ignez.

    Sim, acho que vale a pena ir às Baleares, sim. De Valência é bem perto. O lance é que para ir a Ibiza e Menorca saindo de Maiorca não é tão simples quanto conhecer as ilhas de Angra, por exemplo. Ou seja, você tem que guardar no mínimo uma semana para conhecer bem. E, mesmo assim, pode ficar corrido, pois em todas vocês precisarão alugar carros, andar para cima e para baixo em busca das praias mais bonitas e dormir pelo menos uma noite (a day trip não vale a pena) ou até duas em cada ilha. Afinal, o bom de estar numa ilha é relaxar, né? Não combina com correria. Há uma companhia de barco, a Transmediterránea (www.trasmediterranea.es) que faz esses trajetos (inclusive saindo de Valência), mas eu sempre acho melhor tentar um voo (tanto saindo de Valência quanto entre as ilhas) pois os preços do barco são altos, ainda mais em agosto, que é altíssima temporada. Dê uma olhada nos preços das companhias aéreas (você pode rastrear os melhores no http://www.trabber.es, que busca em várias companhias). Uma outra opção é escolher só uma ilha e passar uns três ou quatro dias, mais tranquilamente. Maiorca é a com mais infraestrutura e tem dezenas de praias. Ibiza não sei se vocês vão gostar muito nessa época, porque se enche de universitários de toda a Europa, que fazem muita zona, bebem muito e lotam tudo pela ilha. E Menorca é mais tranquilinha, mas também tem muita estrutura. Formentera é a mais tranquila de todas, pequena e relaxante. Veja o site oficial de turismo da região para tirar as dúvidas sobre cada uma: http://www.illesbalears.es. Dá uma pequisada nesses sites que passei e me conta depois o que vocês preferem. Bjs

  13. Parabéns Clarissa! Mto bom seus comentários. Em final de agosto estou indo c/3 amigas(cinquentonas)p/Espanha e vamos direto p/Valência e então alugamos um carro p/fazermos o litoral até Cádiz onde subiremos por Jerez de la Fronteira p/fazermos Andaluzia, devolvemos o carro em Córdoba e vamos de trem até Madri onde finalizamos a viagem.
    Gostaria de incluir a ilhas baleares antes de decermos de Valência. O q vc acha? Posso ficar em Maiorca e de lá ir p/Ibiza e Menorca, vale a pena? O tempo previsto é de 3 semanas mas ñ é rígido pode ser dilatado se necessário. Aguardo sua sugestões.

  14. Oi Clarissa, muito obrigada pela resposta. Valeu!

  15. Oi, Cláudia.

    Olha, depende muito. Aviões valem a pena quando você consegue boas promoções nas companhias low cost (Ryanair, Vueling, Easy Jet) ou até na Iberia (fique de olho porque ela vira e mexe baixa muito os preços). Eu gosto de trem porque normalmente as estações são mais cêntricas que os aeroportos e você não gasta com transporte (ou gasta pouco) até seu hotel ou hostel. É preciso levar isso em conta, porque às vezes o que você gasta saindo do aeroporto não compensa a passagem aérea barata. A opção mais econômica mesmo é ônibus, mas também a mais cansativa porque para aproveitar o finde você tem que viajar sexta à noite. Os trens, se comprados com antecedência no site da Renfe, podem sair bem baratos. Tem que procurar a Tarifa Web ou a Tarifa Estrela. Mas é preciso comprar pelo menos um mês antes. Bjs

  16. Olá Clarissa,

    Tenho “viajado” muito no site de vocês e estou adorando todas as dicas e matérias. Parabéns!
    Vou passar um tempo em Madrid (4 meses estudando, de julho à outubro/11) e gostaria muito de conhecer TODA a Espanha. Mas…só terei os finais de semana. Que sugestões você me daria para otimizar melhor estes finais de semana? Qual a forma mais econômica: ônibus, carro, trem ou avião?
    Muito obrigada, Cláudia.

  17. Bien bien!!!!!!en Galicia se come bien y tambien se puede ir a la playa, me gusta

Deixe uma resposta

Você pode usar estas tags xHTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <blockquote cite=""> <code> <em> <strong>