• RSS
  • As Viajantes no Facebook
  • Siga-nos no Twitter

Amritsar: entre o templo de ouro e a fronteira com o Paquistão

Orgulho indiano

Um templo de ouro, pessoas de turbante por todos os lados e um ritual de troca de guarda capaz de deixar qualquer nacionalista – ou não – de queixo caído. Isso é Amritsar, no norte da Índia e na fronteira com o Paquistão. A cidade estava no roteiro por ser caminho para minimalista Mcleod Ganj. Mas ela se tornou uma obsessão tão logo eu vi a primeira foto do Golden Temple estampada no meu Lonely Planet.

Mais dicas da Índia aqui

Amritsar é a cidade dos Sikhs, a religião em que os homens não cortam o cabelo e por isso andam de turbante. Os sikhs são uma minoria, principalmente se comparado aos predominantes hindus, mas como na Índia tudo é contado aos milhões, mesmo minoria é um número considerável. E se por toda a Índia, os sikhs se fazem presente, em Amritsar eles estão em casa. Lá, é aconselhável que viajantes andem com lenços na bolsa. Os templos sikhs exigem que nós cubramos as cabeças.

A CIDADE

Para os padrões indianos a cidade, de pouco mais de um milhão de habitantes, é pequena. O Golden Temple é absolutamente incrível mas é uma das poucas atrações da cidade, por isso, você não precisará de mais do que 2 ou três dias pra explorar tudo com calma.
Nós chegamos de trem. A estação é como as demais na Índia: suja, confusa mas absolutamente funcional. Nossa morada foi o Grand hotel que nos ganhou por duas coisas: fica em frente à estação de trem e ao lado de um bar que vende a cerveja mais gelada que a gente bebeu em 30 dias na Índia. Os quartos são confortáveis, o staff é bastante atencioso e eles têm um jardim de inverno super charmoso.

O GOLDEN TEMPLE

Todo de ouro

A grande atração da cidade vale cada hora de viagem que você passa até chegar em Amritsar. Em termos de imponência, o Golden Temple rivaliza tranquilamente com o famoso Taj Mahal. Como fica em uma região central da cidade, uma boa dica é ao menos olhar o templo de dia e a noite. O efeito que a luz e a noite têm sobre o ouro que cobre o lugar é absolutamente impressionante.

Os sikhs são absolutamente simpáticos a qualquer pessoa que deseje visitar o templo. A todo tempo alguém vai perguntar se você precisa de ajuda e nós tivemos a prazerosa experiência de termos ‘guias voluntários’, pessoas que estavam ali rezando e por várias vezes interromperam suas preces pra nos explicar mais sobre a religião e cada detalhe do templo.
Algumas regras são necessárias para entrar no templo: mulheres e homens precisam cobrir a cabeça.Se você não tiver seu próprio lenço vários estão disponíveis em grandes cestos na entrada. Todo mundo também deve tirar o sapato e passar por um lava pés. Eu confesso que tive um pouco de medo de perderem meu sapato ao ver o tamanho e a organização do guarda sapatos mas aparentemente eles se entendem naquela confusão, nada deu errado e nós saímos de lá calçados. Fotos só podem ser tiradas na área aberta e nada de comida e bebida lá dentro. Como o lugar é um templo, desrespeitar as regras é visto como grande falta de respeito.
A visita é organizada e obedece um espécie de ‘circuito’, mas qualquer visitante está autorizado a parar – seja pra admirar ou rezar – em qualquer lugar. O meu preferido foi a parte aberta do templo. Acho que passei quase uma hora apenas admirando a fé e as preces dos que estavam por ali. Foi uma paz incrível. Nós pegamos uma fila para conseguir subir na torre do relógio mas eu achei que vale a pena. A vista lá de cima é bastante impressionante e lá o visitante fica bem pertinho do teto do templo – que aliás nos explicou uma pessoa que era uma flor de lótus invertida. Vale reparar.

