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As cidades dos campeões da Copa do Mundo

O goleiro Casillas (em êxtase com a taça na mão) não esquece suas origens em Móstoles. Foto: Cuatro.

Com a vitória no Mundial de Futebol de 2010, a Espanha caiu na boca de todos. As operadoras de turismo Brasil não perderam tempo e já estão anunciando pacotes para a Copa de 2014, de olho na empolgação espanhola.  A recíproca também é verdadeira e nós pudemos comprová-la no dia seguinte à final, quando a audiência dos posts sobre a Espanha aumentou muito. Daí veio nossa ideia de mergulhar um pouquinho na vida desses heróis e descobrir de onde eles saíram. Abaixo, falamos das principais atrações das cidades dos titulares de Vicente del Bosque.

Iker Casillas (Madri/Móstoles) – O capitão e goleiro da Roja foi um dos mais animados com a vitória (com direito a beijoca ao vivo na namorada repórter Sara Carbonero). Nascido em Madri, mas criado na cidade satélite de Móstoles, Casillas diz com orgulho que é um cara “simples” e sempre faz referencia a sua cidade de coração (é conhecido como “o goleiro de Móstoles”), que fica a 18 quilômetros de Madri. Não é muito turística e é mais famosa por seus polígonos industriais, mas tem pontos interessantes como a Ermita de los Santos, do século XVI, além de seu centro histórico com edifícios tradicionais, seu Centro de Arte Contemporânea e seu moderno Teatro El Bosque. Nela também rola o Festimad, um dos principais festivais de rock da região. No quesito cultura alternativa, Móstoles é famosa pelo grafitti e pela La Casika, um coletivo que ocupa ilegalmente um edifício abandonado (prática comum na Europa).

Igreja de Santa María, em Camas, cidade do Ramos

Sergio Ramos (Camas) – O zagueiro camisa 15 que joga no Real Madrid também se criou em uma cidade satélite. Camas fica a apenas quatro quilômetros de Sevilha e é praticamente uma extensão dessa grande cidade andaluza. Nela, é possível visitar a Igreja Paroquial Santa María de Gracia e el Cortijo de Gambogaz, edifício originalmente construído por muçulmanos, mas que acabou virando um convento católico. Quem gosta de arqueologia vai querer conhecer o Tesoro del Carambolo, um conjunto de peças de ouro e cerâmica encontrados na região.

Gerard Piqué (Barcelona) – A cidade natal desse zagueiro que joga no Barcelona F.C. dispensa apresentações e inclusive já foi descrita em um post. O Henri Castelli espanhol recentemente se viu no meio de uma polêmica ao ser fotografado em uma situação “carinhosa” com o jogador Zlatan Ibrahimovic, mas ninguém lembrou mais disso depois que a Copa começou. O jogador de apenas 23 anos também já defendeu a camisa do Manchester United e do Real Zaragoza.

Carles Puyol (La Pobla de Segur) – Zagueiro, catalão e titular do Barça (como Piqué), Puyol, “el tiburón” (apelido dado por seus companheiros de seleção), nasceu em La Pobla de Segur em 1978. A cidade conta com monumentos modernistas como a Casa Mauri (cujos mosaicos foram realizados por Lluís Bru, o mesmo do Palau de la Música de Barcelona) e da época romana como a Ermita de San Miquel de Pui e a igreja de Sant Cristòfol de Puimanyons. La Pobla de Segur fica na província de Lleida (ou Lérida), onde há várias atrações de turismo rural, de aventura e gastronômico. Para mais informações, clique aqui.

Curvas ousadas da Masia Freixa, em Tarrasa, cidade de Xavi. Foto: Wikimedia.

Joan Capdevilla (Tárrega) – Outro catalão reforça a defesa espanhola e este também é de Lleida, só que da cidade de Tárrega. Terra do bacallà Targarí (prato típico com bacalhau), essa localidade de pouco mais de 17 mil habitantes tem como atrações seu centro antigo (que também tem Ramblas, como em Barcelona e outras cidades catalãs), a Igreja de Santa María de l’Alba, o Teatro Ateneo e os parques de Sant Eloi e Maset.

Xavi Hernández (Tarrasa) – A apenas 20 quilômetros de Barcelona, a cidade do meio-campista Xavi, Tarrasa (ou Terrassa), é uma viagem no tempo e na arte. Com um famoso castelo do século XII (Castillo Cartuja de Vallparadis), a localidade também é uma boa pedida para conhecer a arquitetura modernista típica catalã. Um dos principais monumentos é a curvilínea Masía Freixa, localizada no Parque San Jorge, que abrigou o conservatório de música da cidade. Tarrasa tem mais de 200 mil habitantes e terá uma linha de metrô em breve.

