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Agra, a cidade do Taj Mahal

Taj Mahal: o motivo da viagem

Não importa o roteiro, o gosto ou objetivo. Qualquer viajante que for até a Índia vai achar um jeito de passar por Agra. O motivo? Taj Mahal. É nesta cidade que está o maior monumento ao amor do mundo. Também não importa se a sua visita é porque você gosta de arquitetura, porque quer conhecer um dos principais símbolos do país ou porque é mulçumano (sim, antes de tudo o lugar é uma mesquita!). Simplesmente, vá.
O Taj Mahal vale a pena.

Mais dicas da Índia aqui.

ELE, O TAJ MAHAL

O Taj de manhã cedinho

A primeira coisa a se dizer sobre o Taj Mahal é que antes de ser um ponto turístico o lugar é uma mesquita e por isso fecha às sextas-feiras. Como Agra não é uma cidade que exija muito tempo do viajante é bom planejar bem que dia da semana pretende chegar e sair.

Depois vem a dúvida clássica: ao amanhecer ou no entardecer? Sim, porque se você puder escolher essas são as duas melhores horas para conhecer o lugar. O sol mais baixo dá um efeito sobre o mármore que deixa o Taj Mahal com um rosa único. Com o calorão que faz por lá evitar os horários de sol forte também é uma boa dica além disso, mesmo que evitar multidões seja uma tarefa quase impossível na Índia,  nesses horários você conseguirá um pouco mais de privacidade nas suas fotos.

Nossa ansiedade e os conselhos de alguns viajantes fotógrafos nos fizeram escolher o amanhecer. E isso significa cedo mesmo, as portas abrem às 06h. Chegamos meia hora depois e já pegamos uma fila na entrada. Quem optar pelo entardecer deve saber que o monumento fecha às 19h. O Taj é realmente grandioso, em todos os sentidos, por isso reserve pelo menos metade do seu dia pra ele. Nós ficamos lá por volta de 4 horas pra ver tudo com calma e aproveitar pra relaxar um pouco nos jardins no entorno da mesquita. No início dos anos 90 pesquisas identificaram que a poluição causada pelos carros estava derretendo o mármore do Taj Mahal. Por isso, desde 1994 é proibido a circulação de qualquer veículo motorizado a menos de 500 metros do monumento. Por isso, mesmo que você vá naquelas excursões com ônibus, espere ter que andar um pouquinho pra poder chegar até lá. O ingresso custa por volta de 15 dólares e é um dos mais caros da Índia (indianos pagam 0,5 centavos de dólar, preciso confessar que adoooro esse incentivo a cultura local na Índia!). Se você não fez de Agra uma day trip vale a pena comprar um ingresso conjunto com outras atrações da cidade.

O Taj Mahal pode ser acessado de três portas diferentes e a entrada é bem rígida. Visitantes não podem entrar com comida, cigarros, isqueiros ou grandes mochilas. Há lockers onde se pode guardar aquilo que foi barrado na entrada. Câmeras de foto são bem-vindas, o visitante paga para entrar com câmeras de vídeo e nós vimos pessoas senda barradas com tripés. Como em quase todos os monumentos indianos há bebedouros para encher a garrafa de água. Leve uma pastilha de cloro e mate sua sede de graça.

A visão contrária, com a porta de entrada ao fundo

Quem quiser pode contratar na entrada um guia local que vai contanto detalhes de uma das maiores histórias de amor do mundo. O Taj Mahal foi construído pelo imperador Shal Jahan em homenagem a sua segunda esposa Mumtaz Mahal, que morreu dando a luz ao 14º filho do casal. Desolado, ele resolveu construir um enorme mausoléu para abrigar o corpo da mulher. A construção demorou mais de 20 anos e diz a lenda que muitos operário tiveram os braços cortados para que não pudessem reproduzir o mesmo monumento em outro canto do mundo. Também diz a lenda que o imperador tinha planos de construir uma mesquita igualzinha – em mármore preto – do outro lado do rio, que funcionaria com um espelho do Taj Mahal. Assustado diante dos planos do pai, o filho de Shal Jahal o aprisionou no Agra Fort e ele só pode contemplar o Taj da janela de sua cela. Depois de morto foi enterrado no Taj Mahal ao lado da mulher.

