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Cartagena: uma viagem pela História em muitas cores

rua Cartagena visão geral

Cores e muito calor nas ruas de Cartagena

Andar pelas ruelas de Cartagena de Índias, litoral norte da Colômbia, é como estar em um romance de Gabriel García Márquez. O autor colombiano sabe como ninguém traduzir em palavras as cores, a atmosfera e o clima quente e sempre abafado da cidade caribenha que fica a cerca de uma hora de avião da capital, Bogotá. Fundada em 1533 pelos espanhóis, durante o século XVI, Cartagena foi um dos mais importantes portos comerciais da América. É desta época que vem a grande parte de seu patrimônio artístico e cultural.

Os 'balcones' são um charme a mais

Os ‘balcones’ são um charme a mais

Com sua arquitetura colonial, seus sobrados coloridíssimos e ‘balcões’ adornados, há muito o que ver em Cartagena. Mas como tudo é muito perto, três a quatro dias são suficientes para desbravar as ruelas eternizadas por Gabo. A dica é: descole um mapa da cidade e saia andando sem rumo… Cada esquina revela uma bela vista, um monumento ou até mesmo o mar do Caribe!

Chegamos na cidade na hora do almoço e fomos direto comer. A dica da recepcionista do hotel foi certeira: La Mulata. Comida deliciosa acompanhada de uma limonada de coco incrível, ambiente descontraído e preço honesto, tudo perfeito! Depois do almoço saímos pra conhecer a cidade. Se você gosta de História, não deixe de ir ao Palacio de la Inquisición e ao Museo Histórico (eles ficam lado a lado). Foi lá que, em 1610, a coroa espanhola mandou instalar um tribunal da inquisição para julgar os supostos crimes contra o catolicismo que eram cometidos ali. Os visitantes passeiam por entre aparelhos e técnicas de tortura de todos os tipos. Por alguns pesos a mais (não lembro quanto, mas era pouco) você ainda contrata um guia local que contará detalhes de toda a História da cidade. Vale a pena.

Aproveite o fim de tarde para percorrer também a praça da Torre del Reloj, entrada oficial da cidade murada, e Las Bovedas, antigo depósito de munição e hoje um grande shopping popular. De lá, escolha algum ponto do muro que circunda a parte histórica da cidade, sente de frente para o mar e aguarde o pôr-do-sol… Simples assim. Escolhi sentar bem em frente ao suposto endereço de Gabriel García Márquez (uma casa enorme, vermelha, de muros altíssimos) vai que ele resolve dar um passeio à beira do mar justo nesse dia?! Bom, infelizmente, nada aconteceu. Nem o pôr-do-sol.

Castelo San Felipe de Barajas

Castelo San Felipe de Barajas

Castelo de San Felipe de Barajas. Guarde uma manhã para visitar o Castelo de San Felipe de Barajas, a maior fortaleza construída pelos espanhóis na América. Imponente, localizado fora da cidade murada, tem uma vista incrível de toda a cidade. O melhor é alugar um audioguia para percorrer os três níveis da fortaleza, sua prisão subterrânea, corredores estratégicos e entender o porquê das várias peculiaridades da construção. O guia é dividido em 32 pontos e em cada um ouve-se um pouco da história da cidade e do castelo. Imperdível.

Um audioguia que deve ser o máximo é o que explora a Cartagena de Gabriel García Márquez, propondo um passeio com a visão fantástica do escritor pelos principais pontos da cidade. Infelizmente, quando eu descobri esse passeio já era tarde, fiquei na vontade. Mas se algum amigo do blog fizer, conte pra gente como é. 🙂

Prepare o bolso. Cheia de turistas americanos e europeus, Cartagena é cara se comparada a Bogotá. Mas mesmo que você não esteja disposto a esbanjar, dá para aproveitar a cidade – até porque, lembre-se que o peso colombiano é muito desvalorizado em relação ao real. Mas um conselho: não economize com a hospedagem. Lembre que você está no Caribe e ficar em hotel sem ar-condicionado é pedir para se aborrecer. As melhores opções (e mais caras também) estão dentro da cidade murada – que é mesmo onde tudo acontece. Eu fiquei no Hotel 3 Banderas, dica ótima da Reba, que tinha estado na Colômbia anos antes. Os quartos são bons, café da manhã gostoso, a equipe da recepção fala espanhol e inglês e são todos muito simpáticos!

Plaza de Santo Domingo

A noite na Plaza de Santo Domingo

Como toda cidade turística e de população de baixa renda, Cartagena é cheia de ambulantes. Cheia mesmo. E eles te abordam vendendo todo tipo de coisa todo o tempo, mas é só dizer que não está interessado e agradecer. Sem grandes problemas. Ah, outra dica: só troque dinheiro em casas de câmbio. Nada de trocar na rua, apesar de não faltar oferta.

Noite. A noite de Cartagena é badalada. Com o cair do dia, a arquitetura colonial continua linda, convidativa a um passeio pelas ruas de pedras, aproveitando que o sol dá uma trégua. A cidade murada é cheia de boates de luxo onde o povo se acaba de dançar até de manhã. Mas se você busca um programa mais light (meu caso, que viajava com minha mãe), pode sentar em um dos muitos bares da Plaza de Santo Domingo, pedir uma sangria e ver a vida passar… Há também boas opções de restaurantes mais escondidinhos, fora do burburinho das ruas principais. Na última noite na cidade, optamos por um desses e comi um ceviche divino! Foi uma bela despedida…

por do sol

Pôr-do-sol no Caribe

Personal Trip

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Pelo Brasil ou exterior. Sozinha ou acompanhada. O negócio é botar o pé na estrada. Tem coisa melhor?

2 Respostas para “ Cartagena: uma viagem pela História em muitas cores ”

  1. Acabei de voltar de Cartagena e me encantei com a cidade. Só é um calor infernal, né?

  2. Olá, Isabella! Tudo bem?

    Seu post foi selecionado para a #Viajosfera, do Viaje na Viagem. Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

    Até mais,
    Bóia Paulista

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