Xabi Alonso (Tolosa) – O meio-campista camisa 14 da seleção nasceu nessa charmosa cidade do País Vasco que não ultrapassa os 18 mil habitantes e que herdou seu nome da francesa Toulouse. Por Tolosa passa o rio Oria, que conta com belas construções às suas margens. Entre elas, o Mercado, o Palacio Idiaquez e a igreja gótica de Santa María. Também tem uma bonita Plaza de Toros.

Andrés Iniesta (Fuentealbilla) – O herói da final, autor do gol da vitória, nasceu em um pueblo de Castilla-La Mancha de pouco mais de dois mil habitantes. Fuentealbilla famosa por suas salinas, já exploradas desde a época romana, e preserva uma cisterna daquela época (data do século III), chamada de Fuente Grande. Foi Iniesta quem deu notoriedade a esta cidadezinha, que homenageou seu filho mais ilustre batizando uma rua com seu nome em 2008.

Campanario de Sabadell, terra do Busquets. Foto: Ayuntamiento de Sabadell

Sergio Busquets (Sabadell) – O meio-campista do Barça nasceu em uma das maiores cidades da Catalunha, que batizou um dos bancos mais importantes da Espanha, o Banco Sabadell. Vale a pena conhecer seus parques (como o Catalunya e o Nord), o Campanario de Sant Fèlix, o edifício da prefeitura (com sua Plaza Sant Roc) e, claro, o salão modernista da Caixa de Sabadell.

David Villa (Tuilla) – Um dos grandes artilheiros da Copa (“Villa, Villa, Villa! Villa Maravilha!” era uma das frases mais cantadas pelos espanhois) nasceu em uma cidade de pouco mais de 1.600 habitantes, conhecida pela extração de carvão. Tuilla não tem atrativos turísticos, mas sua comunidade autônoma, Astúrias, é um paraíso para os amantes da natureza. Vale uma visita ao parque nacional da região (que conta com lagos e montanhas lindas) e às praias selvagens banhadas pelo Mar Cantábrico, como as de Llanes. Veja mais aqui.

Pedro Rodríguez (Santa Cruz de Tenerife) – Mais conhecido como Pedrito, o atacante camisa 18 vem de uma das cidades mais turísticas da Espanha, pertencente à ilha de Tenerife, a mais povoada do arquipélago de Canárias. Sua arquitetura histórica (com monumentos como o Castillo de San Juan Baptista e a Igreja Matriz de la Concepción) e suas praias vulcânicas, de areia escura (como a Playa de las Gaviotas) atraem turistas do mundo inteiro (principalmente alemães, que tomaram conta da ilha). Apesar da grande oferta de praias, foi criada uma artificial, a Playa de las Teresitas, com areia do deserto do Saara (vale lembrar que as Canárias estão grudadinhas na África e o clima é bem mais quente que o da Espanha peninsular). Para mais informações, visite o site de turismo do arquipélago.

Catedral Nueva, em Salamanca, cidade de Vicente del Bosque

Não podia faltar a cidade do grande mentor do time, o técnico Vicente del Bosque. Até porque esse treinador bonachão, que lembra aquele nosso tio fofinho, nasceu em uma das mais bonitas da Espanha: Salamanca.  Conhecida por sua linda universidade (a mais antiga da Espanha, de 1218) e pelos bares repletos de estudantes dia e noite, Salamanca fica em Castilla y León e é Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Sua Plaza Mayor é uma das mais bonitas do país. Conta com duas maravilhosas catedrais, a Vieja e a Nueva. A Semana Santa de lá é imperdível, com muitas celebrações e encenações. Também valem uma visita o Campo de San Francisco (primeiro jardim público da cidade), a Casa de Conchas (em cuja fachada há 350 conchas de Santiago esculpidas) e a própria universidade. Não estranhe ver um grupo de pessoas procurando a figura de uma rã na fachada do edifício. Diz a lenda que o estudante que não a encontra repete de ano.

Fernando Torres (Fuenlabrada), Cesc Fàbregas (Arenys de Mar) e Jesús Navas (Los Palacios y Villafranca) substituíram a Villa, Xabi Alonso e Pedrito, respectivamente, no segundo tempo e na prorrogação. Para conhecer um pouco mais sobre suas cidades, é só passar o mouse em cima delas e entrar nos sites oficiais de suas prefeituras.

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Personal Trip

About the Author

Depois de três anos morando na Europa, Clarissa foi multada ao voltar ao Brasil. Motivo: excesso de bagagem. Mas não se arrepende. Afinal, eram muitas histórias e dicas para trazer na mala e ela não queria deixar nenhuma para trás.

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