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Atenas – História, cultura e alguns imprevistos

Era um feriadão de abril – ainda fazia frio para ir à praia no hemisfério norte – quando desembarcamos em Atenas. Fiquei uma dorzinha no peito por não ter ido (ainda) às ilhas gregas, mas decidi pensar como a maioria dos brasileiros: Para quê sofrer por praia se meu país tem algumas das mais bonitas do mundo? E valeu a pena. Estar cara-a-cara com alguns dos monumentos mais famosos do planeta, no berço da civilização ocidental (clichezão, mas é verdade), me empapuçou tanto de emoção e cultura que até esqueci por uns dias que estava tão pertinho daquele mar turquesa.

"Saída" em grego se pronuncia "êxodus". Nem é tão difícil

"Saída" em grego se pronuncia "êxodus". Nem é tão difícil

TRANSPORTE E HOSPEDAGEM

A chegada a Atenas não foi lá muito boa. O avião pousou à meia-noite, quando a maioria dos serviços de transporte público já está encerrado. Do hotel (Zorbas Hotel) veio a recomendação de pegarno aeroporto o ônibus ‘X95‘ (que você vai usar de qualquer jeito, independentemente da hora, e que custa uns 3 euros) até a Plateia (Praça) Syntagma, última parada dele e que fica no coração da cidade. Demora uma hora, mais ou menos. Se chegar de dia, beleza, é só entrar no metrô da Syntagma e está resolvido. No nosso caso, de madrugada,  fomos até ela e de lá pegamos um táxi. O cara deu a maior volta e nos cobrou 18 euros por um trajeto que não chega nem a 10. Ou seja, táxi: podendo evitar é bom. Com raiva e meio decepcionados, entramos no hotel e, ai-ai, tinha carpete no chão do quarto. Mas se você tem a sorte de não ter nenhuma alergia, pode ser uma opção econômica (pagamos 38 euros pelo quarto de casal com banheiro, TV e ar-condicionado). O lugar é razoavelmente bem centralizado, pertinho do metrô da Plateia Victoria – só que o prédio é um pouco detonado por fora. Também vale a pena se hospedar perto da própria Plateia Syntagma ou nos arredores da Acrópole.
No nosso caso, não deu pra aproveitar muito a vantagem de estar perto do metrô porque a nossa linha estava em greve (só a nossa linha!). Mas mesmo funcionando parcialmente, dá para fazer tudo de metrô e ônibus – mais uma razão pra evitar os táxis.

Acrópole vista da Colina das Musas

Acrópole vista da Colina das Musas

ATRAÇÕES

Acordamos no primeiro dia com chuva e decidimos ir ao Museu Arqueológico para esperar que o aguaceiro passasse. O bom desta cidade é que o mau tempo não te paralisa. Ótima pedida, o museu tem relíquias, máscaras de teatro de pedra (minha parte favorita) e, nem precisa dizer, mil esculturas.  Milagrosamente, e tal qual chuva de verão, a tempestade deu lugar a um sol de rachar e saímos correndo pra Acrópole (12 euros), principal monumento da cidade. Mas demos de cara com a porta. Fora do verão, qualquer atração só abre até 15h e no verão, em tese, até as 19h30. Tivemos que deixar para o dia seguinte, quando decidimos começar pelo bairro de Monastiraki (mas você pode descer diretamente no metrô Akropoli) e, no caminho para a Acrópole, passamos pela Ágora Antiga, a Ágora Romana e a Torre dos Ventos (edifício de planta octogonal que representa os oito deuses do vento).

A Acrópole fica em uma subida (nada cansativa), de onde se pode ver grande parte da cidade (e de grande parte da cidade se vê a Acrópole, especialmente bonita à noite com a iluminação desenhada por Pierre Bideau para os Jogos Olímpicos de 2004). Na chegada, você já vê o Teatro Dionísio. Lá no alto, você vai lembrar dos livros da escola ao ver o Parthenon (com suas 50 colunas), o Erectheion (e suas colunas em forma de mulher), o Templo de Atenea Nike e os portões monumentais. O Museu da Acrópole acaba de reabrir com instalações super modernas, repleto de peças que decoraram os templos.

Parte posterior do Parthenon. Eterna restauração.

Parte posterior do Parthenon. Eterna restauração.

Fora da Acrópole, à medida que vai caminhando, você “tropeça” com vários monumentos como o Arco de Adriano, a igreja Aghia Marinas (“Santa Marina”) e o famoso Templo de Zeus, que tem 104 colunas e um parque só pra ele (com entrada a 2 euros).

Templo de Zeus

Templo de Zeus

Os amantes de esporte não podem deixar de passar pelo Estádio Panathinaikon (que significa “o estádio de todos os atenienses”), reformado para a Olimpíada de Atenas e que existe há mais de 5 mil anos.

Outro passeio imperdível é uma volta por Plaka, um dos bairros mais charmosinhos da cidade, com muito comércio e vários cafés e prédios bonitinhos, ótimo para sair à noite (assim como Monastiraki). Para quem quiser penentrar no lado mais popular de Atenas, um passeio pela rua Euripidou e pelo mercado da cidade tem que constar no roteiro.

