• RSS
  • As Viajantes no Facebook
  • Siga-nos no Twitter

Dubrovnik, a cidade branca invencível

O colorido artesanato croata está à venda por todas as partes em Dubrovnik

Há alguns meses, sugeri um roteiro pela Croáciadando vários detalhes que podem ajudar a planejar uma viagem por esse país. Mas estava devendo alguns posts específicos sobre alguns de seus pontos mais interessantes. Difícil é escolher por onde começar, já que a Croácia reserva uma surpresa atrás da outra. Eu sabia que tinha que falar primeiro de alguma cidade da Dalmácia, região de visual espetacular que me arrebatou de cara e fiquei na dúvida entre suas duas principais cidades. Resolvi deixar a charmosa Split para a próxima e começar com sua rival, Dubrovnik.
.
Dubrovnik, também conhecida pelo nome romano de Ragusa, é o balneário mais famoso do país. Foi minha primeira parada na Croácia, depois de uma longa e não recomendável viagem de ônibus que começou na Itália. Há várias opções de voos saindo de  cidades europeias (alguns low cost) que certamente serão mais confortáveis que o bus que peguei. Saí de Trieste no fim do dia, passei pela Eslovênia e, durante uma noite inteira, fui bordeando o litoral croata. Para chegar a Dubrovnik pela estrada é preciso passar por território bósnio (mais especificamente por Neum, única saída desse país para o mar). Brasileiros precisam de visto para a Bósnia, mas, uma vez comprovando que seu destino é ainda na Croácia, os policiais não impedirão que você siga seu caminho de ônibus ou carro.
.
ASSÉDIO NA CHEGADA E LEILÃO DE “SOBA”  

Vista da cidade murada

Ao chegarmos à rodoviária, fomos cercados por pessoas que ofereciam quartos (“soba”) para alugar. Isso é bem comum na região. Fomos na aventura, sem nenhum planejamento, o que pode ser bacana ou uma furada (atualmente não abro mão de reservar alojamento no booking.com ou no hostelworld.com). Demos sorte. Acabamos indo parar na casa de duas velhinhas irmãs, que se comunicavam mal em inglês, mas eram simpáticas e adoravam conversar. Elas nos alugaram um quarto com cama de casal (fui com meu marido, que na época era namorado), banheiro compartilhado e nos disseram, meio brincando, meio a sério: “menos mal que não estamos na antiga Iugoslávia, porque só podíamos hospedar casais que eram casados”. 

Muita coisa mudou na Croácia desde então. A religiosidade ainda está presente (grande parte de seus monumentos são templos), mas o país transborda modernidade e juventude. Dubrovnik está cheia de bares, com gente jovem, como qualquer grande cidade europeia antenada. As mulheres são lindas e tive que me acostumar com meu namorado olhando para todas encantado da vida. O mesmo, infelizmente, não se pode dizer dos meninos, que são bem normaizinhos. 🙁 

Só não convinha muito perguntar sobre a Sérvia aos habitantes. A Guerra da Iugoslávia ainda é uma lembrança muito dolorosa. Apesar de tudo, Dubrovnik se orgulha de nunca ter sido dominada, façanha rara em se tratando de Europa. Sérvios, nazistas, otomanos e venezianos bem que tentaram, mas no máximo deixaram sua influência cultural. Dois exemplos disso: o delicioso bürek (espécie de folheado), resquício turco, e o idioma italiano, que ainda é falado por muita gente na região.  A invencível do título só sucumbiu mesmo às forças da natureza: já sofreu terremotos trágicos. 

Conhecida como "pérola do Adriático", Dubrovnik é uma das cidades mais visitadas da Croácia

BRILHO “BRANCO”
 