Uma vez lá dentro eu fiquei completamente louca tentando fotografar tudo para conseguir registrar cada detalhe registrado pela minha míope retina. Fotos, no entanto, são proibidas dentro do mausoléu. Mas tudo bem porque como qualquer mesquita o Taj Mahal é mais impressionante por fora mesmo. É também proibido entrar de sapatos e aquelas sapatilhas de hospital estão à venda na entrada. Compre porque o mármore é quente e há fila para entrar dentro do mausoléu.

Repare na simetria perfeita do Taj Mahal, um lado foi construído pra ser um perfeito espelho do outro. No mais, relaxe. Contemple, sonhe e admire o que a dor, a vontade e o amor de um homem é capaz de construir.

Feliz da vida


ALÉM DO TAJ MAHAL

Agra já foi capital do império mongol e é uma cidade cheia de história. Apesar disso, eu preciso confessar que foi uma das cidades mais desinteressantes que eu fui na Índia. Por ter muitos turistas é daqueles lugares que você sente que todas as pessoas estão a todo momento tentando te vender algo, o que me incomodou um pouco. Isso mais o calor insuportável e  uma sujeira imensa, mesmo para os padrões indianos, não me deixam com saudades da cidade. No entanto, eu recomendo fazer de Agra mais do que uma day trip. O Taj vai tomar pelo menos meio dia e a cidade tem outras atrações que acabam um pouco esquecidas mas DEVEM ser visitadas.

Agra Fort

Forte com cara de castelo

Quem pisa em Agra só pensa no Taj Mahal mas o forte que guardava a antiga cidade é tão impressionante quanto. Sua construção em vermelho impressiona o visitante logo de cara. O grandioso prédio data de 1565 mas como tudo na Índia foi tendo outras construções sendo incorporadas ao longo dos séculos. Um dos prédios foi construído inclusive pelo imperador do Taj Mahal e assim como o monumento é todo feito em mármore e bastante impressionante. Esqueça o que a primeira imagem que lhe vem à cabeça quando você pensa num forte, o Agra Fort está mais pra um castelo mesmo. Vá e reserve pelo menos meio dia também.

BABY TAJ
É o apelido do mausoléu Itimad Ud Daulah. Apesar de não ter a grandiosidade do Taj Mahal tem uns detalhes e mármore preto que são simplesmente fantásticos. Além do mais, impressiona o requinte e os pequenos detalhes todos talhados em mármore.

O Baby Taj

Junto com o baby Taj o visitante tem que reservar um tempo pro MEHAB BAGH. Quer fotos lindas de morrer do Taj Mahal com você e mais ninguém? É de desse parque que você vai tirar. O lugar é um imenso parque com várias estradinhas e algum verde. Perfeito para escapar um pouco do caos, barulho e poluição de Agra. Nós descobrimos o lugar depois de fazer amizade com um motorista de rickshaw que nos levou lá de camaradagem mesmo. Ficamos impressionados porque Agra tem turista em todas as esquinas mas parece que nenhum deles descobriu que esse parque tem a melhor vista do Taj Mahal. Chegamos lá e fomos super bem recebidos por muitos indianos e, além de nós, apenas um outro casal europeu contemplava a maravilha. O parque é grande demais então combine vá em um daqueles rickshaws de bicicleta.

Além disso, Agra tem uma grande avenida que separa a cidade em dois. Para ao Baby Taj e ao Mehab Bagh você terá que cruzá-la (de táxi ou rickshaw já que é longe mesmo pra ir a pé). As paredes têm datas com pequenos textos contando coisas interessantes como as muitas invasões e guerras que a cidade já foi palco. Para quem gosta de história é bem legal.

No parque só os indianos e o Taj Mahal ao fundo


CHEGANDO E SAÍNDO

A melhor forma de chegar e sair de Agra é a mesma da maioria das cidades indianas: de trem. Mas por ter mais turistas que qualquer outra cidade no país, Agra conta com um assédio de taxistas e motoristas de rickshaw beeem chatos na chegada. A barganha é prática recomendada na Índia mas em Agra vira quase obrigação. Não sossegue se não pagar pelo menos metade do pedido inicialmente.

