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Boipeba: como chegar ao paraíso na Bahia

Praia em Boipeba

Mar de águas tranquilas: Boipeba é para relaxar

Se você procura praias de cartão postal com águas calmas, sol e vento constantes e dias sem nenhuma preocupação, seu destino é Boipeba. A ilha baiana é o lugar certo para quem quer tirar uma folga do corre-corre da rotina. Predominantemente rústica – apesar das confortáveis pousadas – Boipeba ainda é daqueles lugares onde o celular mal pega. O 3G, nem pensar. E ainda bem!

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mangue em boipeba

Entre mangues, a viagem de lancha mais parece passeio

Foi num feriadão de quatro dias que nós pudemos conhecer Boipeba. Está longe de ser o tempo ideal – a ida ou a volta a partir de Salvador vai te custar umas boas seis horas, no mínimo – mas era o que tínhamos e achamos melhor do que ficar esperando a melhor oportunidade (e ela não vir nunca).

Relaxar, relaxar, relaxar
Em Boipeba o que se vai fazer é descansar o tempo todo. Você pode curtir uma das praias da ilha, a maioria deserta, mas a principal com certa infraestrutura. Pode mergulhar com snorkel entre as piscinas naturais que se formam na maré baixa. Ou pode fazer o tradicional passeio que dá a volta na ilha durante um dia inteiro. De qualquer maneira, você não vai conseguir pensar em nada que esquente sua cabeça.

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O acesso a Boipeba pode se dar a partir de Morro de São Paulo, de lancha; ou de Salvador, de avião ou no modelo roots. Eu segui as instruções do Ricardo Freire no modelo roots e deu tudo certo. Seguindo essa opção você sai de Salvador de ferry-boat até Bom Despacho (5,20 a viagem de uma hora no fim de semana), pegar um ônibus até Valença (R$ 17, duas horas de viagem) e terminar com a lancha rápida até Boipeba (R$ 35,90, uma hora e meia entre mar e rio.

praia em boipeba

Praia na maré baixa: parada para uma cerveja no meio da trilha

Faça uma viagem segura
Pode parecer cansativo, mas tanto o trajeto do ferry quanto da lancha rápida são bem agradáveis, o que transforma a viagem num passeio. A estrada entre Bom Despacho e Valença é chatinha – por segurança, não faça como nós: não troque o ônibus por um carro de passeio comum que lhe promete fazer a viagem em menos tempo; pegamos um motorista bem irresponsável.

Chegando no porto de Boipeba você já coloca o pé na areia e parte para se instalar na sua pousada. A maioria se concentra na Vila de Boipeba mesmo, mas essas não têm vista para o mar. As pousadas mais legais ficam mais para dentro do mato, embora a 300 metros da praia. Nós ficamos na Horizonte Azul e não nos arrependemos (você pode ver meu review e outros no TripAdvisor). Nosso quarto era bem no meio de um jardim tropical, sem televisão mas com um ar condicionado que nem ligamos. Acordávamos todo dia com o som dos passarinhos.

Explorando a ilha
Outra opção é ficar em praias mais afastadas. Tassimirim tem uma pousada que nos pareceu bem simpática e é bem afastada de tudo – não sei se daria para ir à Vila à noite. Já Moreré tem uma pequena vila de pescadores, com um mercadinho. Para ir de lá à Vila, só encarando trilha de 5km na maré baixa (que passa pela mata e por uma fazenda de coqueiros incrível) ou indo de trator. A experiência de subir um morrão, no meio do mato, dentro de uma jardineira puxada por um trator é bem diferente. Um pouco além de Moreré fica Bainema (mas não queríamos andar mais) e bem mais afastada fica a vila de Cova da Onça, outro vilarejo rústico, mas que não pudemos conhecer.

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frutas tropicais

Barraca de caipifrutas: já viu diversidade maior?

O forte da cozinha de Boipeba é a lagosta, embora o prato mais falado de lá seja a moqueca de camarão com banana (delícia). Por R$ 60 um casal divide bem um prato de frutos do mar. Já produtos industrializados, por conta da dificuldade de acesso à ilha, não chegam a ser caros mais têm preços mais parecidos com os do Rio de Janeiro (R$ 6 uma garrafa de Antarctica na praia -). Em compensação, a fartura de frutas tropicais te dá a possibilidade de provar sucos e caipirinhas de sabores como graviola, cacau e biri-biri, entre outras.

Muitos casais, muitos gringos
A maior parte dos turistas que encontramos em Boipeba era estrangeira. Entre os brasileiros, predominavam os paulistas. Juntando todos, a maioria esmagadora era de casais. Há pousadas que nem têm infraestrutura para receber crianças, mas é possível levá-las – vimos algumas famílias e as águas tranquilas são convidativas para os menores. De modo geral, Boipeba é uma ilha calma mas no sábado que passamos lá vimos um forte movimento de lanchas de passeio vindas de Morro de São Paulo.

por do sol em boipeba

Pôr-do-sol no nosso último dia na ilha

Nós achamos mais prudente pernoitar em Salvador na véspera da ida a Boipeba. Mas na lancha rápida para Boipeba que saiu às 14h de Valença havia um casal que tinha ido do Rio para a capital baiana naquele dia mesmo. Como a última lancha sai às 16h do porto de Valença, acho que vale poupar essa noite em Salvador. Também vale dizer que, como são poucas as lanchas diárias, é mais seguro comprar sua passagem de volta assim que chegar à ilha. Nós não fizemos isso e acabamos tendo que fretar uma lancha só nós dois por um caminho que acabou sendo mais longo.

O saldo final foi um bronzeado bacana, três dias inteiros desconectados e uma vontade enorme de voltar e ficar mais.

Quer descansar em outro paraíso no nordeste do Brasil? A gente recomenda São Miguel dos Milagres.

Personal Trip

About the Author

Flávia tem viagens planejadas para os próximos cinco anos, pelo menos. Só tem um porém: todas precisam de uma parada em Paris.

Uma resposta para “ Boipeba: como chegar ao paraíso na Bahia ”

  1. Olá, Flávia =) Tudo bem?

    Seu post foi selecionado para a #Viajosfera, do Viaje na Viagem.

    Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

    Feliz Natal!

    Até mais,
    Natalie – Boia Paulista

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