Mal deixamos as malas no quarto e fomos direto para a principal atração de Dubrovnik, a cidade antiga (stari grad). Se você tem fotofobia, não esqueça seus óculos escuros. Isso porque o branco que reveste o piso e as edificações da cidade antiga tem um brilho impressionante. São as pedras de Brac, ilha da Dalmácia conhecida por fornecer esse material que embeleza Dubrovnik. Aliás, é bom tomar cuidado para não escorregar quando chover.
.
Com muralhas de mais de mil anos, esta parte da cidade tem como artéria a pulsante Placa (rua principal, também conhecida como Stradun), repleta de bares e lojas. O bacana é embrenhar-se pelas ruas e vielas laterais à Placa, que escondem estabelecimentos charmosos. Também valem uma visita monumentos como a Fonte de Onofrio (construída no século XV para que os visitantes da época se lavassem e evitassem a transmissão de doenças aos habitantes) e aTorre do Relógio. Assim como a praça Luza, a catedral, a linda igreja de Svjeti Vlaho (São Brás), patrono de Dubrovnik, e o monastério-museu. Fora da cidade murada, um passeio pelo porto também é uma boa pedida. E para uma boquinha, adoramos o restaurante Taj Mahal. Apesar do nome, é bósnio e delicioso – além de não ser nada caro. Por conta da influência italiana, há várias opções para os amantes das massas.
.
Não há uma praia urbana próxima ao centro. Portanto, se a ideia for dar uma relaxada, é possível passar o dia em Cavtat, praia a 16 km de Dubrovnik. Porém, vale lembrar que tanto Cavtat quanto várias outras praias croatas e europeias têm pedras.  Apesar de bonitas, podem ser um pouco decepcionantes para um um brasileiro acostumado às praias de areia.
.
Quer imprimir este post? Clique aqui.
Personal Trip

About the Author

Depois de três anos morando na Europa, Clarissa foi multada ao voltar ao Brasil. Motivo: excesso de bagagem. Mas não se arrepende. Afinal, eram muitas histórias e dicas para trazer na mala e ela não queria deixar nenhuma para trás.

4 Respostas para “ Dubrovnik, a cidade branca invencível ”

  1. Oi, Sônia. Acho que cinco dias na Toscana, sem contar o tempo de Florença, está bom, sim. Sobre a Croácia, eu acho três dias pouco. Três dias em Dubrovnik está OK, mas acho um esforço muito grande ir até a Croácia (mais abaixo explico o problema dos voos) e ficar só em Dubrovnik. Eu reservaria mais uns dois dias, pelo menos, ou até uma semana, para ir a outra parte da Dalmácia, a alguma das ilhas ou a Split.

    Dei uma pesquisada rápida pelo Skyscanner e pelo Trabber e não achei voos diretos em abril saindo de Florença, Pisa ou Siena, todos combinavam mais de uma companhia (Croatia Airlines, Lufthansa, Austrian Airlines, por exemplo). Aliás, mesmo saindo de Roma, todos exigiam alguma escala ou conexão. Para piorar, algumas low costs, como a Easyjet, só disponibilizam voos da Itália (no caso, de Roma) a Dubrovnik no verão. Eu aconselho você dar uma olhada no skyscanner.com e trabber.it (na Itália eles chamam Dubrovnik de Ragusa, não estranhe se aparecer isso ao procurar os voos) e tentar achar a combinação menos sofrida. Mesmo para Zagreb eles fazem escala. Eu não tive esse problema porque fui por terra, coisa que não recomendo, é uma viagem muito longa. Boa sorte, e só digo que vale a pena!

  2. Caras,

    Em final de abril/2013, iremos em dois casai mais uma amiga a Itália.
    Nosso itinerário e inciar o passeio por Roma onde ficaremos por apenas 3 dias pois já tivemos o prazer de conhecê-la em 2008, mas nossos amigos ainda não.
    Após essa parada em Roma nossos planos são alugar um carro e partir para Florença onde deveremos permanecer por aproximadamente 3 dias para explorar a cidade e na sequência Siena, onde onde estabeleceremos base para curtir a Toscana por aproximadamente 5 dias.
    Pergunta: Esse tempo é suficiente para o giro na região?

    Bem,nossa viajem continuará, mas não de carro, pois pretendemos partir de Siena ou quem sabe Florença, com destino a Croácia, mais especificamente Drubvinick. Pensamos em ficar nessa cidade por aproximadamente 3 dias.
    Nossa pergunta é se há voos de Siena ou Florença até a Croácia?
    O tempo de permanência na Croácia ( 3 dias) são suficientes para se conhecer o mínimo?

    Percebo que há muito poucas informações de viajantes brasileiros para esse país e prometo postar sugestões e fotos da viagem no retorno.

    Abraço

    Sônia

  3. Vale muito a pena, Solange. A renda é linda, mas bem cara. Programe-se e vá, sim. Abraços.

  4. Amei ver a renda feita à mão, mostrada na reportagem do globo reporter da globo. Fiquei encantada com este país maravilhoso, seria um sonho ir lá

Deixe uma resposta

Você pode usar estas tags xHTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <blockquote cite=""> <code> <em> <strong>