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Bairros Boêmios: todas as cores do Rio Vermelho

Borracharia, espaço cultural-etílico que é a cara do Rio Vermelho. Foto: A Tarde

Uma das lembranças mais lindas que tenho de experiências em viagens aconteceu no Rio Vermelho, bairro boêmio de Salvador. Porém, não foi à noite, como se esperaria de um bairro boêmio, e sim de dia, um dia cheio de sol e muita energia boa no ar. Um dia de Iemanjá (2 de fevereiro). Um não, aliás, dois, porque passei dois ‘Dias de Iemanjá’ em Salvador e é no Rio Vermelho onde a festa é mais bonita. Todos de branco, fazendo desejos, oferendas, passeando, cheiro de alfazema no ar… Independentemente de sua religião, é um espetáculo cultural que vale a pena.

Estava por lá a trabalho e fiquei hospedada no próprio Rio Vermelho, que, claro, conheci de noite também. Este post é o segundo da nossa série Bairros Boêmios, que contará também com a Vila Madalena, em São Paulo, e já abordou a Lapa, no Rio de Janeiro. A ideia é que a gente reúna aqui as dicas que nós demos no programa Encontro com Fátima Bernardes, que irá ao ar no dia 7 de janeiro. 😀

Confira aqui o post sobre a Lapa, no Rio de Janeiro

O Rio Vermelho é um desses lugares especiais cheios de lendas e histórias. Mas, atualmente, quem passa por lá busca opções noturnas variadas. Para (quase) todos os grupos. Roqueiros sempre estiveram na área, mas hoje em dia também se pode ouvir música eletrônica, indie, sambinha, choro, entre outros estilos. Dizem que só é difícil encontrar axé por lá. Pois é, e você que achava que Salvador era só carnaval…

Veja aqui dicas de Salvador

COORDENADAS

O Rio Vermelho é um bairro de classe média-alta, onde estão algumas das principais pousadas e hotéis luxuosos de Salvador. Fica entre Ondina e Amaralina, tendo ao norte o Engenho Velho da Federação e Santa Cruz.

Dobradinha no Mercado do Peixe. Um clássico do fim de noite. Foto: Bahia Econômica

Suas principais atrações estão concentradas no Largo de Santana, Largo da Mariquita e Rua João Gomes. É bom ir sem carro, caso você tenha alugado um. Opte pelo táxi pois estacionar não é muito fácil. E prepare-se para engarrafamentos se passar por lá na hora do rush.

Quem costuma dar pinta por lá? Artistas, gente descolada, gays, jovens. Escritores (Jorge Amado é o mais famoso deles) também têm uma história ali. É um bairro boêmio diferente dos outros porque tem orla, é mais relaxado e menos “cidade grande” que a Lapa e a Vila Madalena, por exemplo.

DE NOITE 

De boates estilo mais “mauricinho”, como a Ego, à clássica Borracharia (espaço onde funciona realmente uma, mas que recebe DJs), o bairro permite você passar do copo de boteco à tacinha flûte em poucos passos. Numa onda mais descontraída e com público semelhante ao da Borracharia (jornalistas, publicitários, artistas…) há o PósTudo, o Padaria Bar e 30 segundos (este assumida e orgulhosamente criado por e para publicitários ou amantes do tema)Voltando ao estilo arrumadinho, vale ir à Mme. Champanheria e ao Twist Pub. O San Sebastian é frequentado pelo público GLS.

A noite no Rio Vermelho não vai até muito tarde, acabando por volta das 2h. Mas, um programa roots é fechar a noite no Mercado do Peixe, onde muita gente fica até o amanhecer (lembrando que o bairro historicamente é reduto de pescadores, daí a vocação para as festas de Iemanjá). Para alguns pode ser uma furada (se você for cedo, é capaz de se irritar com o assédio dos garçons atrás da turistada), mas para quem gosta de tomar uma cerveja sem frescuras (sem frescuras mesmo, não pense em encontrar a moda de cerveja importada por ali), é lá o lugar para desacelerar ou forrar o estômago antes de ir pra casa. Forrar o estômago é até eufemismo, já que o povo cai de boca em comidas pesadas, como dobradinha, no estilo bagaceira para cair morto na cama depois. 🙂

Acarajé da Dinha, Cira ou Regina? Na dúvida, prove os três. Foto: Uol Viagem

GASTRONOMIA

Os acarajés famosos de Salvador ficam no Largo de Santana. Mais especificamente os da barraca da Dinha (que rivaliza com Cira e Regina). Na realidade, Dinha faleceu há alguns anos e quem comanda o negócio agora é sua filha, mas a fama (e o sabor!) ainda é igual. Além do acarajé, vale provar também o abará, o bolinho de estudante e as cocadas. Há até pouco tempo, os quitutes custavam entre R$ 2 e R$ 5.

Vale também uma passada no Beco/Boteco do França, que reúne artistas e gente que curte uma levada mais alternativa, madrugada adentro, com comida regional deliciosa. Se a ideia é apostar numa onda mais sofisticada, vá ao Salvador Dalí, de frente pro mar. Lembrando que em vários dos bares citados acima, no item ‘De Noite’, também servem boa comida.

Além disso, o bairro tem pizzarias ótimas, como a Companhia da Pizza, que eu amei, a Piola, mais moderninha, e a tradicional Cheiro de Pizza.

DE DIA

Durante o dia, fora das festas típicas, não há muito o que fazer no bairro além de passear a esmo. As ruas estreitas mais antigas têm nomes que homenageiam cidades baianas, como Caetité, Itabuna e Ilhéus. Na Rua Alagoinhas fica a casa que foi a residência de Jorge Amado e Zélia Gattai e onde estão guardadas suas cinzas. Apesar de ser um bairro com orla, a praia não é das mais recomendadas – muitos soteropolitanos preferem ir a praias mais distantes, como Stela Maris e Flamengo.

Deu para ter uma ideia das diferentes atrações e interesses, né? Todos convivendo na maior harmonia. E com a benção de Iemanjá.

UPDATE: Veja as dicas que Clarissa Vasconcellos deu sobre o Rio Vermelho na nossa participação no programa “Encontro com Fátima Bernardes”


 

Personal Trip

About the Author

Depois de três anos morando na Europa, Clarissa foi multada ao voltar ao Brasil. Motivo: excesso de bagagem. Mas não se arrepende. Afinal, eram muitas histórias e dicas para trazer na mala e ela não queria deixar nenhuma para trás.

5 Respostas para “ Bairros Boêmios: todas as cores do Rio Vermelho ”

  1. Ótimo post! Senti falta de uma pizzaria na região.

  2. Ótima postagem. Ali perto tem uma pizza forno a lenha que é sensacional. O nome da pizzaria é Sertão na Lenha. O site deles: http://sertaonalenhapizzaria.com.br

  3. Nossa, muito bom seu post, falando desse bairro,parabens. Sou daqui de Salvador e sempre nos finais de semana estou no Rio Vermelho.

  4. Concordo plenamente com a Ju Barreto, relação muito mal feita e de péssimo gosto. Pablo e Rio Vermelho? Que loucos!!

  5. Parabéns pelo site!
    Mas, quanto ao programa de Fátima,gostaria de saber quem teve a “brilhante” ideia de relacionar Pablo ( do arrocha) ao Rio Vermelho!! horrível, nada a ver …

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