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Berlim me conquistou aos poucos…

Como eu já contei num post anterior, meu desejo de férias há tempos era conhecer a Alemanha. Como não teria tempo nem dinheiro
para visitar todas as cidades que eu queria, escolhi três: Belim (claro!), Colônia e Munique. Achei um bom plano de viagem
pois são três cidades beeem diferentes entre si e que mostram três Alemanhas completamente distintas e apaixonantes.
Berlim – Confesso que não foi amor à primeira vista. Pelo contrário! Acho que até demorei a entender o que se passava
à minha volta e como tudo funcionava lá… Berlim não é uma cidade fácil, tem um quê de decadente, está longe de ser
uma capital típica da Europa Ocidental (e a sua história explica tudo). Enfim, depois de um rápido período de adaptação, admito:
Berlim é sensacional!
TRANSPORTE: Apesar das placas em alemão, é uma cidade fácil de andar – você consegue ir para todos os cantos
de metrô e é uma delícia para passear a pé. Para quem vai ficar pelo menos cinco dias, vale a pena comprar o Berlin
WelcomeCard, um pacote com tíquete que dá direito a viagens de S-bahn e U-bahn e guia da cidade (com dicas de descontos
bacanas). O WelcomeCard é vendido no aeroporto. Ah sim, não esqueça de validar seu tíquete antes de usá-lo em todas
as cidades da Alemanha!
HOSPEDAGEM: Eu me hospedei no citystay hostel, em Mitte, bairro descolado, cheio de bares e lojinhas, que fica na ex-parte
oriental de Berlim. O quarto com seis camas custa 19 euros, com café da manhã pago por fora (mas vale muuiito a pena). Albergue
à parte, Mitte é um bairro ótimo para ficar por ser badaladinho e com duas estações de metrô muito próximas (Hackescher Markt e
Alexander-platz).
O QUE VER: Não há nem o que discutir se o assunto é História. Li uma vez numa reportagem que Berlim é a cidade que
nunca aconteceu de fato. Sempre que ela ia sofrer um boom, estourava uma guerra, uma crise… E isso é muito pungente
mesmo. Você respira História pelas ruas, até porque a queda do muro de Berlim é um fato muito recente. Então vamos lá:
Brandenburger Tor, memorial do Holocausto, Parlamento e Potsdamer-platz (onde tem uma parte do muro ainda de pé) ficam muito próximos. Também ali perto começa (ou termina?)
a Unter den linden, uma das avenidas mais exuberantes da cidade. Tem várias lojas chiquérrimas alternadas a outras de
souvenirs. É bom ficar de olho nas ruas transversais porque elas escondem praças fofas, como a Gendarmenmarkt.
Com o dia ensolarado, o ideal é acordar cedo e visitar a Berliner dom, a catedral da cidade, fundada em 1905. Eu recomendo a subida
até o topo da cúpula, de onde se tem uma vista incrível da cidade (principalmente da ilha dos museus) e uma ida à cripta.
Outro passeio que merece um dia de sol é a ida a East side gallery, um dos lugares mais legais que visitei em Berlim (e
dica valiosa de duas amigas desse blog). Fica em Ostbahnhof e é o local onde continua preservada a maior extensão do muro – é bem
doido chegar lá e pensar que uma cidade era dividida ao meio por um muro de pedra. Hoje, o muro se tornou uma galeria de arte a céu aberto
e um bar bem simpático se instalou à beira do rio. É um ótimo programa para tomar uma cerveja pós-almoço.
Angustiante mas imperdível é a ida a um campo de concentração. Há vários que se tornaram centros de documentação e estão
abertos à visitação. Eu escolhi o de Sachsenhausen, que fica em Oranienburg, uma cidadezinha a cerca de 40 minutos de
trem de Berlim. É legal pegar um tour para lá (que o próprio albergue indica) pois as visitas não podem ser feitas sem um guia (eu optei por um grupo
‘en español’ e foi ótimo). A visita dura cerca de seis horas e por volta de 16h estávamos de volta. Ou seja, ainda deu
tempo de bater perna pela cidade quando voltei. É um passeio angustiante mas muito interessante.
COMER: Ao contrário de algumas companheiras de blog, não sou a mais ligada em restaurantes (talvez porque minhas últimas
viagens tenham sido sozinha), mas o que posso dizer de Berlim é que há comida para todos os gostos. Eu comi desde kebab
(eu não sei como esses fast-kababs ainda não chegaram ao Brasil…) até ‘fish and fries’ sem nenhum problema. Mas nem
pense em passar por Berlim sem provar algum prato de salsichão+salada de batata+chucrute. Com uma cerveja acompanhando, claro!
em cima do muro

em cima do muro

Como eu já contei num post anterior, meu desejo de férias há tempos era conhecer a Alemanha. Como não teria tempo nem dinheiro para visitar todas as cidades que eu gostaria, escolhi três: Berlim (claro!), Colônia e Munique. Achei um bom plano de viagem pois são três cidades beeem diferentes entre si e que mostram três Alemanhas completamente distintas e apaixonantes. Vou começar falando de Berlim, depois escrevo sobre as outras duas cidades em posts separados.

