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Chapada Diamantina: um lugar mágico

Poço Azul Chapada Diamantina

Poço Azul: nem precisa explicar o porquê do nome, né?

A Chapada Diamantina, na Bahia, definitivamente não estava nos meus planos de viagem a curto prazo. Mas uma boa promoção de passagens num site de compras coletivas acabou me levando até lá. Mesmo com pouco tempo – foram apenas quatro dias – e pouco planejamento, conseguimos visitar alguns dos principais cartões postais da região e aproveitar a beleza natural inigualável. Sem exagero, são visuais de tirar o fôlego.

Leia mais sobre a Bahia aqui.

A tal promoção nos levou até Salvador pela metade do preço. Para chegar à região da Chapada, você tem três opções: avião (os voos custam cerca de R$ 100 e saem de Salvador somente aos sábados); ônibus (são três horários diários, confira aqui); e carro. Nós optamos por alugar um carro no aeroporto de Salvador. Lá há várias opções de locadoras, mas é bom agendar o serviço com antecedência pois a procura é grande. Uma dica: prefira as locadoras tradicionais, como Hertz ou Avis, por exemplo. Nós chegamos a reservar um carro com uma empresa local e, quando chegamos lá, eles disseram que não tinham nenhum veículo disponível (!). A sorte é que também tínhamos reserva na Avis. Até Lençois – a cidade com mais infra-estrutura da região – são 412 km de uma estrada cheia de buracos e caminhões. Não se iluda, a viagem é cansativa e um pouco tensa. Evite ao máximo viajar à noite.

Alto do Morro do Pai Inácio

Alto do Morro do Pai Inácio

Acordamos cedo e nossa primeira parada do dia foi o Morro do Pai Inácio. Segundo nosso guia particular – mais pra frente eu explico como isso funciona – o morro levou esse nome porque Pai Inácio, escravo do fazendeiro Horácio de Mattos, teria um caso com a filha do patrão. Um dia, os dois amantes foram flagrados juntos, mas Pai Inácio conseguiu fugir até o topo do morro. Encurralado, ele teria se jogado. Do alto, tem-se uma vista linda, em 360º, do Vale do Cercado e do Morro dos Três Irmãos.

De lá, seguimos para a região da Pratinha, onde ficam a Gruta da Pratinha e a Gruta Azul – lembrando que a grande maioria das atrações naturais fica dentro do Parque Nacional da Chapada Diamantina, uma área de 152 mil hectares sob responsabilidade federal. A Gruta da Pratinha leva esse nome porque é cortada pelo rio Pratinha, de águas muito claras. A gruta se estende por cerca de 100 metros e a profundidade varia de 1 a 2 metros. Por R$ 15, os visitantes podem fazer o que eles chamam de ‘flutuação’ até o fundo da gruta, usando colete salva-vidas, óculos de mergulho e lanterna. É o máximo! 🙂

Na mesma propriedade, bem pertinho, fica a Gruta Azul. Das 12h às 15h, a luz do sol incide no fundo do poço deixando a água com uma cor azul lindíssima. Nele não é permitido mergulhar, mas só o visual já vale a visita.

Igatu, a cidade de pedra

Igatu, a 'selva de pedra'

Reservamos a manhã seguinte para visitar Igatu, distrito do município de Andaraí, localizado a 114 km de Lençois. O lugarejo é de difícil acesso, mas vale cada sacolejo dentro do carro quanto você chega lá. Igatu é praticamente uma ‘selva de pedra‘, uma das principais vilas do período áureo da extração de diamantes na região. Ela foi fundada por volta de 1840 por garimpeiros que queriam se fixar próximo aos locais onde encontravam diamantes. Ainda hoje é possível ver os esqueletos – de pedra, claro – do que foi o centro daquela vila. É uma beleza árida e exótica.

Nosso último destino foi o Poço Azul. Involuntariamente, deixamos o melhor para o final. Chegamos na hora do almoço – lá também tem um horário específico para ver a ‘mágica das cores’ acontecer – e demos sorte pois ficamos sozinhos por quase uma hora naquele lugar incrível. É difícil descrever a beleza do tom da água, das pedras que se vê no fundo, de tudo. As fotos falam um pouco por si, mas só estando lá pra entender.

EM LENÇOIS

Como disse anteriormente, Lençois é a cidade que possui melhor infra-estrutura na região. É lá que você encontra os melhores restaurantes, alguma badalação noturna e as melhores pousadas.

É possível se hospedar gastando muito ou muito pouco – como queríamos conforto, optamos por uma pousada mais carrinha. E valeu a pena. A Canto no Bosque era um pouco longe do centrinho da cidade (só dá pra chegar de carro mesmo), mas era superconfortável e com um café da manhã delicioso. Sem falar que os donos são uma simpatia!

A cidade de Lençois

Lençois se preparava para os festejos juninos

Por falar em carro, essa é uma questão importante: como se locomover na Chapada. Não há como se virar sozinho lá, nem adianta tentar. Ou você aluga um carro (como nós fizemos) ou você contrata os passeios por dia em uma das várias agências espalhadas por Lençois. Os preços por passeios variam muito, mas ficam em torno dos R$ 50 por pessoa. Estando de carro, a melhor opção é contratar o serviço de um guia local que passará o dia com você por R$ 70 (se forem dois casais, a brincadeira sai por R$ 17,50 pra cada um!). No centro de Lençois fica a Associação dos Condutores de Visitantes de Lençois (ACVL), onde os guias ficam à disposição para fechar pacotes exclusivos com você. A princípio pode parecer um pouco invasivo passar o dia inteiro com um estranho no carro, mas eles contam curiosidades locais e logo você se acostuma com o ‘GPS baiano’. Nós fechamos os dois dias com o Luciano (Rasta), que conhece tudo nas redondezas e fez nosso tempo curto render. O contato dele é lucianorastachapada@hotmail.com.

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Pelo Brasil ou exterior. Sozinha ou acompanhada. O negócio é botar o pé na estrada. Tem coisa melhor?

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