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Descubra motivos para conhecer Bruxelas

prefeitura de bruxelas

Prefeitura de Bruxelas à noite

‘Patinho feio’ entre as grandes capitais europeias, Bruxelas costuma ser ignorada pelos viajantes de passagem pelo continente. É certo que a capital da Bélgica está longe de ser encantadora como Paris, acolhedora como Madri, surpreendente como Berlim ou inesgotável como Londres. Mas o centro nervoso da União Europeia também tem seus encantos e dedicar alguns dias para explorá-lo pode ser compensador – especialmente se você for amante de chocolates ou de boas cervejas.

Com perfil fortemente urbano e uma história que mistura influências francesas e holandesas – não à toa os dois idiomas são falados na cidade -, Bruxelas preenche todos os requisitos para ser enquadrada como um centrão urbano: corre-corre, trânsito difícil, grandes lojas, imigrantes de diversas origens. Mas a diferença para outras capitais pode ser definida por uma característica: é ‘desse tamaninho’.

Difícil errar o lugar onde se hospedar

Sim, Bruxelas é pequena. Bem pequena. O tipo de cidade que você explora fácil em três dias com calma. A maior vantagem disso é que hospedar-se numa área distante do centro turístico é quase uma façanha. Mas, caso você esteja em dúvida com relação à hospedagem, procure nos arredores da Bourse.

mannekin pis

Mannekin Pis, o mijãozinho da cidade

Para o turista convencional são duas as atrações mais conhecidas de Bruxelas: a Grand Place e o Mannekin Pis. A primeira é uma praça naquele padrão bem europeu cercada por belíssimos prédios de arquitetura clássica, como a prefeitura da cidade. No entorno, há bares e restaurantes (bem turísticos, cabe dizer) de onde se pode contemplar a praça enquanto se come ou se bebe.

Entre chocolates e cervejas

Já o Mannekin é só aquilo mesmo: uma estátua de um menino safadinho fazendo xixi. Ele fica numa das ruas que dá acesso à Grand Place e é fácil identificar, já que há sempre uma horda de turistas ao seu redor. Na real, o Mannekin é um tanto decepcionante. Mas para fazer da decepção algo proveitoso, essa é a dica: ali por perto ficam boas lojas dos melhores chocolates e alguns dos bares mais bacanas da cidade.

Na visita ao Mannekin, aproveite para comprar uma porção de chocolates Godiva (ou Neuhaus, ou Leonidas, ou Guylian, ou Callebout) e ir saboreando pela cidade. Ou escolha um dos bares logo em frente: Mannekin Pis ou Poechenellekelder. A tônica dos dois é o que faz a fama da Bélgica, a variedade de excelentes cervejas. O Mannekin segue uma linha mais rústica e tem no balcão um português que adora uma conversa. Já o Poechenellekelder, com sua decoração toda baseada em bonecos de marionetes, tem um clima menos intimista, mas não menos acolhedor.

cartoon na rua

Desenhos na rua de Bruxelas

Casa de surrealista

Para os fãs de museus, uma das maiores atrações da cidade é o museu Magritte. O surrealista René Magritte era belga e ganha em seus país um centro que reúne o melhor da sua obra, num circuito organizado, nada cansativo e que acaba numa sala de projeção onde um filme que mistura cenas reais e fictícias conta a história da sua vida. É um programão.

O Museu Magritte é um anexo do Museu Real de Belas Artes, atualmente com quase 30 salas fechadas para reformas, mas com o acervo de telas anteriores ao século 18 ainda disponível. Lá você vai encontrar obras de Bosch e bastante Rubens. Ali pertinho, vale conferir ao menos a fachada do Museu dos Instrumentos Musicais, uma antiga e belíssima loja de departamentos construída em 1899.

Outra característica de Bruxelas, são os muitos desenhos espalhados por fachadas da cidade, capazes de surpreender o viajante. A Bélgica é a terra de Hergé, pai do Tintin. Também são belgas os Smurfs e os Barbapapas (se você não sabe do que se trata, São Google ajuda). Ou seja, se animação e quadrinhos são a sua parada, o Museu Hergé e o Centro Belga do Desenho Animado devem fazer parte do seu roteiro.

Cerveja, fritas e jazz

A comida típica da Bélgica são as batatas fritas. Acompanhadas de uma cassarola de mexilhões ensopados, elas compõem as famosas moules et frites, o prato nacional. Mas Bruxelas tem muito mais a oferecer, como restaurantes asiáticos na área de St. Géry, também conhecida por bares mais moderninhos e por pelo menos um clássico da boemia belga: L’Archiduc, um bar pequeno e antigo que já recebeu grandes nomes do jazz, como Miles Davis, e todo sábado por volta das 17h oferece pequenos shows gratuitos.

la mort subite

La Mort Subite: bar clássico

Mas se o assunto é Bélgica, não dá para deixar de falar de cerveja. O país reúne seis das sete marcas trapistas existentes no mundo, todas produzidas em monastérios cujos acessos não são dos mais fáceis. Não se preocupe, entre supermercados e lojas especializadas de Bruxelas (como a Bier Temple) você encontra todas as marcas – inclusive a rara Westvleteren, vendida no Brasil por cerca de R$ 200, contra 9 euros em seu país de origem.

Para marcar seu carimbo de cervejeiro belga, três experiências não podem faltar: provar uma kriek (cerveja de cereja), conhecer o À La Mort Subite (e sua famosa gueuze, uma cerveja frutada) e se perder na carta de mais de 2 mil rótulos (!!!) do Delirium Café. Mas esse bar merece um post só seu. Em breve.

Personal Trip

About the Author

Flávia tem viagens planejadas para os próximos cinco anos, pelo menos. Só tem um porém: todas precisam de uma parada em Paris.

3 Respostas para “ Descubra motivos para conhecer Bruxelas ”

  1. Que boa notícia, Boia!
    Obrigada!

  2. Oi, Fávia. Tudo bem?
    Seu post foi selecionado para a #Viajosfera, do Viaje na Viagem.
    Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

    Até mais,
    Natalie – Bóia Paulista

  3. La Bourse!

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