COMER

Alguns dos lugares mais legais  para comer estão nas ruas próximas de Monastiraki. Lá conseguimos almoçar por 20 euros (conta total para os dois) em um lugar lotado de gregos  (bom sinal, principalmente se tratando de um bairro turístico). Vale provar a famosa salada grega, que vem com muito azeite, tomate, pimentão, azeitonas verdes e pretas, cebola roxa e queijo feta. Deliciosa e refrescante. Eles têm também muitos pratos com berinjela. A carne de boi de lá é OK e os peixes e frutos-do-mar são bem gostosos. Não deixe de provar a moussaka, prato até meio comum no Brasil. É como uma lasanha, só que com berinjela, batata, carne e muito molho. Também vale provar os bolinhos de arroz e folha de parra (dolmados) e os espetinhos de carne e legumes. Adoramos o restaurante Platanos (rua Diogenius, 4, metrô Monastiraki ou Akropoli), onde provamos algumas destas sugestões.

Olha o mé!

Olha o mé!

Para quem gosta de experimentar bebidas típicas, a Grécia tem o retsina, um vinho amarelado que se serve em uma caneca de metal; o ouzo, espécie de aguardente, e o metaxa, um brandy. De sobremesa, não perca o iogurte grego com mel e nozes (coisa de louco!), as baklavas e as loukoumias (espécie de goma com recheio de castanha e amêndoa polvilhada com açúcar). Estas suas últimas são especialidade também da Turquia (onde são melhores, por sinal). Se quiser comprá-las para levar de lembrancinha, procure as mais artesanais porque os pacotinhos onde vem escrito ‘greek delights’ normalmente oferecem loukoumias e baklavas industrializadas e menos saborosas. Também vale a pena levar as azeitonas temperadas, que são embaladas a vácuo. Como comida de rua (adoro!) a boa é provar as roscas com gergelim que eles vendem e os palitinhos de côco.

OS GREGOS

Um dos povos mais simpáticos e prestativos com os turistas na Europa. Dão informação na boa e a maioria fala inglês (ou sabe o básico pra se comunicar com você). Adoram conversar alto entre eles, é até engraçado. Uma coisa curiosa é que você verá vários homens na rua com uma espécie de rosário com contas de âmbar ou madeira na mão, brincando com ele entre os dedos.

Komboli para todos os gostos

Komboli para todos os gostos

O tal rosário se chama komboli e serve, segundo a crença local, para atrair boas energias e para aliviar o estresse também (é bem gostoso ficar brincando com um entre os dedos’). Outra superstição é o olho grego, que está por todas as partes em brincos, pingentes, camisetas e enfeites. Outro detalhe interessante é que há muitos, muitos cachorros soltos na rua e eles são enormes. Mas não vimos ninguém ser atacado (eles ficam deitados o tempo todo). Pelas ruas,  é possível ver muitos imigrantes, principalmente bengalis. Falando nisso, vale lembrar que há mais gregos fora da Grécia do que dentro, devido à grande emigração que o país sofreu no último século.

Resumindo, mesmo que a sua seja ficar de papo pro (m)ar em Santorini ou Mikonos, reserve uns dois ou três dias para Atenas. A capital grega vai ser uma surpresa.

Tem alguma dica legal? Então entre na seção

Outros Viajantes e dê sua sugestão.

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Personal Trip

About the Author

Depois de três anos morando na Europa, Clarissa foi multada ao voltar ao Brasil. Motivo: excesso de bagagem. Mas não se arrepende. Afinal, eram muitas histórias e dicas para trazer na mala e ela não queria deixar nenhuma para trás.

9 Respostas para “ Atenas – História, cultura e alguns imprevistos ”

  1. lindo adorei muito obrigado lindos eu ja fei em atenas com aminha familia

  2. ta muito bom mesmo ajudouuuuuuu muiyo

  3. Oi, Antonio Carlos, obrigada pelo elogio. Vamos adorar suas contribuições. Se quiser escrever alguma dica, clica lá na nossa seção Outros Viajantes. Imagino que você tenha muita história para contar. Um abraço, Clarissa.

  4. Olha eu sou agente de viagens e não conheço a Turquia e nem a Grécia, e fazendo uma pesquiza para um grupo que esta indo de viagens sem aqueles famosos pacotes prontos aproveitei de suas informações e experiências para melhor orienta-los.
    Não conhecia o seu site e gostaria de parabeniza-la pela forma como descreve suas experiências de viagem.
    E se puder contribuir com alguma informação ou experiência, terei o maior prazer em lhe participar.

  5. Clarissa!!!
    O blog tá d++++++
    Parabéns para todas as travelling girls!!!
    A Grécia é o máximo e merece ser revisitada muitas e muitas vezes.
    Te escrevo com calma este fim de semana.
    Beijos,
    Saudades,
    Fabinho.

  6. Saudades da Edu Viajes! Volta logo pra cá pra gente armar outras! Beijos

  7. Excelente!

    Muita vontade de Grécia que esse post me deu…

    Beijos

  8. Ótimo site, ótimas dicas. Clarissa Viajes 🙂 Bjs

  9. Esse é o destino 2011.
    Pra completar 30 de bem com a vida.
    Ótimo post, amiga.

    beijo!

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