HOSPEDAGEM

Sapatinho de hospital

Você vai encontrar centenas de hotéis afirmando que têm terraços com vista para Taj Mahal. E eles têm mesmo mas – sinceramente – isso não é fundamental. As vistas não são nada espetaculares e nem de longe batem a emoção de ver o monumento de pertinho. Mas diante de tantas opções é provável que você – como eu – se sinta tentado em ficar em algum hotel que lhe permita ver o Taj enquanto almoça, toma café ou janta, já que a maior parte dos restaurantes dos hotéis fica no terraço. Veja algumas dicas de hospedagem aqui.

Nesse caso tente optar por um hotel que fique na rua do Taj Mahal. Isso sim, eu acho que é um ótimo diferencial, principalmente pela praticidade. Por último se você for a Agra em qualquer outra estação que não o inverno não hesite: pague algumas rúpias a mais e fique em um quarto com ar condicionado. Esse conforto vai valer cada centavo gasto, acredite. Agra é definitivamente o lugar mais quente em que eu já estive em toda a minha vida. Minha viagem foi feita em maio.

Nossa morada foi o hotel Sheela Inn. O hotel era ok, com quartos relativamente limpos, um restaurante que desejou um pouco a desejar mas com um ar condicionado potente e na mesma rua que o Taj Mahal.

Outras cidades da Índia aqui.

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Personal Trip

About the Author

Destinos exóticos e desconhecidos. É em lugares assim que Reba prefere passar as férias. Isso deve ser uma desculpa para poder passar os outros 11 meses do ano planejando a viagem.

7 Respostas para “ Agra, a cidade do Taj Mahal ”

  1. Oi João,
    Eu consegui usar cartão de crédito em Mumbai e Delhi. Mas vi pouquíssimos ATM, acho que não mais que 2 durante os 30 dias em que estive lá. Eu fiz a viagem em 2009, pode ser que em Mumbai e Delhi o número de ATM esteja maior mas eu acho pouco provável que tenha mudado muito nas cidades menores.
    Leve o cartão para emergências, mas eu acho que o melhor é você investir a maior parte do orçamento em dinheiro vivo. A Índia é um lugar muito seguro e não há problema de você andar com quantias altas. E leve em consideração de que nos restaurantes locais, lojinhas menores e nos tuc tuc eles só aceitam dinheiro mesmo.
    A gente tem um post sobre dinheiro na Índia: http://asviajantes.com/viagem/india-quanto-vale
    Tomara que ajude.
    Beijos

  2. olá, gostei mto do site, estou indo pra india em 2013,
    gostaria de saber uma coisa,
    é muito dificl encontrar ATM por lah. Voce levou maior parte em especie, cartao de credito..o que achou melhor?!?!
    me falaram que é mto dificil sacar dinheiro por la!
    mto obrigado

  3. Oi Taina,
    A Índia é um calorzão mesmo. Confesso que até eu, uma carioca acostumada ao calor de 40 graus, fiquei agoniada. Mas especificamente Delhi tem estações bem definidas. Isso significa que no inverno – dezembro a fevereiro – pode fazer até perto dee zero. A melhor época é na primavera, entre fevereiro e abril. Eu fui em maio e já estava um calor de enlouquecer. Dá uma olhada nas nossas dicas de Delhi: http://asviajantes.com/viagem/pela-india-a-injusticada-delhi

    Beijos

  4. Oi!!! To pensando em ir para India (New Dehli) no proximo ano… eu nao sou muito adepta do calor, entao tens alguma dica sobre quais meses seriam mais “agradaveis” de se ir visitar New Dehli e Agra? Obrigada!

  5. Oi Léa,
    É possível fazer um bate volta de Delhi. De Mumbai nem pensar, é muito longe. Há muitas agências de viagem que programam o passeio. Como a distância é longa e a viagem vai ser cansativa acho que o melhor é vc fazer um pacote fechado ao invés de ir por conta própria. Você vai encontrar muitas opções em Delhi.
    Beijos e qq coisa volte aqui.

  6. Olá!
    Voce saberia me informar se é possível de Delhi ou de Mumbay fazer um bate-volta até Agra?

  7. você se esqueceu de dizer da fila de indianos [repara que eu evitei o trocadilho] para tirar fotos com você dentro do taj. e depois do lado de fora. duas vezes.

    😉

    bjs

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