Pedidos de menina

O TEMPLO DA FERTILIDADE
Apesar de ser a cidade dos Sikhs, Amritsar também tem muitos templos hindus. O maior e mais bonito é o templo da fertilidade. Dizem os fiéis que ele é muito procurado por mulheres que estão tentando engravidar. Com três andares o templo é bastante impressionante e convida os turistas a participarem das cerimônias hindus.

ATTARI WAGAH: A FRONTEIRA COM O PAQUISTÃO

O lado do Paquistão

Eu confesso: odeio trocas de guarda. Já vi a do Palácio de Buckingham, em Londres, do governo, em Lima, no Peru sempre com a mesma impressão: eu estaria mais feliz se estivesse em outro lugar. Por isso, quando meu guia me informou que em a fronteira com o Paquistão fica a 30 km de Amritsar e que todo os dias, no por do sol, há uma troca de guarda no local eu pensei: não vou cair nessa de novo. Mas aí…

A gente saltou do trem e logo na estação de trem um vendedor perguntou: vocês vão ver a troca de guarda? Ao fazer o check in no hotel a mesma pergunta. Saímos então pra almoçar e o garçom nos questionou novamente sobre que dia nós tínhamos reservado pra ver a troca. O golpe de misericórdia veio quando o motorista de tuk tuk ficou paralisado diante da nossa resposta de que talvez a gente não fosse encarar o passeio. Percebemos que aquilo era uma gafe imensa que feria o orgulho deles. Então #ficaadica: se você não for fazer o passeio não conte pra ninguém.

O orgulho e entusiasmo com que eles falavam da troca de guarda acabaram nos convencendo. Na verdade, me atraia mais estar na fronteira com o Paquistão do que o evento militar em si. Resolvemos fechar o passeio direto no hotel – achei que se fosse uma furada ao menos eu deveria estar confortável. Nós choramos um pouco o preço e no fim acabou valendo a pena, um motorista nos levou de carro até a fronteira. Um caminho que dura mais ou menos 30 minutos. Chegando lá o que se vê impressiona desde o primeiro momento: o evento é diário mas mesmo assim a festa é imensa. Bandeiras por todos os lados e pessoas felizes cantando.

E o lado indiano

Turistas entram por um lado e indianos por outro. Apesar de ficar em arquibancadas separadas, a empolgação deles realmente contamina. Do outro lado está a arquibancada com os paquistaneses. Todos cobertos da cabeça aos pés, com uma arquibancada pra mulheres e outra pra homens mas nem por isso menos empolgados. A rivalidade entre os dois países é impressionantemente grande. Sabe Brasil e Argentina? Não, não tem comparação. 🙂

Antes da troca em si há espetáculos de dança e outros tipos de apresentação. Tudo dura mais ou menos duas horas. E é um programão, mesmo pra quem não curte trocas de guarda.

Personal Trip

About the Author

Destinos exóticos e desconhecidos. É em lugares assim que Reba prefere passar as férias. Isso deve ser uma desculpa para poder passar os outros 11 meses do ano planejando a viagem.

4 Respostas para “ Amritsar: entre o templo de ouro e a fronteira com o Paquistão ”

  1. eu jass
    no india
    pode me add no facebook >>>

    http://www.facebook.com/profile.php?id=100003294686419&sk=wall

    este é um templo feito com ouro

    pessoas da minha cultura
    cultura sikh orar a Deus

    1000000 de pessoas visitam este templo
    todos os dias

    nome >> darbar sahib << templo nome ver no google images !!

  2. Olá meu nome é jass
    Eu sou da india
    bom ver o seu fotos
    Eu sei português (^.^)

    sikh cultura !!

  3. Oi Daniel,
    Muitos indianos falam inglês. As crianças principalmente.
    Você não achará ninguém falando português.

    Beijos

  4. Como a gente se comunica lá? eles falam português?

Deixe uma resposta

Você pode usar estas tags xHTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <blockquote cite=""> <code> <em> <strong>