Berlim – Confesso que não foi amor à primeira vista. Pelo contrário! Acho que até demorei a entender o que se passava à minha volta e como tudo funcionava lá… Berlim não é uma cidade fácil, tem um quê de decadente, está longe de ser uma capital típica da Europa Ocidental (e a sua história explica tudo). Enfim, depois de um rápido período de adaptação, admito: Berlim é sensacional! E olha que eu nem experimentei a noite de lá…

TRANSPORTE: Apesar das placas em alemão por toda a parte, é uma cidade fácil de andar – você consegue ir para todos os cantos de metrô e é uma delícia para passear a pé. Para quem vai ficar pelo menos cinco dias, vale a pena comprar o Berlin WelcomeCard, um pacote com tíquete que dá direito a viagens de S-bahn e U-bahn e guia da cidade (com dicas de descontos bacanas, vale ler o livrinho com atenção). O WelcomeCard é vendido no aeroporto. Ah sim, não esqueça de validar seu tíquete de metrô antes de usá-lo em todas as cidades da Alemanha!

HOSPEDAGEM: citystay hostel, em Mitte, bairro descolado, cheio de bares e lojinhas, que fica na ex-parte oriental de Berlim. O quarto com seis camas custa 19 euros, com café da manhã pago por fora (mas vale muuiito a pena). Albergueà parte, Mitte é um bairro ótimo para ficar por ser badaladinho e com duas estações de metrô muito próximas (Hackescher Markt e Alexander-platz).

O QUE VER: Não há nem o que discutir se o assunto é História. Li uma vez numa reportagem que Berlim é a cidade que nunca aconteceu de fato. Sempre que ela ia sofrer um boom, estourava uma guerra, uma crise… Concordo. E isso é muito pungente mesmo. Você respira História pelas ruas, tudo remete a um passado de guerras e de reconstrução. Então vamos lá:

– Brandenburger Tor, memorial do Holocausto, Parlamento e Potsdamer-platz (onde tem uma parte do muro ainda de pé) ficam muito próximos. Também ali perto começa (ou termina?) a Unter den linden, uma das avenidas mais exuberantes da cidade. Tem várias lojas chiquérrimas alternadas a outras de souvenirs. É bom ficar de olho nas ruas transversais porque elas escondem praças fofas, como a Gendarmenmarkt. Ah, sim, nas andanças pela cidade, não deixe de prestar atenção ao Ampelmann, o simpático bonequinho dos sinais de trânsito. Ele é uma febre!

– Com o dia ensolarado, o ideal é acordar cedo e visitar a Berliner dom, a catedral da cidade, fundada em 1905. Eu

o simpático bar de East side gallery

o simpático bar de East side gallery

recomendo a subida até o topo da cúpula, de onde se tem uma vista incrível da cidade (principalmente da ilha dos museus) e uma ida à cripta. Outro passeio que merece um dia de sol é a ida a East side gallery, um dos lugares mais legais que visitei em Berlim (e dica valiosa de duas amigas desse blog). Fica em Ostbahnhof e é o local onde continua preservada a maior extensão do muro – é bem doido chegar lá e pensar que uma cidade era dividida ao meio por um muro de pedra. Hoje, o muro se tornou uma galeria de arte a céu aberto e um bar bem simpático se instalou à beira do rio. É um ótimo programa para tomar uma cerveja pós-almoço.

– Angustiante mas imperdível é a ida a um campo de concentração. Há vários que se tornaram centros de  documentação e estão abertos à visitação. Eu escolhi o de Sachsenhausen, que fica em Oranienburg, uma cidadezinha a cerca de 40 minutos de trem de Berlim. É legal pegar um tour para lá (que o próprio albergue indica) pois as visitas não podem ser feitas sem um guia (eu optei por um grupo ‘en español’ e foi ótimo). A visita dura cerca de seis horas e por volta de 16h estávamos de volta. Ou seja, ainda deu tempo de bater perna pela cidade quando voltei. É tudo muito opressor, triste, com uma atmosfera pesada, mas um passeio obrigatório.

entrada de Sachsenhausen

entrada de Sachsenhausen

COMER: Ao contrário de algumas companheiras de blog, não sou a mais ligada em restaurantes (talvez porque minhas últimas viagens tenham sido sozinha), mas o que posso dizer de Berlim é que há comida para todos os gostos. Eu comi desde kebab (eu não sei como esses fast-kababs ainda não chegaram ao Brasil…) até ‘fish and fries’ sem nenhum problema. Mas nem pense em passar por Berlim sem provar algum prato de salsichão+salada de batata+chucrute. Com uma cerveja acompanhando, claro!

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Personal Trip

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Pelo Brasil ou exterior. Sozinha ou acompanhada. O negócio é botar o pé na estrada. Tem coisa melhor?

2 Respostas para “ Berlim me conquistou aos poucos… ”

  1. Eu amo esse lugar.
    Fiquei muito saudosa de ler o relato.
    Parabéns Isa, bateu um bolão descrevendo a cidade mais hype do mundo.

  2. Também nao consigo entender como as lanchonetes e barraquinhas de kebabs nao chegaram ao Brasil…

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