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Paraty, uma viagem ao Brasil colonial

O centro histórico / Foto: Nelson Godoy

Uma das cidades que melhor representa o charme do período colonial brasileiro, Paraty é destino mais que agradável pra quem gosta de bons restaurantes, passeios de barco, clima de interior ou de simplesmente apreciar a arquitetura. Estive em Paraty duas vezes: uma ainda bem pequena, com meus pais, e outra já adulta, com um antigo namorado. Das duas visitas guardo a sensação de volta ao passado, de uma viagem pelos nossos antigos livros de História mesmo. Uma delícia!

Localizada a 241 km do Rio de Janeiro e a 298 km de São Paulo, Paraty é uma boa opção para um fim de semana prolongado tanto para cariocas quanto para paulistas. Mas não se deixe enganar, a cidade é pequena porém cheia de bons programas também nas proximidades.

O CENTRO HISTÓRICO

Paraty foi fundada em 1667 em torno da Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, padroeira da cidade e cartão postal mais conhecido. Teve grande importância econômica para a região sudeste durante o século XVII por conta das centenas de engenhos de cana-de-açúcar que existiam naquela área. Não à toa até hoje a cidade é famosa pela produção local de aguardente.

Grande parte do charme de Paraty está no seu centro histórico, protegido – ainda bem! – pelo Patrimônio Histórico Nacional. As ruelas de pedras ‘pés-de-moleque’, o casario colonial de janelas coloridas, tudo remete ao passado. O centro histórico de Paraty é considerado pela Unesco como ‘o conjunto arquitetônico colonial mais harmonioso’. Legal, não?

A vila de Paraty-Mirim / Foto: Débora Bedin

Planeje sua ida à cidade sem pressa, pois até o tempo parece rolar diferente ali. Proibido a carros, o centro abriga os principais restaurantes da cidade, ateliês e, de uns tempos pra cá, lojas mais badaladas. A diversão é se deixar levar pelo clima da cidade e ficar andando por ali sem grandes preocupações.

Por falar em restaurantes, a gastronomia virou uma atração à parte nos últimos anos. Come-se muito bem lá e há opções para os mais variados gostos, desde a comida caseira de uma pensão familiar até restaurantes mais chiques de cozinha italiana, francesa e tailandesa. Reserve um dinheiro extra para experimentar pelo menos um deles, que não são baratos, mas valem a pena.

AONDE IR

Além das atrações do centro histórico, não deixe de visitar um dos alambiques de Paraty. Na fazenda Murycana, por exemplo, é possível conhecer o processo de fabricação da cachaça, visitar o museu de móveis e peças decorativas que pertenceram aos antigos proprietários, o engenho e ainda degustar uma a pinga produzida lá. O ingresso custa apenas R$ 5.

Outro programa obrigatório é fazer um dos passeios de barco pela baía. Eles duram, em média, de 4 a 5 horas e podem incluir comida e bebida. As águas claras e tranquilas são um convite ao mergulho ao lado dos peixes.

Se você é louco por praia (como eu), vale esticar a visita para conhecer São Gonçalo, Paraty-Mirim e Trindade. Naquela região também fica a Praia do Sono, mas o acesso é mais difícil e, na minha opinião, vale uma viagem separada (clique aqui para ler o post da Alícia sobre ela).

ONDE FICAR

Paraty não é uma cidade muito barata, mas dá pra encontrar pousadas confortáveis (com café da manhã) por preços razoáveis fora do centro histórico. No centro, elas são bem mais caras e luxuosas e muitas mantêm o mobiliário colonial de séculos atrás. No site oficial de Paraty há várias opções de hospedagem em vários bairros da cidade, mas você também pode conferir uma lista aqui.

FESTA O ANO INTEIRO

Combinando o clima acolhedor da cidade pequena com uma boa infraestrutura, Paraty acaba atraindo uma série de eventos culturais, que levam milhares de pessoas pra lá todo ano. O último – e maior de todos – foi a Flip (a Renata já foi e escreveu aqui como foi).

Alambique Murycana, com direito à degustação! / Foto divulgação

Agora, saem os livros e entra a pinga no centro das atenções dos visitantes que forem a Paraty no próximo fim de semana. De 19 a 22 de agosto acontece lá o 18º Festival da Cachaça, Cultura e Sabores de Paraty, que reúne estandes de sete alambiques locais e oito marcas de cachaça, além de inúmeras atrações musicais. Este ano haverá show de Alceu Valença.

E até o fim do ano ainda acontecem: Paraty em Foco (festival de fotografia), em setembro; Festival Internacional de Cinema, em outubro; Festival de Música e outro de Gastronomia Caiçara, em novembro. Escolha o evento que mais combina com você e bote o pé na estrada!

Encontre aqui a versão deste post para impressão.

Leia também: Paraty: uma lista de restaurantes para amar e odiar

Personal Trip

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Pelo Brasil ou exterior. Sozinha ou acompanhada. O negócio é botar o pé na estrada. Tem coisa melhor?

3 Respostas para “ Paraty, uma viagem ao Brasil colonial ”

  1. Olá meninas, estou indo para Paraty e gostaria de saber se vcs têm uma indicação de alguém que faça o passeio de escuna, alguém de confiança e se sabem sobre preços médios a fim de evitar abusos. Obrigada!

  2. Essa primeira foto mostra uma das coisas mais legais de lá. As ruas do Centro Histórico são feitas de forma que, quando chove, ficam alagadas. A ideia, do século 17, era lavar a cidade, já que os pequenos rios em que as ruas se transformam desembocam no mar…

  3. Amo demais esta cidade, já fui várias vezes e sempre tenho saudades. O Thai Brasil foi um dos primeiros tailandeses do Rio e decidiu instalar-se lá. E o Banana da Terra é top. Também recomendo (espero que ainda existam) o Sancho Pança e o maravilhoso Villa Verde, no meio do mato, de preferência durante a Folia Gastronômica, segundo evento mais legal da cidade depois da Flip.

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