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O que fazer em Budapeste: os encantos que a fizeram objeto de cobiça de diferentes povos

O Rio Danúbio, visto da Citadella, separa a cidade em Buda e Peste

Budapeste é uma sobrevivente. Foi tomada por romanos,  turcos, austríacos, nazistas e até comunistas. As marcas dos conflitos são mais evidentes em Peste, que tem prédios mais recentes (não tão recentes, provavelmente do início do século 20) e pouco conservados. Há um quê de elegância decadente no ar. Mas é possível que o passado sofrido fique de vez para trás, já que o lugar atrai mais e mais turistas e investidores. Com edifícios históricos, atividades culturais e uma badalada vida noturna, a capital da Hungria pede ao menos uma semana de visita.

Cortada ao meio pelo rio Danúbio, Peste é o centro financeiro, concentrando comércio, restaurantes e instalações para turistas. Já Buda, que foi sede de governo por séculos, é mais residencial e mantém o castelo, onde fica o Palácio Real, imponente sobre uma colina às margens do rio.

COMO CHEGAR

Um dos barcos que funcionam como restaurante no Danúbio. Ao fundo, o castelo de Buda

Para quem está circulando pela Europa Central, vale a pena pegar trem, ônibus ou carro alugado. De Bratislava a Budapeste, por exemplo, foram menos de quatro horas de viagem em ônibus, com passagens a 14 euros. Para cidades mais distantes, há voos low cost de empresas como a Easyjet.

COMO SE LOCOMOVER

Budapeste tem ônibus, trem, metrô e bonde. Mas o melhor, claro, é andar a pé para sentir a cidade. Se a distância é longa, pegue um bonde. Há diversas linhas e pontos por todo o lado. Se não houver máquina, compre os bilhetes nas bancas que vendem jornais e cigarros.

ONDE FICAR

Peste tem muitas opções de acomodações para turistas. O centro financeiro é agradável e bem preparado. Mas, para quem quer economizar, há a opção de novos flats na região mais ao sul. O lugar vem perdendo prédios antigos para a especulação imobiliária. Apesar de uma mobilização local em defesa da tradição, sobretudo no bairro judeu (ligeiramente a oeste), as construções estão a todo vapor. A maioria dos empreendimentos parece residencial, mas a proximidade com o Centro (a uma curta distância a pé) tornou o lugar atraente também para a indústria hoteleira. Apesar de o sistema de pagamento ser o mesmo, por diária, a diferença de alugar um flat é a falta de serviço de quarto. Em compensação, os apartamentos são bem equipados e alguns comportam uma família inteira. Quem gosta de cozinhar pode economizar também preparando as refeições dentro de casa (há mercados da rede Spar na cidade). Experimentei o Apartments Vivaldi e gostei. Veja mais opções aqui.

Quer saber mais sobre o Leste Europeu? Leia aqui sobre a Áustria e aqui sobre a República Checa.

LÍNGUA E MOEDA

O telhado de azulejos da Igreja de São Matias

Com exceção dos ambulantes e pedintes nas duas ruas comerciais mais movimentadas do Centro, é incomum encontrar húngaros que falem inglês. Prepare-se para fazer mímicas caso precise de informações. Ou tente abordar um imigrante (tive sorte nas duas vezes que me dirigi a africanos, por exemplo). Mas restaurantes e lojas têm funcionários preparados para atender aos turistas.

A moeda húngara é o forint, que dificilmente será encontrada em casas de câmbio fora do país. Minha dica é passar em um caixa eletrônico assim que chegar à Hungria e fazer um saque em moeda local (rede Plus e Cirrus são facilmente acessadas de lá). Para ter uma ideia de quanto vale o dinheiro, corte dois zeros. Se pagar 620,00 forints por um chocolate quente, significa que ele deve ter custado uns R$ 6,00.

COMPRAS

Há duas ruas obrigatórias para quem gosta de comprar e apreciar o movimento: Váci utca e Andrássy utca. A primeira tem grandes magazines, como H&M, e lojas de souvenirs, além de restaurantes. A segunda abriga boutiques de luxo, cafés e casarões antigos tombados, além da Ópera.

ATRAÇÕES EM BUDA

Mostra na Citadella remonta ao tempo em que foi usada como abrigo de tropas nazistas na Segunda Guerra Mundial

Castelo de Buda – O castelo é um complexo murado que abriga o Palácio Real, no alto da colina, às margens do rio Danúbio. Construído antes de 1300, foi destruído e reconstruído durante diversos conflitos, sendo o último deles a Segunda Guerra Mundial. Hoje, o prédio parece impecável. O exterior é imponente. Os jardins convidam a um passeio, que merece pausas para apreciar a melhor vista da cidade. Dentro do Palácio, há os acervos da Galeria Nacional, Museu Histórico de Budapeste, Museu de Arte Contemporânea, Coleção Ludwig e Biblioteca Nacional Széchenyi.

Cidade antiga de Buda – Fora do Palácio Real, mas ainda dentro dos muros do castelo, há ruas estreitas e casas burguesas. Lá estão a Igreja de São Matias – um edifício gótico com a torre coberta por azulejos -, o prédio da antiga Prefeitura, Museu de História Militar, Torre de Madalena, Estátua da Santíssima Trindade e Bastião dos Pescadores. Há também lojas, cafés, restaurantes – como o Café Pierrot, meio francês nas porções e nos preços salgados – e até um hotel, para quem pode pagar pela vizinhança privilegiada.

