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Niterói, muito além da vista

Vista do alto do Parque da Cidade

Quem mora no Rio sabe que a piada clássica do carioca é que o melhor de Niterói é a linda vista que ela tem pra capital fluminense. Já os niteroienses brincam que cobram pedágio só no sentido Niterói, que é para minimizar a enxurrada de cariocas por lá. Enfim, rixas à parte, o fato é que Nikiti tem muito mais a oferecer do que belos mirantes pra Cidade Maravilhosa.

Me mudei pro outro lado da Baía de Guanabara há um ano por motivos conjugais e, como carioca da gema, preciso admitir que os encantos da cidade me conquistaram por completo. Separada do Rio por uma ponte de 13 km, a cidade se orgulha por ter o terceiro IDH do país. É lá que está sendo construído o chamado Caminho Niemeyer, concentrando o maior número de obras do arquiteto e o destino é uma ótima daytrip – ou ótimaS, porque eu sugeriria mais de um dia lá – pra quem vem pro estado.

CAMINHO NIEMEYER

Para quem desce da Ponte Rio-Niterói e segue para o Caminho (tem placas espalhadas desde o acesso à cidade), a primeira obra de Oscar Niemeyer é o Teatro Popular de Niterói. Reza a lenda dos políticos que até meados de 2010, um pouco mais a frente, já estará construída uma torre panorâmica de 70 metros de altura. Mas, enquanto isso não acontece, vale começar a visita pelo Museu de Arte Contemporânea (Mac).

Museu de Arte Contemporânea

Com sua arquitetura imponente, a verdade é que, na prática, as obras de arte ficam em segundo plano – o museu não costuma ter exposições que se destaquem. De qualquer forma, o passeio é uma delícia e a construção, em si, vale a visita. No subsolo tem o Bistrô Mac, com comidinhas gostosas e um café da manhã ótimo. No domingo, o café é no estilo bufê, que custa algo em torno de R$ 20.

Seguindo a orla, em Charitas tem a estação das barcas, também arte de Niemeyer, que tem um restaurante panorâmico no segundo andar. Caro, mas bom e mais do que bonito.

PONTOS TURÍSTICOS

Em frente ao Mac, tem uma cabine da secretaria de turismo com panfletos e dicas para continuar o tour pela cidade. O meu voto é ir descendo num passeio até Icaraí, tomar uma água de coco e seguir rumo a Praia de São Francisco. Lá é onde tem a maior concentração de restaurantes, que vão de barzinhos, japonês até quilos sofisticados. É no bairro também, que há a principal subida para o Parque da Cidade, de onde partem dezenas de asas delta e parapentes o dia inteiro e pode-se ver um por do sol incrível.

Niterói tem o segundo maior complexo de fortes e fortaleza do país. A principal é a Fortaleza de Santa Cruz, de 1555, a primeira erguida no entorno da Baía de Guanabara e que borbulha de história. Há ainda os fortes Rio Branco e Imbuí. Nesse último, você para o carro na entrada do forte e pega uma van até o topo de um morro, onde ele foi construído.

Praia de Icaraí

PRAIAS

Para quem está disposto a pegar uma prainha por lá, uma dica importante: as praias da baía são poluídas e, apesar de você sempre ver alguém dentro d’água, eu não aconselho. Infelizmente tem sempre uma sujeira ou outra boiando, mesmo que a água esteja transparente. Isso vale para Icaraí, Boa Viagem, São Francisco, Charitas e Jurujuba.

Mas há lindas praias para compensar, na Região Oceânica: Camboinhas, Piratininga e Itacoatiara. Camboinhas, vale dizer, não recomendo nos fins de semana. Fica muuuuito cheia e é meio farofa. Quem quiser encarar, vai encontrar estruturas de quiosques nas areias, com mesas, cadeiras e guarda-sóis de graça. Piratininga também tem sua porção farofa, mas no meio da praia, tem um quiosque chamado Delirium, que rola um ‘roquenrol’ de trilha sonora e é point de descida da galera do parapente e asa delta.

Itacoá, como é chamada, é a menina dos olhos dos niteroienses. Um bairro gostoso, só de casas e com uma praia linda em contraste com uma mata exuberante. Do lado direito, chamam de woodstok: é onde fica o povo mais alternativo, num clima meio legalize. Do lado esquerdo, chamam de Beverly Hills: fica a juventude dourada, num clima mais patricinhas.

Itacoatiara: No fundo é o Costão. Pela trilha, a gente chega no topo desse morro

TRILHAS

De lá, há um acesso para o Parque da Serra da Tiririca. De onde parte a trilha para subir o Costão. Seu topo fica a 300 metros de altitude e a trilha (que segundo o parque tem 800 m) dura de meia hora a quarenta minutos. Tem muitas crianças fazendo o trajeto, mas eu acho que tem que ter uma resistência física média. A primeira vez fui desavisada e quase coloquei os bofes pra fora. A trilha é só subida e boa parte em pedra.

O parque tem também a trilha do Mourão, que, antigamente, também tinha acesso por Itacoatiara. Hoje, tem que ir pelo mirante da Estrada de Itaipuaçu. Não se assuste com o nome de um outro município, porque pra quem já ta em Itacoatiara, são só alguns minutinhos a mais de carro. Demora mais ou menos 1h30 até o topo dos seus 421 m de altitude. E a vista é uma recompensa. Daquelas de deitar no chão, olhar pro céu e agradecer.

GASTRONOMIA
Eu nem ia entrar no mérito gastronômico, porque este post já está enorme e juro que não vou me alongar. Niterói tem muito restaurantes ótimos, mas o símbolo da gastronomia lá é o Mercado de São Pedro, mais conhecido como Mercado do Peixe.

Em baixo é um mercado de peixe, com todos os tipos de frutos do mar fresquíssimos. No andar de cima, rastaurantes supersimples fazem na hora o peixe que você acabou de comprar lá embaixo, por preços beeem honestos, ou servem seus próprios cardápios.

Mais do Rio: Búzios, Praia do Sono e Rio, por cariocas

obs: As fotos são do fotógrafo niteroiense Thiago Côrtes

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Personal Trip

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De moto, barco, carro, avião, trem ou ônibus, para Alícia o importante é viajar, conhecer lugares novos, sem deixar de desbravar o Brasil.

2 Respostas para “ Niterói, muito além da vista ”

  1. Lindas as fotos!! Este Thiago Cortês arrasa!!

  2. Taí, animei para um ‘daytrip’. 🙂

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