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Biarritz, o discreto charme da burguesia francesa

Hôtel du Palais, um dos cartões postais de Biarritz

Em 2008, fiz uma viagem incrível de 10 dias pelo País Basco, região dividida entre Espanha e França, que me rendeu algumas das melhores experiências gastronômicas da vida. Como se não bastasse o atrativo culinário, o País Basco ainda guarda cidades elegantes e belezas naturais de babar. Reservei um post só para Biarritz, charmosíssima cidade do País Basco francês, que reúne todos esses atrativos.

Para um roteiro pelo País Basco espanhol, clique aqui.

Biarritz é chique. E cara, vamos logo avisando. Fica a uns 30 km de San Sebastián e é um dos lugares mais bonitos que já visitei na vida. Sofisticada, a cidade é para  arruinar financeiramente qualquer um. Foi o escritor Victor Hugo quem “descobriu”,em 1843, esta então vila de pescadores nos Pirineus Atlânticos, suas pedras e seus famosos rochedos. Tempos depois, a nobreza europeia desembarcou ali e construiu boulevards, praças e edifícios art-déco. Simpaticíssimos e super educados, os habitantes de Biarritz são outro atrativo do balneário. De Paris, tem um TGV até lá. Saindo da Estação de Montparnasse ou de Austerlitz, o trem leva de cinco a sete horas para chegar e bilhetes de ida e volta custam a partir de 80 euros, mas é possível encontrar ofertas.

Praça Georges Clemenceau, bonita até debaixo d’água

Aqueles dias não foram de muita sorte pra gente. Era Semana Santa e, depois da chuvarada em Vitoria-Gasteiz, ainda na Espanha, chegamos debaixo de uma tempestade fortíssima e um frio de rachar em Biarritz. Até nevou, coisa rara por ali em pleno abril. Por isso, se puder, vá depois de maio (ou no verão, se estiver com um dinheirinho sobrando), para tentar aproveitar as praias. Nós ficamos só com o visual e mesmo sem colocar o biquíni valeu muito a pena.

PASSEAR

A praia mais conhecida é a  Grand Plage e de lá você pode ir até o Phare de Biarritz (são 248 degraus até o topo), passeando pelo Boulevard du Général De Gaulle. Fique atento ao caminho, que passa pelo suntuoso Casino Municipalpela Église Alexandre Newski (igreja ortodoxa construída por aristocratas russos antes da Revolução Soviética) e pelo histórico Hôtel du Palais, originalmente erguido em 1854 por Napoleão III para ser seu palácio de verão. Descendo pelo Sentier des Vagues você dá nas areias da Plage Miramar, de onde se pode observar a Roche Ronde. (“Rocha Redonda”, que lembra uma baleia).

A luta dos ‘rochers’ contra o mar

Também é legal pegar (a pé) a Avenue du Maréchal Foch para ver o Cinéma Le Royal e o Jardin Public, simpático quarteirão verde que está em frente à Gare du Midi. Esta antiga estação de trem foi convertida em Palais des Festivals e hoje abriga diversos tipos de espetáculos.
Outro roteiro bacana começa na Place de Bellevue, passando logo ao mirante de mesmo nome. Vários rochedos fazem parte da paisagem, que continua ao longo do Boulevard du Maréchal Leclerc. Se der, dê uma descansada no banco ao lado da Église de Sainte-Eugénie, de onde já é possível ver o Port des Pêcheurs, vila de pescadores com cabanas e casinhas. De lá, você pode ir ao Rocher de la Vierge, rochedo mais famoso da cidade, acessível por uma ponte. Uma estátua branca da Virgem Maria coroa a pedra. Ali perto tem o Musée de la Mer, grande aquário com 24 tanques com a fauna e flora da região.
 COMER

Reserve uma de suas manhãs (ou todas) para tomar café nas Halles Centrales, o mercado municipal de Biarritz, onde vale provar um pouquinho de cada produto oferecido nas lojinhas. Há chefs espanhóis que cruzam a fronteira só para comprar nesse mercado. Guarde um espaço na mala para as guloseimas típicas da região da Aquitânia que estão à venda por lá. Entre elas, o presunto de Bayonne, os queijos de cabra e a gostosa geléia de piments d’ Espelette (pimentão vermelho de Espelette), que vai super bem com aperitivos. Procure também de souvenir o patxaran (licor feito com semente de anis, ameixa silvestre e baunilha).

Halles Centrales e a bandeira do País Basco.

Nós almoçamos saladinha e quiche bem gostosos no Miremontque fica no coração da cidade, a Place Clemenceau. Mais conhecido por suas guloseimas, vale a pena economizar as calorias no prato principal para cair de boca nos chocolates e doces de lá, que são de enlouquecer qualquer um. Não deixe de incluir o rocher na sua lista, nem de passar no Planete Musée du Chocolat, museu que explica a tradição chocolateira da região (e ainda tem degustação no fim!).

À noite, vale a pena dar um passeio pela Rue du Port-Vieux, que está repleta de bares e restaurantes. Por ali, é comum comer crepes (custam de três a nove euros) ou tábuas (asiettes) de queijos e frios por dez euros, em média. A Crêperie Sel et Sucre pode satisfazer seus desejos nesse sentido.

DORMIR

Ficamos em um honesto hotel chamado Centre Biarritz. Não tinha café-da-manhã, mas era um dois estrelas bem-localizado. Encontramos no Hostelworld.

Personal Trip

About the Author

Depois de três anos morando na Europa, Clarissa foi multada ao voltar ao Brasil. Motivo: excesso de bagagem. Mas não se arrepende. Afinal, eram muitas histórias e dicas para trazer na mala e ela não queria deixar nenhuma para trás.

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