Citadella – O pequeno forte foi usado durante a Segunda Guerra Mundial pelos nazistas. Hoje, a edificação abriga uma exposição que conta a história da ocupação nazista, com fotos chocantes e ambientes da guerra preservados. Lá fora, uma bela vista da cidade. Ao redor da construção há um parque e ruas íngremes e residenciais que tornam o ambiente agradável.

O painel em um dos corredores labirínticos das Termas Gellért mostra a arquitetura com inspiração turca que não podemos fotografar

Termas e Hotel Gellért – A experiência mais curiosa que tive em Budapeste foi experimentar o tradicional banho em águas termais. Escolhi as Termas Gellért, a mais famosa, que fuciona dentro do hotel de mesmo nome. Os banhos funcionam diariamente, mas fazem mais sucesso e ficam abertos por mais horas durante o inverno. Ou seja, mesmo que esteja nevando lá fora, não esqueça de carregar um biquíni na bolsa. Depois de deixar as roupas em cabines comuns e pagar pelo aluguel de toalhas (leve a sua de casa, porque não são baratas), homens e mulheres podem tomar banho de piscina juntos. Mas separam-se em seções divididas por gênero na hora de relaxar nas águas termais. Na seção feminina, há duas grandes piscinas, uma com a temperatura cerca de dois graus mais elevada que a outra, além de sauna e salas de massagem. A segregação de homens e mulheres explica-se por um hábito local: as senhoras costumam desfrutar dos banhos termais nuas em pelo. É especialmente engraçado o contraste com as jovens banhistas, pudicas, devidamente cobertas por biquinis europeus bem comportados.

Parque Szobor – Fora do Centro, no sudoeste de Buda está o parque das estátuas. Há um ônibus turísticos que parte diariamente de Deák tér, em Peste. O bilhete dá direito a volta e entrada na atração.

Museu Aquincumi – Um pouco mais distante, em Óbuda, sete quilômetros ao norte do centro de Buda, estão as ruínas mais completas de uma cidade romana na Hungria.

ATRAÇÕES EM PESTE

Os populares patos de Városliget não deixam o grande lago nem durante o gelado inverno húngaro

Váci útca e Andrássy utca – São dois templos de consumo, sendo a primeira rua mais turística e a segunda voltada para o luxo, com lojas de grifes internacionais em meio aos casarões do século 19.

Igreja da Cidade Interna – Era igreja, depois virou mesquita, mais tarde igreja de novo. O santo mártir Gellért foi enterrado no lugar.

Ópera – O prédio de 1884 é decorado com motivos musicais por fora e detalhes luxuosos por dentro.

Museu Nacional – Fundado em 1802 no edifício neoclássico, o museu abriga um acervo que vai do século 11 ao 20.

Basília de Santo Estevão – A basílica homenageia o primeiro rei cristão da Hungria, István, no coração de Peste. Afrescos contam passagens da vida do rei e uma capela guarda seu antebraço mumificado.

A Basílica de Santo Estevão, no coração financeiro de Peste, guarda o antebraço mumificado do rei István

Parlamento – Inspirado em Westminster, o Parlamento britânico, o edifício à beira do Danúbio é o maior da Hungria. Além das galerias públicas, há visitas guiadas.

Városliget – O parque reúne várias atrações, além do grande lago cheio de patos e do Castelo de Vajdahunyad. Há também zoológico, circo, piscina pública, museu e galeria de arte, além de estátuas espalhadas pelos espaçosos jardins.

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Personal Trip

About the Author

Nada de sombra e água fresca. Daniela gosta mesmo é de explorar o mundo, os países, as cidades por onde passa. Mal acabam as andanças das últimas férias e já começam os planos para o próximo destino.

5 Respostas para “ O que fazer em Budapeste: os encantos que a fizeram objeto de cobiça de diferentes povos ”

  1. Que bom que gostou de Budapeste, Jackson. Gostei muito da cidade também. Obrigada pela contribuição. Abraços, Daniela.

  2. Fui a Budapeste… E amei… É um lugar lindo, dá pra passar dias viitando e não se cansar, pois é linda, pra cada lugar que você olha parece mentira! SURREAL define as sensações que você terá ao visitar Dubapeste… E não deixem de fazer uma passeio Pelo Rio Danúbio sai baratinho!

  3. Dani, muito legal o site! O mais engraçado é que não lembro de você ter divulgado; vim parar aqui por causa de um comentário da Flavia lá no meu blog e vi que você também era autora. Já adicionei no meu blogroll e no twitter.

    Amei as termas de Budapeste, mas fui em outra: Széchenyi. É um programa super diferente e, vamos combinar, é uma delícia parar um pouco de correr de um lado pra outro na cidade e relaxar naquelas águas quentinhas…

    Beijos!

  4. Lembra que o próprio metro de Budapeste já é uma atração turística.
    Foi o primeiro metro da Europa Continental. Na Europa o primeiro foi em Londres.

  5. Meninas, estou adorando os posts sobre o leste europeu. JA vi que tem vários. Vou udsar pra programar a proxima viagem. =)
    bjs,

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