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E lá vamos nós: viagem em família com adolescentes

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Flávia, Natália e Léo e o momento da clássica foto automática em família, em Salvador

A um mês das férias escolares, resolvemos fazer um post com dicas para quem vai viajar com adolescentes. Sem a pretensão de criar nenhum tipo de regra, claro, nós, Alícia e Flávia, vamos contar como viajamos e nos divertimos com os nossos adolescentes ‘emprestados’, que são os filhos dos nossos respectivos.

A primeira etapa é escolher um destino. Alícia é sempre a favor de um lugar com algum tipo de adrenalina, Flávia gosta de conforto, mas com diversão. As duas concordamos que um pouco de história nessa fase da vida os ajuda a fazer descobertas no mundo além dos videogames.

Mas isso tem que ser bem dosado e, para ser divertido, requer que a viagem seja pensada como um programa de família. Se os adultos organizarem seus programas com base só nos seus gostos e apenas arrastarem a criança junto, tem tudo para dar errado. O ideal é que independente da idade, sejam todos companheiros de viagem e deixem que as novidades estreitem os laços entre vocês.

Alícia com Fábio e Caio: suor na chegada ao alto do Morro da Urca, na subida do Pão de açúcar, depois de 40 min de trilha

É muito provável, por exemplo, que um adolescente ou pré-adolescente ache um saco passar um dia inteiro num museu, mas uma visita rápida a um, que desperte um mínimo de curiosidade pode ser divertido. Trilhas, praias e atividades também são boas pedidas, mas é preciso pensar que pode acontecer de o adolescente ter muito mais pique que você e você tomar uma canseira ou vice-versa.

Videogames, bola e amigos
Como amante do mundo do mato, eu, Alícia, não acho saudável essa invasão digital nas nossas vidas e confesso que fico até com uma pontinha de orgulho quando ouço uma constatação do tipo: ‘nossa, nunca tinha ficado tanto tempo sem meu PSP’.

Mas é preciso admitir que Ipods e videogames portáteis vão estar nas malas de qualquer adolescente. Isso não só não impede que ele curta e descubra os prazeres analógicos do mundo, como garante diversão ao viajante mirim naquelas horas que em que a gente quer só tirar um cochilo ou simplesmente não fazer nada. Pranchas, bolas, jogos e outros atrativos como um bom amigo também podem tornar a viagem mais interessante pra eles.

Jantar à luz de velas, com luminárias de garrafas pet no camping-resort em Itamambuca

Comida
Dependendo do adolescente, quando o assunto é comida, ou ele vai tentar pular o almoço ou vai de repente anunciar que está morto de fome e ficar meio mal humorado com isso. Por isso, as refeições têm que estar no seu roteiro. Alícia prefere riscar o ‘almojanta’ do seu roteiro e criar, mesmo que em horários não convencionais, um ‘momento comida’. Para Flávia, desde que bem encaixado na programação, o almoço com cara de jantar não faz mal a ninguém. Ainda mais depois de um café da manhã reforçado e beliscos ao longo do dia.

Em qualquer uma das situações, por mais que você esteja louco para se entupir da comida típica regional, garanta um lugar que também tenha o clássico bife com batata frita para assegurar que todo mundo vai ficar satisfeito, caso algo dê errado.

NOSSAS EXPERIÊNCIAS
* Viajante nato – Meu enteado está prestes a fazer 15 anos e é um viajante nato. Mora fora do Brasil e já conheceu lugares incríveis como China, Tailândia, Vietnã e todas as Disneys que você imaginar. Acho que isso torna a coisa ainda mais gostosa. Ele, como nós, tem prazer em descobrir as coisas dos lugares e a completar novos destinos no seu google maps. E, como ele já rodou bastante pelo mundo, gostamos em investir para que ele conheça cada vez mais nosso país e sua história.

Mergulho onde o Rio encontra o mar em Itamambuca

Nossa primeira viagem juntos foi quando ele tinha 12. Fomos para o Nordeste, alugamos um carro lá e passamos por Maceió, Maragogi, Porto de Galinhas, Recife e Natal. Entre uma praia e outra, conhecemos o Museu de Marechal Deodoro (casa daquele que proclamou a nossa República), Bonecos de Olinda, obras de arte e armas incríveis no castelo do Museu Brennand, andamos de bugre com emoção, tirolesa, vimos de pertinho o peixe boi e ainda fizemos um ‘carinho’ num tubarão lixa de um aquário de Natal.

Mas já fomos também para Ibitipoca, em Minas Gerais, com trilhas com direito a grutas e cachoeiras – além de camping com piscina, sinuca e pingue-pongue. Também já acampamos em Itamambuca, em São Paulo, onde passeamos de caiaque, alugamos prancha de surfe e curtimos suas praias e cachoeiras. Passeios de um dia como subir o Pão de Açúcar de trilha e descer de bondinho, subir as trilhas do Costão e Mourão, em Niterói, além de conhecer o roteiro imperial de Petrópolis também já foram programas em nossas agendas. A última parada foi Amazônia. E lá vamos nós. (por Alícia Uchôa)

* Marinheira de 1ª viagem – Com 13 anos, minha enteada nunca tinha viajado de avião. Ansiosa por essa ‘aventura’, para ela o destino era só um detalhe na viagem. Escolhemos Salvador pelo clima, pela praia e pela facilidade de voos. Afinal, chegar no meio da madrugada seria sacrificante para alguém que acorda às 6h para ir à escola.

Farol Barra, em Salvador

Nossa programação de fim de semana incluiu praia, claro, e outros programas obrigatórios na cidade, como visita ao Pelourinho (onde ela pôde fazer trancinhas no cabelo e comprar souvenirs), ao Elevador Lacerda e ao Mercado Modelo (que renderam boas fotos). Dois programas diferentes foram a visita ao Forte de São Marcelo, de onde se tem vista privilegiada da cidade, e ao Solar do Unhão, onde fica o MAM da Bahia, com seu parque de esculturas e onde no fim da tarde de sábado rola jam session com vista para a Baía de Todos os Santos.

Ela se divertiu em todos os programas e, felizmente, ela adorou o acarajé e a moqueca de siri catado do Yemanjá e até hoje fala do bobó de camarão do Jardim das Delícias. Claro que numa viagem curta e para um lugar novo é mais difícil deixar um adolescente entediado. Mas abrimos mão de alguns programas que eu acho que virariam um sacrifício para ela, como as visitas às igrejas. De toda forma, voltamos já pensando na próxima – com avião, claro. Ela agora quer sair do país. (por Flávia Motta)

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Personal Trip

About the Author

De moto, barco, carro, avião, trem ou ônibus, para Alícia o importante é viajar, conhecer lugares novos, sem deixar de desbravar o Brasil.

6 Respostas para “ E lá vamos nós: viagem em família com adolescentes ”

  1. Vou ser pai de 1° viagem agora em setembro, e não vejo a hora do meu filho crescer para me acompanhar nas viagens.
    Abraços

  2. Sou uma adolecente e gostaria de dicas economicas sem sair de casa para me sivertir com meus pais nas minhas férias.

  3. isso mesmo, mocinhas, já vão treinando pra quando tiverem os seus! 🙂

  4. Alicia,adorei a reportagem!Espero q vcs ainda passem por muitas aventuras nesse nosso pais maravilhoso!Bjs…

  5. Agora vai ter que levá-la a um destino internacional!

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