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Futebol internacional

Ser casada com um fanático por futebol tem vantagens e desvantagens. Mas uma vantagem inesperada é a obrigação que se cria para visitar pelo menos um estádio de futebol a cada viagem – haja ou não jogo.

Vestiário do time visitante no Santiago Bernabeu. Que vontade dessa hidro...

Vestiário do time visitante no Santiago Bernabeu. Que vontade dessa hidro…

Foi graças a essa mania que conheci profundamente o Santiago Bernabeu e pude entender melhor porque o Real Madrid é uma potência do futebol. Da sala de troféus ao gramado, tudo é muito impressionante e só fazia nos despertar uma dorzinha por nossa agenda de viagem não coincidir com a tabela do campeonato.

A hora do lanche

O primeiro jogo que vimos fora de casa foi Sevilla x Atletic Bilbao, em Sevilha, dois anos atrás. Compramos o ingresso pela internet a poucos dias da partida, pagando mais caro do que eu gostaria. O estádio do Sevilla é pequeno e todos sentavam-se nos lugares marcados no ingresso – dizem que no Nou Camp, do Barcelona, a coisa não funciona bem assim.

Famílias inteiras estavam no estádio e a surpresa veio quando, na hora do intervalo, quase todo mundo tinha um sanduíche trazido de casa para comer. Nós dois resolvemos fazer um lanche já tarde demais e descobrimos, com fome, que as cantinas do estádio começam a fechar ainda no meio do segundo tempo. Fica a lição e o 4 x 1, com gol de Luiz Fabiano.

‘A-le Boca’

Sevilla 4 x 1 Atletic Bilbao

A outra experiência foi em Buenos Aires, em dia de Boca Juniors x Rosario na Bombonera. Já tínhamos visitado o estádio, vazio, dois anos antes, e nos impressionado com seu formato de caldeirão e a sala de troféus. Então, no dia do jogo, escolhemos ficar na ‘geral’ da Bombonera, junto à torcida do Boca, para sentir bem o clima. Embora fosse uma muvuca, o clima era tranquilo e até bebês tinham sido levado por seus pais ao estádio.

Na Argentina o que me impressionou – além da empolgação da torcida do Boca, que segue cantando mesmo quando o time está perdendo – foi a maciça presença da polícia. Passamos por três pontos de revista até conseguirmos entrar no estádio e não foi pouca a quantidade de garrafas, latinhas, fósforos e isqueiros que eu vi abandonados do lado de fora.Sanduíche de chorizo

Foi lá que me deparei com uma novidade agora recorrente por aqui: a proibição de venda de bebida alcoólica nos arredores do estádio. E também foi lá que comi  um autêntico sanduíche de chorizo (lingüiça) numa vendinha local – baixa gastronomia da melhor qualidade. Entrar com fome na Bombonera, aliás, é a maior roubada: la dentro só se vende refrigerante e picolé.

A Bombonera em dia de visita

A Bombonera em dia de visita

Na saída do estádio, outra surpresa: ficamos mais de 40 minutos esperando que nossos portões se abrissem. Logo um argentino que estava com três adolescentes nos explicou. As portas da ‘geral’ só  são abertas depois que toda a torcida do adversário já deixou o estádio e está dentro do seu ônibus. Mais uma medida de segurança e outro comportamento exemplar dos torcedores, que esperavam sua hora de sair sem balbúrdia.

Dois jogos, dois estádios vazios. A soma ainda é pequena mas não falta vontade de aumentá-la. Tem alguma dica de futebol em viagens? Deixe sua dica aqui.

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Personal Trip

About the Author

Flávia tem viagens planejadas para os próximos cinco anos, pelo menos. Só tem um porém: todas precisam de uma parada em Paris.

2 Respostas para “ Futebol internacional ”

  1. risos. Me identifiquei completamente com esse post. O Belão é igual. Na verdade, nossos roteiros de viagens para Europa só são decididos depois q. saem os caledários da La Liga, Premier League, Championsleague, e essas coisas toda. O menino arrumou um jogo para ver em Bordeaux!!! E, sim, visita aos estádios é sempre programa obrigatório.
    Bjks e adorei seu blog, estou lendo tudo!
    Maria

  2. Pô, vou te falar, no Nou Camp os lugares são tão marcados que nego leva até capinha para as cadeiras – que eles usam há séculos.

    Dez minutos antes do jogo, o estádio fica vazio, pq todo mundo já tem lugar pra sentar. Vc pode até tentar trocar, mas depende muito da boa vontade – que é geral é má – dos catalães…

    E olha que era um clássico, valendo título espanhol.

    Ótimo o texto! Costume no blog, já! 😉

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