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Natal, a terra do sol

Pôr do sol no Rio Potengi*

É assim que a capital do Rio Grande do Norte se intitula. E não é para menos, em todas as vezes que estive lá, mesmo nas que choveram, o sol logo volta ao céu para demarcar território. Reza a lenda que ele aparece em 300 dos 365 dias do ano. Uma das minhas experiências chuvosas foi na volta do passeio de bugre. Mas foi uma delícia passear pelas areias vendo, pela primeira vez, o arco-íris começar e terminar na mesma paisagem, formando um arco mesmo. Lindo!

Apesar de Maceió ser o meu xodó no nordeste, preciso confessar, acho Natal mais divertido. Além de diversões de trips badaladas como Pipa (vou falar mais aí embaixo) e Fernando de Noronha (ainda não tive o prazer de conhecê-la), as praias da cidade boas opções de se aproveitar o sol, o sal e o mar que são mais do que ficar deitado numa espreguiçadeira torrando e bebendo água de coco.

Algumas das dicas abaixo fizeram parte do meu roteiro por sugestão da amiga e viajante Cla, que, na época, estava preparando um roteiro sobre a cidade para o programa de viagens em que escrevia na TV.

Morro do Careca, na Praia de Ponta Negra*

HOSPEDAGEM –

Minha dica é se hospedar em Ponta Negra, que é onde tem um dos cartões postais da cidade e é também o bairro das noitadas e bons restaurantes. Da última vez que fui, pela primeira vez me hospedei numa pousada do Sesc e me surpreendi para o bem. Com alguns quartos com vista para o mar, o preço era bem honesto mesmo para não-sócios e as instalações dignas. A gente também podia usar a estrutura de piscina e sauna do clube, que ficava em frente.

Agora, se, mais do que economizar em hospedagem, você quer ter uma experiência diferente, sugiro o albergue medieval Lua Cheia Hostel (www.luacheia.com.br). Lá, o dono simplesmente resolveu construir um castelo, com direito a ponte elevadiça e quartos que levam o nome de Masmorra, Território das Abóboras ou Dormitório das bruxas.

PONTOS TURÍSTICOS – Uma vez na cidade, não tem jeito, tem que ir no Forte dos Reis Magos, na Praia do Forte. Construído no formato de uma estrela de cinco pontas, ele fica no encontro do Rio Potengi e o mar e vale a visita.

Um outro ponto turístico no mínimo interessante é o cajueiro, que, dizem por lá, é o maior do mundo. Ele é de fato muuuito grande, são 8.500 m² de copa. Os galhos descem e sobem como se fossem novas raízes e nem preciso dizer que tem castanha de caju até não acabar mais para comer por lá.

Para os fãs de artesanato, tem bastante coisa no Centro do Turismo antigo e no Mercado de Petrópolis.

PRAIAS E RIOS – Uma vez em Ponta Negra, vale passar um dia na praia, sob o sol e olhando o Morro do Careca. Antigamente – e graças a Deus sou desse tempo – era possível subir seus 120 metros até o topo e a vista lá de cima é incrível. Mas em prol da preservação da área, isso foi proibido há alguns anos.

A Praia da Redinha também é fofa. Lá tem um aquário bem bacana, sobretudo para quem estiver com crianças. Apesar da estrutura humilde, tem espécies bem legais de ver e é possível fazer um carinho num tubarão (sim, isso é possível).

Mas, na minha opinião, as praias e rios mais bonitos de se ver são os que se faz nos passeios de bugre, no Parque das Dunas, em Genipabu. Eles te pegam onde você tiver hospedado, preço costuma ser pela diária do carro com bugreiro – então, se você conseguir colocar 4 pessoas pra dividir, barateia. Depois que entrar no carro, é só escolher se o passeio vai ser com ou sem emoção.

E nem adianta pensar em alugar você mesmo um bugre e sair subindo as dunas. Os bugreiros credenciados, além de garantir os passeios principais, sabem onde é possível ir com segurança e entendem as regras de tráfego nelas, porque há, acredite, mão e contramão nas areias. Na última vez que fui, em 2007,  paramos para descer numa tirolesa que cai dentro d’água numa das inúmeras lagoas, comemos espetinho de lagosta e, na volta, antes do tal arco-íris, nosso guia, nos levou para o riozinho no meio do nada, com uma cabaninha nativa em que provamos a deliciosa caipirinha de banana.

GASTRONOMIA – Para quem vai para Natal saindo do eixo Rio-SP uma boa notícia: comida lá é gostosa e barata. Minhas dicas se resumem ao Mangai, que além dos tradicionais frutos do mar, tem uma comida sertaneja de comer chorando, qualquer um da rede Camarões, que tem uma leva de comidas bem pensadas e deliciosas com ou sem o crustáceo, e o Tábua de Carne.

PIPA – Tudo bem, Natal é ótimo, mas estando lá, não dá para desperdiçar a chance de conhecer Pipa, que fica  no município de Tibau do Sul, a mais ou menos uma hora de carro da capital potiguar. A cidade é bem pequena, com praticamente duas ruas, e muito charme. Além de bons e incrementados restaurantes, tem a badalação que, no Rio, acho que se equipararia a Búzios.

Num roteiro corrido, eu diria que são essenciais o passeio pela Baía dos Golfinhos, quase sempre é possível ver um deles e, com sorte, bem perto do barco, e uma tarde na Praia do Amor, que tem acesso pela areia da praia do  centro ou de carro, descendo por uma trilha bem pequena. Como é mais distante que as outras, lá não tem nada, só um único quiosque, que não é dos mais baratos.

Em Tibau tem ainda alguns lugares que não fui, mas que recebi muitas recomendações. Entre elas o pôr do sol ao som de saxofone tocando Ravel – ou Vivaldi? -, aos moldes do que há na Paraíba, no hotel Marinas, e a Ponta do Pirambu.

* Fotos tiradas do site da prefeitura de Natal

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Personal Trip

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De moto, barco, carro, avião, trem ou ônibus, para Alícia o importante é viajar, conhecer lugares novos, sem deixar de desbravar o Brasil.

Uma resposta para “ Natal, a terra do sol ”

  1. Estou estudando esta possibilidade de mudar de roteiro , ja vi que aqui as crianças vao se divertir tambem ;e é isso que importa para a gente , agora vamos ver preços e continuar a pesquisar!! beijos alicia em breve estaremos de volta e com as crianças !!!

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