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Costa Esmeralda econômica

Costa Esmeralda

Passando esse marco, só se veem carros de luxo

Quando se fala em Sardenha, muita gente pensa nos cruzeiros que oferecem visitas a vilarejos que tornaram grandes polos turísticos. Outros tantos se lembram da galera que viaja a bordo de iates e gosta de curtir seus dias de praia em beach clubs onde o aluguel de uma espreguiçadeira coletiva custa 80 euros sem ser na beira da água (os preços aumentam conforme você se aproxima do mar). Falando assim parece que a Sardenha é destino para afortunados, né? Mas eu fiz uma viagem a dois que cabe muito no bolso. E inspirada pelo Ricardo Freire – que mostrou no Viaje na Viagem que a chiquérrima St. Bath também cabe no bolso -, faço esse post.
Foi em julho de 2012 que passei cinco dias na Sardenha, na cidade de Santa Teresa di Gallura, uma cidade ali na badalada região da Costa Esmeralda, mas longe do agito. Segue nosso roteiro:

Ferry Boat Moby lines

Companheiro de viagem al mare

Chegada: Alugamos um carro em Florença e fomos até o porto de Piombino para pegar o ferry e descer em Olbia, de onde seguimos até Santa Teresa di Gallura. A viagem levou por volta de seis horas e nosso barco era muito engraçado, temático do Looney Tunes. Então tinha parquinho, piscina infantil, restaurante, lanchonete, loja… Eu diria que foi o aperitivo de um cruzeiro (risos). Fomos de Moby Ferries e pagamos 280 euros ida e volta, dois adultos e um carro.

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 Santa Teresa di Gallura

A praça de Santa Teresa di Gallura: souvenirs e restaurantes

 

Hospedagem: Optamos por ficar numa cidadezinha para não precisar do carro à noite. Santa Teresa di Gallura se mostrou uma ótima opção por três motivos: os preços de hospedagem e alimentação eram razoáveis (pagamos 370 euros por quatro noites no Hotel Marinaro, com café da manhã, quarto claro e limpo com ar condicionado); tinha um centrinho para bater perna à noite (aquela vibe de cidade litorânea, com pracinha, feira de artesanato, e um ‘Rua das Pedras’ mas sem lojas de grife); ficava numa posição central para várias boas praias.

Chios: um dia numa ilha grega

Rotina: Todos os dias tomávamos café da manhã no hotel e íamos ao supermercado para comprar frutas, água e sanduíches de pães com antepastos italianos para levar para a praia. Percorríamos duas praias por dia e chegávamos em Santa Teresa já quase à noite. Era o tempo do banho e de sair para jantar.

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Capo Testa

A praia de Capo Testa a partir de suas duas extremidades

Litoral: As águas são frescas e sempre transparentes, mas as praias podem ser de areia branca e fina (com pedras, sem pedras), de areia avermelhada e de cascalho. Eu baixei um aplicativo de praias da Sardenha (Spiagge della Sardegna) no Iphone, que era bem básico mas dizia se as praias tinham infra, se ficavam muito cheias e como era o ‘chão’. Funcionava offline e foi uma mão na roda. Além disso, buscava praias pelo GPS do carro e em dois mapas turísticos. Essa região tem praia também para esportes como kitesurf, mas eu tentei ficar nas praias sem vento. Digo tentei porque em algumas praias venta forte dependendo do horário, no único dia em que não ventou, chuviscou um pouco à noite.

Praias que visitamos:
. Capo Testa – É uma das mais pops perto de Santa Teresa di Gallura. A areia é branca e fina, há algumas árvores para abrigar do sol e é mais frequentada por famílias. O lugar tem um quiosque que vende bebidas e snacks a preços aceitáveis. Conseguimos estacionamento gratuito.

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Baja Sardinia

Baja Sardinia: em cadeiras alugadas ou canga na areia

. Cala Sabina – Você chega num estacionamento pago de terra batida, olha em volta e vê um túnel. Do outro lado está uma praia incrível de areia branca e fina com beachclub e com espaço para a ‘farofa’. Tem famílias com crianças e gente no clima de azaração. No horizonte, vários iates e outros barcos.

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. Baja Sardinia – É uma pequena baía com hotéis à beira-mar. Alguns do canto esquerdo são bem na areia e têm animadores divertindo os hóspedes. O canto direito é mais sossegado e mais distante da infra. A areia é clara e o mar é calmo. Não ventava muito.

. Razza di Junco – Perdidos na região de Arzachena, vimos a placa e resolvemos apostar. Encontramos uma baía de areia clara, água calma com fundo de cascalho, semideserta. Fomos pela manhã e voltamos à tarde, mas aí o vento estava desagradável.

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Barca Bruciata

Barca Bruciata: preciosidade no fim de uma curta trilha

. Barca Bruciata – Acessível pela estrada depois de uma trilha curta, essa baía é encantadora. A água é transparente e muito calma, há algumas pedras, muitas árvores no entorno e muitas crianças. Só encontramos a praia porque vimos uma dezena de carros parados no meio do nada e desconfiamos de que poderia ter alguma praia legal por ali. Essa, aliás, é uma boa dica: se vir muitos carros na beira da estrada, pode ter certeza de que por ali há uma praia escondida.
A uma caminhada do hotel fica a praia de Rena Bianca, uma pequena faixa de areia branca. Fomos no fim de tarde e ventava muito, achamos bonita mas nem perto das outras que vimos.

Comida: O forte da Sardenha são o queijo pecorino (a ilha produz mais da metade do queijo de ovelha produzido em toda a Itália), o vinho local e os frutos do mar. Fazíamos nosso piquenique na praia e à noite jantávamos em Santa Teresa mesmo. Tivemos boas experiências no Il Giardino (risoto de frutos do mar e prancha de frutos do mar maravilhosos) e no Lampara (espaguetone com pequenos siris no molho vermelho).

Rena Bianca

Rena Bianca: bonita, mas nada perto das outras praias da região

 

Deslocamento: alugar um carro foi fundamental para explorarmos a região. A ilha da Sardenha é enorme e as estradas têm muitas curvas, o que acaba deixando as distâncias mais longas para serem percorridas. Sem um GPS não teríamos encontrado as melhores praias, selvagens, que não têm placas oficiais indicando. Ainda assim, nos perdemos algumas vezes e isso nos rendeu boas descobertas.

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A volta: saímos do mesmo porto onde chegamos, mas dessa vez com direção a Roma. Descemos em Civitavecchia e seguimos para o aeroporto Fiumicino, onde deixamos o carro com a certeza de que a Sardenha ainda deixou muito para a gente explorar.

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Cala Sabina

Cala Sabina em três tempos: vista de dentro d’água, antes do túnel de acesso e vista da areia. Clique para ampliar

 

 

 

Personal Trip

About the Author

Flávia tem viagens planejadas para os próximos cinco anos, pelo menos. Só tem um porém: todas precisam de uma parada em Paris.

Uma resposta para “ Costa Esmeralda econômica ”

  1. adoro ler a respeito das suas viagens.
    No momento estou viajando por Barcelona
    Depois sigo para Roma -Vaticano
    Depois sigo para Monaco e vou fazer o seu roteiro
    Abraços e obrigado

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